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30.11.03

Soldados americanos matam duas meninas iraquianas 

Reunião
(Hussein, Qusai e Hamza)

Duas crianças, Fátima, de 12 anos e Adra, de 10, foram mortas por soldados americanos, dia 27 de Novembro, na aldeia de Nahar Al Aswad. Fátima e Adra não voltarão à escola. Foram mortas enquanto Bush comia perú e galhofava estupidamente frente às câmaras de TV

As meninas foram assassinadas Quinta-feira por tropas americanas na aldeia de Nahar Al Aswad (Rio Negro), a cerca de 80 quilómetros a norte de Bagdade.
Os meios de comunicação noticiam um a um os mortos norte-americanos no Iraque. Mas os mortos iraquianos são ocultados da opinião pública. Como Fátima e Adra. Ao princípio da tarde de Sexta-feira já estavam enterradas e o único sinal que delas restava era um charco de sangue sob um arbusto.
"Aqui morreu Adra e uns metros mais além, entre as canas, encontrámos o corpo de Fátima, com a cabeça desfeita e feridas no ventre e nas pernas. Sem dúvida tentou esconder-se", afirmou Hussein, um tio das meninas rodeado pelos dois irmãos das crianças. Qusai, de 19 anos, e Hamza, de 8.
Apenas uma estrada separa a casa dos Ali do antigo aeroporto Ibn Firnas, agora convertido em base dos Estados Unidos. Às quatro da tarde de Quinta-feira, uma coluna de blindados passou diante da aldeia. Minutos depois, um dos carros regressou e escutaram-se três rajadas de metralhadora em direcção à zona onde estavam as irmãs, a quem a sua mãe tinha mandado recolher alguma lenha. "Tentámos aproximar-nos, mas cercaram as nossas casas e apontaram-nos as armas para nos impedir de sair. A minha cunhada gritava para que a deixassem ir buscar as meninas, que estariam assustadas e não voltariam se não escutassem a sua voz. Depois, disseram que estavam à procura de homens armados e, quando olharam para a Fátima, uma mulher de uniforme perguntou a um soldado negro: Onde estão? Era isto o que procurávamos?"
Às oito da noite, os militares retiraram-se e levaram consigo Fátima, que morreu no hospital perto da cidade de Baquba. Apesar da proibição de circular de noite, os vizinhos saíram à procura de Adra. Quando a encontraram estava morta à várias horas. "Se nos tivessem deixado socorrê-las antes, talvez alguma se pudesse ter salvo", disse o seu tio.
Ontem pela manhã, a polícia iraquiana entregou os cadáveres à família. O funeral converteu-se numa manifestação de protesto contra os EUA no Iraque.
Os Ali são camponeses e têm uma horta de quatro hectares junto à estrada. Desde o primeiro momento, as relações com os seus novos vizinhos foram conflituosas.
Há três meses, Hassan, o pai das meninas, foi preso pelas tropas dos EUA. Até agora a sua esposa ignora o seu paradeiro. Ninguém pode comunicar com ele e ninguém sabe de que o acusam.
Ontem, interrogado por El País, o oficial de relações públicas da base recusou-se a informar sobre o que tinha acontecido alegando que estava "sob investigação".

Fonte: El País

28.11.03

Ausência 

Desde o dia 19 que navego pelo mundo. Hoje tive este acesso. Volto em breve. O RioAcima não está esquecido.

19.11.03

Assassinado um representante do Ministério da Educação no Iraque 

Vários homens armados assassinaram o representante local do Ministério da Educação iraquiano na província de Diwaniyah, no sul do Iraque, indicou esta terça-feira um dirigente iraquiano.
A vítima, de 60 anos, "foi atingida por três balas diante da sua casa na noite de segunda-feira", dia 17, afirmou Ziad al-Jalidi, um chefe tribal local, acrescentando que o representante foi enterrado esta terça-feira.

Um painel de especialistas lamenta a ignorância dos EUA acerca do mundo 

Um painel de destacados especialistas políticos e educadores censurou "a ignorância dos Estados Unidos acerca do mundo", argumentando que a resistência dos americanos em estudar civilizações e culturas estrangeiras é uma ameaça à segurança nacional.

"Acreditamos firmemente que os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 constituíram um despertador, uma advertência de que a ignorância dos Estados Unidos sobre o mundo é agora um risco nacional", assinalou o grupo, encabeçado pelo ex-secretário da Educação Richard Riley e pelo ex-senador Paul Simon.
O relatório destaca que a brecha que separa os americanos do resto do mundo se tornou particularmente evidente naquele dia trágico, quando a maioria deles se viu forçada a interrogar-se: "de onde veio isto?", "como é que alguém nos quis fazer isto?".
A resposta é que os americanos são muito "ignorantes" sobre o Médio Oriente e sofrem de "uma falta de conhecimento geral" sobre o mundo, indicaram os especialistas.
Censuraram também o facto de alguns americanos pensarem que falar apenas inglês é "um motivo de orgulho nacional em vez de uma vergonha".
"Estamos a colocar-nos desnecessariamente a nós mesmos em risco, devido à nossa ignorância do mundo e à nossa teimosia em nos restringirmos ao idioma inglês", adiantaram.
"Não podemos continuar sendo prósperos e seguros se não entendermos as palavras e acções dos nossos vizinhos internacionais", concluíram.
Fonte: AFP

17.11.03

Impor a democracia à força da bala 

Reunião

A estratégia dos neoconservadores é: bombardear o país, matar o tirano, fazer eleições e esperar que o povo abrace a democracia e fique alegre e contente. E depois, eles, os neoconservadores, farão crescer a economia e ganharão muito dinheiro. E no meio de muita alegria, e muito tocar de flautas, o povo esquecerá destruições, feridos e mortos, lamberá as feridas e baterá palmas aos "libertadores" passando a viver pobre na sua simplicidade primitiva, mas muito feliz para sempre.
O pior é quando o povo não está pelos ajustes e desata à cacetada nos "libertadores".

Obediências. O povinho para o Iraque. 

Reunião



Bush manda. Durão cumpre.


Regresso 

Reunião

Regresso a Itália.
Porque tem de ser sempre, o Povo a pagar?


16.11.03

Investimento 

O Governo tem passado a mensagem de que o nosso ensino superior é demasiado caro.

Qual é o nosso investimento, por aluno do ensino superior, no quadro da OCDE?
Os países da OCDE, gastam em média, com cada aluno do ensino superior 11.109 dólares. Portugal gasta, em média, com cada aluno do ensino superior 4.766 dólares. Ou seja, Portugal investe em cada aluno apenas 43% do que investe a média dos países da OCDE. Não chega a metade! E ainda dizem que é caro. Que são indispensáveis as propinas…
É evidente que nos países da OCDE os Governos têm capacidade e vontade para recolher os impostos da maioria e não apenas dos trabalhadores por conta de outrem. A diferença está aí.

15.11.03

Violência 

Reunião
Autor: Wissam Sulaiman, iraquiano, 10 anos. 2003


14.11.03

Coragem estúpida 

Coragem estúpida

O Governo, a propósito de tudo e de nada, invoca a coragem. Passa o tempo a afirmar a sua coragem. Mas bater constantemente com a cabeça nas paredes, não é um acto de coragem. É uma mera manifestação de estupidez.

13.11.03

Um professor de Oxford foi suspenso por recusar um aluno israelita 

A Universidade de Oxford suspendeu um professor acusando-o de discriminação em relação a um aluno israelita, informa a AFP citando o Daily Telegraph.


ReuniãoO professor, Andrew Wilkie, foi suspenso por dois meses, com perda de salário, depois de ter informado Amit Duvshani, de 26 anos, que "estava fora de questão aceitar no seu curso qualquer pessoa que tivesse servido no exército de Israel".
Num email enviado pelo professor ao aluno, o professor Wilkie afirma que tem um "enorme problema" face às violações dos direitos humanos cometidos pelos israelitas contra os Palestinianos "porque eles apenas sonham viver na sua própria terra". "Está fora de questão eu aceitar qualquer um que tenha servido no exército israelita", acrescentou.

8.11.03

A democratização do Iraque continua 

Iraquiano finalmente livre




Reunião Reunião





7.11.03

As Pessoas em Primeiro - só depois a produção 

Reunião
Para situar a educação e o ensino numa perspectiva de cidadania, no contexto político actual da globalização e da ideologia neoliberal que a sustenta, construída a partir de uma subjectividade colectiva de exclusão sem culpa, temos imensos desafios a serem enfrentados no plano ético-político, epistemológico, teórico e da praxis. Estes desafios tornam-se maiores em sociedades como a portuguesa cuja classe dirigente tem como projecto político-social, como única alternativa, a globalização com exclusão social, ainda que disfarçada pelo discurso retórico.



Para mim, um dos aspectos que me torna a vida mais amarga, neste fim de século, no campo da chamada esquerda, é a capitulação sucessiva de muitos intelectuais no plano ético e político. Aguentar-se de forma lúcida e sem transigências é um desafio crucial.

Educar, hoje, pressupõe que seja do senso comum que as relações capitalistas são incapazes, pela sua própria natureza, de corresponder minimamente ao conjunto de direitos fundamentais de todos os seres humanos, a começar pelo direito a uma vida de que a dignidade não esteja ausente, à saúde, à educação, à habitação, ao emprego, ao subsídio de desemprego, lazer, etc.

O modo como o capitalismo, na sua fase mais avançada de desenvolvimento científico e tecnológico - ou seja, de desenvolvimento das forças produtivas -, refaz as suas taxas de lucro através da exclusão dos direitos mínimos de dois terços da humanidade, mostra, de forma empírica, a sua natureza anti-social. Hoje, só não vê quem não quer: sob o capitalismo não há futuro para milhões de seres humanos.

É evidente que consideramos o avanço da ciência e da tecnologia como um dos maiores bens das sociedades humanas. O que está em causa nas nossas sociedades não é o industrialismo em si mesmo. Não defendemos o regresso às cavernas. O que pomos em questão é o industrialismo sem alma que exclui do trabalho, do prazer e da vida, milhões de seres humanos. O desafio que temos pela frente, e que tem de ser caro aos educadores e professores, é o de contribuir para que se construa um outro industrialismo que tenha como objectivo primordial responder às necessidades do conjunto da humanidade.

Somos permanentemente desafiados a contribuir para criar uma escola nova que contribua para a igualdade e a justiça social. Olhamos a escola que temos, os problemas que nos coloca e cada vez mais nos convencemos que é impossível alterá-la fora do contexto de outras alterações da política e da economia.

Não vale a pena criar ou viver de ilusões. Não seremos capazes de criar uma escola e processos de formação técnica e profissional que sirvam as pessoas, se não formos capazes de romper com uma prática política fomentadora da exclusão social, da desigualdade e portanto antidemocrática. Todos os que defendem uma escola para todos, a começar pelas organizações de professores, têm hoje pela frente, cada vez mais, este desafio da política. Mais do que defender os pequenos interesses corporativos, importa que se realize o grande combate político.

A tarefa prioritária é, pois, de afirmar e defender os valores de uma efectiva igualdade, qualidade para todos, solidariedade, ampliação da esfera pública democrática por oposição à liberdade e qualidade apenas para alguns, reguladas pelo mercado e pelas perspectivas do individualismo e do privativismo.

Renato Saddi, líder sindical dos professores de S. Paulo, no Brasil, na sua tese de mestrado (1996) questiona a ideia do senso comum, segundo a qual, 'a formação teórica dos educadores seria algo secundário ou algo reservado a uns poucos intelectuais que se dedicam à pesquisa'. Defende, sem por em causa a importância da função formativa da prática, que sem uma sólida formação teórica reduz-se a possibilidade do educador fazer uma análise histórica, para entender a estrutura das relações sociais vigentes, e de propor projectos alternativos, definindo dentro deles o papel do educador e dos processos de formação humana.

Na ausência dessa formação teórica, a perspectiva estratégica desaparece e o que resta é apenas o activismo político estéril. Sobre a mesma questão o professor G. Frigotto afirma que 'no plano da construção do conhecimento, a perda da perspectiva teórica e epistemológica tende a reduzir a formação e a prática do educador a uma dimensão puramente técnica ou didáctica'.

Podemos então afirmar que é por possuir conhecimento teórico que o educador, no campo da formação, apreende os saberes que os alunos construíram a partir do senso comum e das suas experiências e práticas sociais, lúdicas e culturais, e é partindo desta realidade que o educador organiza e programa técnica e didacticamente os diferentes conteúdos e práticas de ensino não dualistas, não fragmentários, mas globais.

O grande risco que hoje corremos é o de cair em práticas fragmentárias. Com tais práticas, acabamos por ocultar ou até justificar a alienação do capitalismo actual. A incapacidade de entender os fenómenos, em termos globais, e de se agarrar a fragmentos da realidade é possivelmente,hoje, uma das maiores fragilidades da esquerda. Não é difícil verificar como os próprios sindicatos, a pretexto de reivindicações parcelares e corporativas, caiem com frequência em discursos, práticas e reivindicações conservadoras.

No campo da formação técnicoprofissional estamos perante grandes desafios. Não é fácil criar alternativas. Face ao desemprego galopante e a estruturas educacionais provocadoras de segregação social, podemos cair muito facilmente no activismo ou no pragmatismo. Podemos mesmo cair - perante as reivindicações do senso comum das classes populares - em 'soluções' de requalificação oferecidos pelo poder dominante. Podemos também cair em alternativas idealistas e imobilizadoras da acção. A forma de ultrapassar estes riscos, afigura-se-nos, só se pode dar através da acção reflectida e colectiva. É a convicção desta realidade que nos leva a pensar que as organizações de trabalhadores - de mãos dadas com as organizações científicas -, se estruturadas no sentido de promover a acção-reflexão, são os melhores instrumentos para construir as novas alternativas.

Acabar com a divisão disciplinar estanque e com as formas individualistas e competitivas de conhecimento e de ensino é uma necessidade crucial. É no plano da prática política uma forma eficaz de contrariar e de fazer parar as imposições tecnocráticas que subordinam o educativo ao mercado e ao processo de globalização com exclusão social.

Os educadores precisam de melhorar a sua competência teórica adquirida em instituições capazes de lhes dar, como precisam, a sua experiência profissional reflectida. Mas estas formações não são suficientes. Os educadores precisam de se formar como intelectuais e como dirigentes. Esta última capacidade só se adquire através da participação em movimentos sociais, em associações científicas, sindicatos, partidos, associações culturais... que sejam capazes de produzir projectos alternativos de sociedade.

As alternativas que julgamos necessário construir não podem perder de vista que, em primeiro lugar, estão as pessoas e que estas não podem ser sacrificadas à reestruturação produtiva. Vale isto por dizer que é preciso criar um projecto de sociedade que afirme na prática a solidariedade e a igualdade efectiva entre todos os seres humanos, o que, em nosso entender, só é possível se se ampliar a esfera pública e o controle democrático sobre os dinheiros públicos.

Como educadores-professores importa afirmar e exemplificar, vezes sem conta, que as pessoas estão, sempre, antes da produção.

3.11.03

Iraque 

A guerra no Iraque está no início.

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AURORA BOREAL 

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