26.12.03
Ocupação do Iraque por tropas dos EUA
Iraque. Prisioneiro e Pai.
24.12.03
Natal já é tabu
As consequências do voto
Quem votou no Durão Barroso e no Paulo Portas foram as ovelhas e os carneiros de Portugal. Na imagem, populares observam-nos à saída de um comício preparatório da votação. Não é razoável que me responsabilizem pelo acto inconsciente destes animais.
Mas a verdade é que quem votou foram as ovelhas e os carneiros de Portugal e, agora, eu é que pago. Não é justo.
21.12.03
Uma câmara de vigilância tira misteriosa fotografia de fantasma em castelo britânico
Uma misteriosa fotografia, de uma pessoa vestida em trajes da época, fechando uma porta do castelo de Hampton Court, captada por uma câmara de vigilância, relançou este sábado na imprensa o debate sobre se existe ou não um fantasma nessa antiga residência do rei Henrique VIII da Inglaterra. Fantasma, publicidade, um turista apressado, são hipóteses em aberto.
A fotografia, pouco nítida, mostra uma silhueta usando um longo casaco do século XV, fechando uma porta do castelo, situado na zona sudoeste de Londres, onde morreu a terceira mulher do rei. Em várias ocasiões, os guardas do recinto tinham ficado intrigados com essa porta, que às vezes se abria inexplicavelmente.
"Fiquei arrepiado ao ver as imagens da câmara de vigilância que mostravam essa silhueta usando um casaco da época. Foi algo terrível porque o rosto não tinha aspecto humano", disse um dos guardas.
Ao ser interrogado pelo Daily Telegraph, o professor Richard Wiseman, da Universidade de Hertforsdhire (zona norte de Londres) disse que "ou se trata de um golpe publicitário para atrair mais visitantes, o que não acredito, ou se trata simplesmente de um turista que quis fechar a porta".
Para The Sun, pelo contrário, pode ser efectivamente o fantasma de Henrique VIII (1491-1547).
Terry O'Sulliban, "especialista em fantasmas" do Colégio britânico de Parapsicologia, assinalou que "durante o período de Hallowenn, a aparição de fantasmas é mais frequente. "é o momento em que o véu entre o nosso mundo e o outro mundo é mais fino. Parece-me perfeitamente possível que se trate do fantasma de Henrique VIII", assegurou.
E você? Aposta em que? Fantasma? Turista? Publicidade? Ou é apenas o tabloide The Sun a querer vender mais jornais? Por cá os jornais ainda não nos vendem fantasmas. Vão fabricando pequenos escândalos, polémicas entre gente reles e idiota, e vão divulgando a verborreia do Durão, do Portas e da rapaziada sua seguidora. Também aproveitam e vão vendendo livros, copos, faqueiros e outros objectos de fancaria. É o mercado da informação, a sociedade da informação à portuguesa, a todo o vapôr.
A fotografia, pouco nítida, mostra uma silhueta usando um longo casaco do século XV, fechando uma porta do castelo, situado na zona sudoeste de Londres, onde morreu a terceira mulher do rei. Em várias ocasiões, os guardas do recinto tinham ficado intrigados com essa porta, que às vezes se abria inexplicavelmente.
"Fiquei arrepiado ao ver as imagens da câmara de vigilância que mostravam essa silhueta usando um casaco da época. Foi algo terrível porque o rosto não tinha aspecto humano", disse um dos guardas.
Ao ser interrogado pelo Daily Telegraph, o professor Richard Wiseman, da Universidade de Hertforsdhire (zona norte de Londres) disse que "ou se trata de um golpe publicitário para atrair mais visitantes, o que não acredito, ou se trata simplesmente de um turista que quis fechar a porta".
Para The Sun, pelo contrário, pode ser efectivamente o fantasma de Henrique VIII (1491-1547).
Terry O'Sulliban, "especialista em fantasmas" do Colégio britânico de Parapsicologia, assinalou que "durante o período de Hallowenn, a aparição de fantasmas é mais frequente. "é o momento em que o véu entre o nosso mundo e o outro mundo é mais fino. Parece-me perfeitamente possível que se trate do fantasma de Henrique VIII", assegurou.
E você? Aposta em que? Fantasma? Turista? Publicidade? Ou é apenas o tabloide The Sun a querer vender mais jornais? Por cá os jornais ainda não nos vendem fantasmas. Vão fabricando pequenos escândalos, polémicas entre gente reles e idiota, e vão divulgando a verborreia do Durão, do Portas e da rapaziada sua seguidora. Também aproveitam e vão vendendo livros, copos, faqueiros e outros objectos de fancaria. É o mercado da informação, a sociedade da informação à portuguesa, a todo o vapôr.
20.12.03
O discurso
O Governo só transmitiu uma imagem de actividade - até frenética - enquanto andou, em coro, a fazer o discurso da tanga e juras públicas de coragem.
Esgotado o discurso, aumentado o déficite, parado e mais desorganizado o país, veio à tona o vazio político e a ignorância em que este Governo se senta.
Resta saber se vamos sofrer-lhe as consequências durante uma longa legislatura.
Esgotado o discurso, aumentado o déficite, parado e mais desorganizado o país, veio à tona o vazio político e a ignorância em que este Governo se senta.
Resta saber se vamos sofrer-lhe as consequências durante uma longa legislatura.
Mas que grande peru!
Trinca aí, oh magala! É de plástico, mas do bom!
19.12.03
O futuro da educação
Como sabem, decorre em França um debate sobre o Futuro da educação (ver m. post de 4.12). Independentemente do apuramento de possíveis conclusões ou consensos, uma das coisas que me interessam é observar a participação ou não participação da população. Julgo que a democracia passa também por estas oportunidades de dar opinião. Que conclusões já se podem tirar neste momento?
O debate iniciado em 17 de Novembro teve para já a participação de cerca de um milhão de participantes. O debate segue a par, em presença, isto é, face a face e na Internet.
Registo aqui a diferença entre as mudanças pensadas, inteligentes, debatidas, participadas e planeadas, e os gestos tontos, desorganizados e autoritários dos mini-ditadores, ignorantes e patetas que em bicos dos pés nos querem governar. E não me esqueço que a França tem um governo de direita. Pelos vistos a direita não é obrigatoriamente sempre estúpida, autoritária e pateta como o é a actual direita no poder em Portugal.
"Já houve cerca de um milhão de pessoas a dar a sua opinião", afirma Claude Thélot coordenadora deste debate nacional. A maioria dos debates ocorreu nos estabelecimentos de ensino e nas autarquias. Os debates "tiveram em média cerca de cinquenta pessoas cada um", informou Thélot.
A coordenadora do debate diz estar surpreendida porque o tema dominante nas discussões tem sido o de saber como fazer os alunos trabalhar com mais eficácia. Por ordem de importância vem a seguir o tema da violência nas escolas e a indisciplina. Destaca-se também o interesse em encontrar respostas para os problemas de integração de muitos alunos e o papel dos pais e associações na escola. Finalmente tem sido discutida a forma de construir uma escola para todos com conhecimentos comuns durante o período de escolaridade obrigatória.
Muitas destas discussões têm-se realizado na Internet, tendo sido recolhidas 29.545 contribuições nos 24 fóruns colocados à disposição do público. Para além destes já foram também recebidos 6.799 contributos espontâneos não registados nos Fóruns.
"A discussão tem trazido coisas novas, não consensos mas uma escuta dos outros e um aprofundamento dos temas", declarou M. Thélot.
O debate iniciado em 17 de Novembro teve para já a participação de cerca de um milhão de participantes. O debate segue a par, em presença, isto é, face a face e na Internet.
Registo aqui a diferença entre as mudanças pensadas, inteligentes, debatidas, participadas e planeadas, e os gestos tontos, desorganizados e autoritários dos mini-ditadores, ignorantes e patetas que em bicos dos pés nos querem governar. E não me esqueço que a França tem um governo de direita. Pelos vistos a direita não é obrigatoriamente sempre estúpida, autoritária e pateta como o é a actual direita no poder em Portugal.
"Já houve cerca de um milhão de pessoas a dar a sua opinião", afirma Claude Thélot coordenadora deste debate nacional. A maioria dos debates ocorreu nos estabelecimentos de ensino e nas autarquias. Os debates "tiveram em média cerca de cinquenta pessoas cada um", informou Thélot.
A coordenadora do debate diz estar surpreendida porque o tema dominante nas discussões tem sido o de saber como fazer os alunos trabalhar com mais eficácia. Por ordem de importância vem a seguir o tema da violência nas escolas e a indisciplina. Destaca-se também o interesse em encontrar respostas para os problemas de integração de muitos alunos e o papel dos pais e associações na escola. Finalmente tem sido discutida a forma de construir uma escola para todos com conhecimentos comuns durante o período de escolaridade obrigatória.
Muitas destas discussões têm-se realizado na Internet, tendo sido recolhidas 29.545 contribuições nos 24 fóruns colocados à disposição do público. Para além destes já foram também recebidos 6.799 contributos espontâneos não registados nos Fóruns.
"A discussão tem trazido coisas novas, não consensos mas uma escuta dos outros e um aprofundamento dos temas", declarou M. Thélot.
A propósito dos crimes políticos
O mais fácil é atirar pedras aos vencidos. Mais difícil é criticar e opor-se aos criminosos enquanto estão no poder. Agora é fácil bater em Saddam que derrubado e preso, perdeu a capacidade de cometer mais crimes.
O que é difícil é bater, por exemplo, em Sharon que continua no poder e a cometer as maiores barbaridades e crimes de toda a espécie.
Quando Saddam estava no auge do seu poder os americanos e europeus tinham com ele uma relação carinhosa e reverente. Faziam negócios e vénias e vendiam-lhe todas as armas que podiam. Era só amizade, amor, cumplicidade. Beijos na boca. Agora que caiu em desgraça espreitam-lhe as cáries. E batem. E receitam-lhe a morte… Antes que fale.
O que é difícil é bater, por exemplo, em Sharon que continua no poder e a cometer as maiores barbaridades e crimes de toda a espécie.
Quando Saddam estava no auge do seu poder os americanos e europeus tinham com ele uma relação carinhosa e reverente. Faziam negócios e vénias e vendiam-lhe todas as armas que podiam. Era só amizade, amor, cumplicidade. Beijos na boca. Agora que caiu em desgraça espreitam-lhe as cáries. E batem. E receitam-lhe a morte… Antes que fale.
14.12.03
Estudante palestiniana assassinada
O exército israelita matou uma estudante palestina, de 20 anos de idade, no Sábado, na Cisjordânia.
Soldados israelitas de um posto de vigilância mataram a tiros na manhã de sábado uma estudante palestina que se dirigia para a Universidade de Nablus, na Cisjordânia, revelaram fontes médicas e da segurança palestina.
Kamleh Al Chuli, de 20 anos, recebeu dois tiros no peito quando os soldados israelitas dispararam contra o carro em que a jovem seguia para as aulas na Universidade Al Najah de Nablus. Os outros ocupantes do carro saíram ilesos.
Com mais este assassínio, chega a 3.643 o número de mortos desde o início da actual Intifada, no final de Setembro de 2000, sendo 2.723 palestinianos e 854 israelitas.
Soldados israelitas de um posto de vigilância mataram a tiros na manhã de sábado uma estudante palestina que se dirigia para a Universidade de Nablus, na Cisjordânia, revelaram fontes médicas e da segurança palestina.
Kamleh Al Chuli, de 20 anos, recebeu dois tiros no peito quando os soldados israelitas dispararam contra o carro em que a jovem seguia para as aulas na Universidade Al Najah de Nablus. Os outros ocupantes do carro saíram ilesos.
Com mais este assassínio, chega a 3.643 o número de mortos desde o início da actual Intifada, no final de Setembro de 2000, sendo 2.723 palestinianos e 854 israelitas.
10.12.03
Guerrilha antiamericana dividida em torno de Saddam Hussein
A guerrilha antiamericana está muito dividida entre partidários e adversários do ex-presidente Saddam Hussein, mas os seus membros realizam operações idênticas, que já deixaram um saldo de quase 200 soldados americanos mortos no Iraque, com o objectivo de acabar com a ocupação.
Depois de um longo processo de investigação da AFP, as pessoas entrevistadas explicaram que os combatentes se dividem em três correntes:
a primeira composta por partidários de Saddam;
a segunda por islamitas;
a terceira por nacionalistas que reúnem membros do partido Baath contrários a Saddam, assim como militares, 'nasserianos' (partidários do falecido ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser) e outros defensores da ideologia pan-árabe.
"Não há coordenação, mas também não é o caos: as operações cruzam-se. Cada grupo mantém a sua identidade. Apesar das diferenças nas motivações, os ataques e o terreno para as operações são os mesmos", afirmou Abu Mohamad, chefe de uma tribo do oeste do país que está envolvido na resistência pró-Saddam.
Segundo ele, no que diz respeito à primeira corrente é Saddam Hussein quem dá as instruções e os que as executam devem encontrar os meios para realizá-las". Mohamad explica que os combatentes são membros do partido Baath, ex-membros dos serviços de inteligência e milicianos do antigo regime.
De acordo com Abu Mohamad o grupo favorável a Saddam é o mais numeroso e o melhor organizado, mas não foi possível comprovar as suas afirmações.
"Temos a maior capacidade de acção e damos maior importância aos ataques de qualidade. Temos capacidade para efectuar operações com 60 e 70 pessoas", diz.
Os islamitas e os nacionalistas negam essas afirmações.
Porém, é certo que os partidários de Saddam possuem um espaço no portal da Internet "Al Muharer" (o libertador), que já divulgou 18 comunicados atribuídos ao partido Baath, o último deles no dia 1º de Dezembro, e disponibiliza um balanço semanal dos ataques.
Ex-professor de 'Sharia' (lei islâmica) na Universidade de Bagdá, Hariss al-Dari, personalidade tribal sunita em Abu Gharib (oeste), afirma que os resistentes islamitas são contrários a Saddam porque ele os perseguiu. Além disso, acusa os americanos de aumentar o papel dos pró-Saddam para relacionar a guerrilha ao terrorismo.
"A resistência islamita faz o seu recrutamento nas mesquitas. Não precisa de muito financiamento porque os seus militantes são voluntários, as armas estão disponíveis e a população dá-lhes abrigo", acrescentou.
Um dirigente islamita da guerrilha, que pediu para não ser identificado, disse que uma parte pequena dos fundamentalistas coordena a sua acção com Saddam porque, do ponto de vista religioso, ele é o tutor do país e como Chefe de Estado convocou a Jihad (guerra santa). A fonte acrescentou que a coordenação é necessária, especialmente, no que diz respeito ao fornecimento de armas.
A terceira corrente, os nacionalistas, recusa qualquer cooperação com o ex-ditador, mas aceita-a, a nível local, com os islamitas, informa Abu Hazem, membro deste grupo de guerrilha. Todos os membros desse grupo acusam o antigo regime de ter entregue o país aos americanos sem luta.
Para Abu Hazem, esta guerrilha é composta, em especial, por militantes do Baath decepcionados com Saddam Hussein e por militares que acusam o ex-presidente de tê-los humilhado.
A ideologia das três correntes é diferente. Se os partidários de Saddam combatem para o regresso do seu "herói" ao poder, os islamitas consideram que as tropas de ocupação são "infiéis na terra islâmica que devem ser combatidos", enquanto os nacionalistas consideram que se trata de uma guerra de libertação.
Além disso, os objectivos também são diferentes. Se todos combatem as forças americanas, os pró-Saddam consideram que também é preciso "lutar contra tudo o que possa reforçar a ocupação como a polícia e os interpretes, pois sem eles o ocupante torna-se cego", afirma Abu Mohamad.
Mohamad reivindica a autoria do atentado contra a sede da ONU em Bagdá, que causou a morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Os pró-Saddam também afirmam, na sua página na Internet, que cometeram o atentado contra a Cruz Vermelha "vinculada à CIA".
Por outro lado, os islamitas opõem-se ao assassinato deliberado de inocentes, iraquianos ou não iraquianos, muçulmanos e não muçulmanos", afirma al-Dari.
Os nacionalistas, segundo Abu Hazem, consideram que "é preciso educar a população, tentando derramar a menor quantidade de sangue possível, que não é preciso relacionar-se com o inimigo".
As três tendências minimizam o papel dos wahabitas ou dos combatentes árabes, mas não negam a sua presença na luta contra os americanos.
Fonte: AFP
Depois de um longo processo de investigação da AFP, as pessoas entrevistadas explicaram que os combatentes se dividem em três correntes:
a primeira composta por partidários de Saddam;
a segunda por islamitas;
a terceira por nacionalistas que reúnem membros do partido Baath contrários a Saddam, assim como militares, 'nasserianos' (partidários do falecido ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser) e outros defensores da ideologia pan-árabe.
"Não há coordenação, mas também não é o caos: as operações cruzam-se. Cada grupo mantém a sua identidade. Apesar das diferenças nas motivações, os ataques e o terreno para as operações são os mesmos", afirmou Abu Mohamad, chefe de uma tribo do oeste do país que está envolvido na resistência pró-Saddam.
Segundo ele, no que diz respeito à primeira corrente é Saddam Hussein quem dá as instruções e os que as executam devem encontrar os meios para realizá-las". Mohamad explica que os combatentes são membros do partido Baath, ex-membros dos serviços de inteligência e milicianos do antigo regime.
De acordo com Abu Mohamad o grupo favorável a Saddam é o mais numeroso e o melhor organizado, mas não foi possível comprovar as suas afirmações.
"Temos a maior capacidade de acção e damos maior importância aos ataques de qualidade. Temos capacidade para efectuar operações com 60 e 70 pessoas", diz.
Os islamitas e os nacionalistas negam essas afirmações.
Porém, é certo que os partidários de Saddam possuem um espaço no portal da Internet "Al Muharer" (o libertador), que já divulgou 18 comunicados atribuídos ao partido Baath, o último deles no dia 1º de Dezembro, e disponibiliza um balanço semanal dos ataques.
Ex-professor de 'Sharia' (lei islâmica) na Universidade de Bagdá, Hariss al-Dari, personalidade tribal sunita em Abu Gharib (oeste), afirma que os resistentes islamitas são contrários a Saddam porque ele os perseguiu. Além disso, acusa os americanos de aumentar o papel dos pró-Saddam para relacionar a guerrilha ao terrorismo.
"A resistência islamita faz o seu recrutamento nas mesquitas. Não precisa de muito financiamento porque os seus militantes são voluntários, as armas estão disponíveis e a população dá-lhes abrigo", acrescentou.
Um dirigente islamita da guerrilha, que pediu para não ser identificado, disse que uma parte pequena dos fundamentalistas coordena a sua acção com Saddam porque, do ponto de vista religioso, ele é o tutor do país e como Chefe de Estado convocou a Jihad (guerra santa). A fonte acrescentou que a coordenação é necessária, especialmente, no que diz respeito ao fornecimento de armas.
A terceira corrente, os nacionalistas, recusa qualquer cooperação com o ex-ditador, mas aceita-a, a nível local, com os islamitas, informa Abu Hazem, membro deste grupo de guerrilha. Todos os membros desse grupo acusam o antigo regime de ter entregue o país aos americanos sem luta.
Para Abu Hazem, esta guerrilha é composta, em especial, por militantes do Baath decepcionados com Saddam Hussein e por militares que acusam o ex-presidente de tê-los humilhado.
A ideologia das três correntes é diferente. Se os partidários de Saddam combatem para o regresso do seu "herói" ao poder, os islamitas consideram que as tropas de ocupação são "infiéis na terra islâmica que devem ser combatidos", enquanto os nacionalistas consideram que se trata de uma guerra de libertação.
Além disso, os objectivos também são diferentes. Se todos combatem as forças americanas, os pró-Saddam consideram que também é preciso "lutar contra tudo o que possa reforçar a ocupação como a polícia e os interpretes, pois sem eles o ocupante torna-se cego", afirma Abu Mohamad.
Mohamad reivindica a autoria do atentado contra a sede da ONU em Bagdá, que causou a morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Os pró-Saddam também afirmam, na sua página na Internet, que cometeram o atentado contra a Cruz Vermelha "vinculada à CIA".
Por outro lado, os islamitas opõem-se ao assassinato deliberado de inocentes, iraquianos ou não iraquianos, muçulmanos e não muçulmanos", afirma al-Dari.
Os nacionalistas, segundo Abu Hazem, consideram que "é preciso educar a população, tentando derramar a menor quantidade de sangue possível, que não é preciso relacionar-se com o inimigo".
As três tendências minimizam o papel dos wahabitas ou dos combatentes árabes, mas não negam a sua presença na luta contra os americanos.
Fonte: AFP
Medicamentos devem ser declarados "bem público mundial"
Participantes do Fórum Social Europeu (FSE), pediram que os medicamentos sejam declarados "bem público mundial" para diminuir o consumo excessivo dos países ricos estimulado pelas empresas farmacêuticas e pôr fim às dificuldades de acesso das nações pobres.
A fatia dos medicamentos nos gastos de saúde não pára de crescer nos países industrializados, onde os laboratórios conseguiram "criar novas necessidades", criticou Valérie Van Belle, da Aliança Nacional dos Segurados Cristãos, que cobre metade da população belga.
"A bulimia de medicamentos por parte dos países desenvolvidos já não é considerada como um progresso", apontou Omax Brixi, da Federação de Segurados da França (FMF), que propôs "uma avaliação sistemática e independente da utilidade dos medicamentos".
Em contrapartida, nos países em desenvolvimento, "quase metade da população não tem acesso a eles", afirmou Jean-Pierre Unger, do Fórum Social Belga, que avaliou esta situação como "uma autêntica bomba social".
O preço dos medicamentos é a maior causa deste fenómeno. A Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em Doha (Qatar) em 2001, tinha aceite a supremacia da saúde sobre as patentes farmacêuticas.
"… é uma primeira etapa, mas não ganhamos a guerra", declarou Gaélle Krikorian, da Act-Up Paris, acrescentando que é necessário "simplificar" a solução proposta pelo acordo sobre o acesso aos remédios aprovado no final de Agosto por 146 países da OMC.
As dificuldades para conseguir medicamento é especialmente evidente na África. Dos 40 milhões de pessoas que vivem com o vírus da SIDA no mundo, 70% são africanos e menos de 1% tem acesso a uma multiterapia, ressaltou o cientista camaronês Fred Eboko.
No Brasil, graças à produção de medicamentos genéricos desenvolvidos por um laboratório do Governo, 130.000 pessoas tiveram acesso gratuito à triterapia, lembrou o sindicalista francês Laurent Ziegelmeyer. "Saúde e educação são bens da civilização e podem ser defendidos apenas à escala mundial", afirmou Verschave.
A fatia dos medicamentos nos gastos de saúde não pára de crescer nos países industrializados, onde os laboratórios conseguiram "criar novas necessidades", criticou Valérie Van Belle, da Aliança Nacional dos Segurados Cristãos, que cobre metade da população belga.
"A bulimia de medicamentos por parte dos países desenvolvidos já não é considerada como um progresso", apontou Omax Brixi, da Federação de Segurados da França (FMF), que propôs "uma avaliação sistemática e independente da utilidade dos medicamentos".
Em contrapartida, nos países em desenvolvimento, "quase metade da população não tem acesso a eles", afirmou Jean-Pierre Unger, do Fórum Social Belga, que avaliou esta situação como "uma autêntica bomba social".
O preço dos medicamentos é a maior causa deste fenómeno. A Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em Doha (Qatar) em 2001, tinha aceite a supremacia da saúde sobre as patentes farmacêuticas.
"… é uma primeira etapa, mas não ganhamos a guerra", declarou Gaélle Krikorian, da Act-Up Paris, acrescentando que é necessário "simplificar" a solução proposta pelo acordo sobre o acesso aos remédios aprovado no final de Agosto por 146 países da OMC.
As dificuldades para conseguir medicamento é especialmente evidente na África. Dos 40 milhões de pessoas que vivem com o vírus da SIDA no mundo, 70% são africanos e menos de 1% tem acesso a uma multiterapia, ressaltou o cientista camaronês Fred Eboko.
No Brasil, graças à produção de medicamentos genéricos desenvolvidos por um laboratório do Governo, 130.000 pessoas tiveram acesso gratuito à triterapia, lembrou o sindicalista francês Laurent Ziegelmeyer. "Saúde e educação são bens da civilização e podem ser defendidos apenas à escala mundial", afirmou Verschave.
9.12.03
Na Guatemala 48% dos menores de 5 anos sofrem de desnutrição
A desnutrição crónica na Guatemala afecta 48% das crianças menores de 5 anos. A representante da Unicef para a Guatemala, Glady Acosta, denunciou à imprensa que a infância e a adolescência "estão em condições de desvantagem e marginalização", apesar de corresponderem a 48% (5,3 milhões) do total da população de 11,2 milhões de pessoas.

A Família
Acosta disse que a taxa de mortalidade infantil é de 44 para cada mil nascidos vivos, eleva-se a 59 entre menores de cinco anos e na área rural é de 48 para cada mil nascidos vivos.
Segundo Acosta, as crianças de entre 6 e 9 anos apresentam um atraso no crescimento por causa da fome.
De acordo com o Unicef, na área da educação, apenas 41% das crianças concluíram o nível básico em 2001 e 40% não chegaram a concluir esta etapa.
Todos os candidatos às próximas eleições fizeram promessas de combate à pobreza. Estas promessas correspondem aos ciclos eleitorais.

A Família
Acosta disse que a taxa de mortalidade infantil é de 44 para cada mil nascidos vivos, eleva-se a 59 entre menores de cinco anos e na área rural é de 48 para cada mil nascidos vivos.
Segundo Acosta, as crianças de entre 6 e 9 anos apresentam um atraso no crescimento por causa da fome.
De acordo com o Unicef, na área da educação, apenas 41% das crianças concluíram o nível básico em 2001 e 40% não chegaram a concluir esta etapa.
Todos os candidatos às próximas eleições fizeram promessas de combate à pobreza. Estas promessas correspondem aos ciclos eleitorais.
8.12.03
México: droga pedagógica
A Procuradoria mexicana prendeu, no dia 4 de Dezembro, um professor que vendia droga aos seus alunos e colegas.
A Procuradoria Geral do México (PGR) prendeu, no dia 4 de Dezembro, um professor de 35 anos, que vendia cocaína aos seus alunos numa escola secundária da cidade de La Paz (Noroeste). Outros professores também compravam cocaína ao mestre detido.
O professor Gonzalo Jiménez, que dava aulas de biologia na escola
secundária de La Paz (Baixa Califórnia), foi detido com 50 gramas de cocaína dividida em pequenos envoltórios, já prontos para serem vendidos.
A Procuradoria Geral do México (PGR) prendeu, no dia 4 de Dezembro, um professor de 35 anos, que vendia cocaína aos seus alunos numa escola secundária da cidade de La Paz (Noroeste). Outros professores também compravam cocaína ao mestre detido.
O professor Gonzalo Jiménez, que dava aulas de biologia na escola
secundária de La Paz (Baixa Califórnia), foi detido com 50 gramas de cocaína dividida em pequenos envoltórios, já prontos para serem vendidos.
Violência governamental no Haiti
Confrontos na Universidade do Haiti fazem 25 feridos
Um ataque de grupos ligados ao governo contra a Faculdade de Ciências Humanas de Porto Príncipe fez, no dia 5 de Dezembro, 25 feridos, a maioria estudantes e professores da universidade, revelaram as rádios da capital haitiana.
A acção dos militantes pró-governo, que utilizaram armas de fogo, paus e pedras, feriu inclusivamente o reitor da Universidade Estatal do Haiti, Pierre Marie Paquiot, que ficou com as pernas partidas, e o vice-reitor, Wilson Laleau.
Segundo Leleau, quatro estudantes foram feridos à bala durante os incidentes.
A faculdade foi saqueada e vários veículos da instituição queimados. Dois jornalistas que cobriam o incidente foram agredidos à paulada.
O líder da oposição socialista Victor Benoit condenou o ataque e o coordenador do grupo dos "184" (organização da sociedade civil e de empresários) André Apaid denunciou a "cumplicidade" da polícia.
O inspector-geral da Polícia, Rudy Berthomieux, disse que havia "elementos armados infiltrados" entre os estudantes, que dispararam armas de fogo.
É assim, o poder no Haiti. Quem critica come.
Um ataque de grupos ligados ao governo contra a Faculdade de Ciências Humanas de Porto Príncipe fez, no dia 5 de Dezembro, 25 feridos, a maioria estudantes e professores da universidade, revelaram as rádios da capital haitiana.
A acção dos militantes pró-governo, que utilizaram armas de fogo, paus e pedras, feriu inclusivamente o reitor da Universidade Estatal do Haiti, Pierre Marie Paquiot, que ficou com as pernas partidas, e o vice-reitor, Wilson Laleau.
Segundo Leleau, quatro estudantes foram feridos à bala durante os incidentes.
A faculdade foi saqueada e vários veículos da instituição queimados. Dois jornalistas que cobriam o incidente foram agredidos à paulada.
O líder da oposição socialista Victor Benoit condenou o ataque e o coordenador do grupo dos "184" (organização da sociedade civil e de empresários) André Apaid denunciou a "cumplicidade" da polícia.
O inspector-geral da Polícia, Rudy Berthomieux, disse que havia "elementos armados infiltrados" entre os estudantes, que dispararam armas de fogo.
É assim, o poder no Haiti. Quem critica come.
4.12.03
Debate Nacional em França sobre o Futuro da Educação
Em França, foi lançado, a nível público, um "Debate Nacional sobre o Futuro da Escola".
Para orientar o debate nacional foram levantadas 22 questões articuladas em torno de três capítulos:
1 - Definir as missões da escola;
2 - Proporcionar sucesso educativo aos alunos;
3 - Melhorar o funcionamento da escola.
As perguntas:
Capítulo 1 - Definir as missões da Escola
1. Quais são os valores da Escola Republicana e como fazer para que a sociedade os reconheça?
2. Quais devem ser as missões da escola, no momento da construção europeia e para os decénios que se seguem?
3. Para que tipo de igualdade deve tender a escola?
4. Dever-se-á partilhar de uma outra forma a educação entre a juventude e os adultos e incluir o mundo do trabalho?
5. Que tronco comum de conhecimentos, competências e regras de comportamento, deverão adquirir prioritariamente os alunos em cada etapa da educação obrigatória?
6. De que forma deverá a escola adaptar-se à diversidade dos alunos?
7. De que forma melhorar o reconhecimento e a organização da via profissional?
Capítulo 2 - Proporcionar sucesso educativo aos alunos
8. De que forma motivar e fazer trabalhar mais eficazmente os alunos?
9. Quais deverão ser as funções e as modalidades de avaliação, da avaliação contínua e dos exames?
10. De que forma organizar e melhorar a orientação dos alunos?
11. De que forma preparar e organizar a entrada no ensino superior?
12. De que forma podem os pais e os parceiros educativos, exteriores à escola, contribuir para o sucesso educativo dos alunos?
13. De que forma se deverá orientar os alunos com dificuldades de aprendizagem?
14. De que forma escolarizar os alunos deficientes ou com incapacidades graves?
15. De que forma combater eficazmente a violência e a indisciplina?
16. Que relações estabelecer entre os membros da comunidade educativa, em particular entre pais e professores e entre professores e alunos?
17. De que forma melhorar a qualidade de vida dos alunos na escola?
Capítulo 3 - Melhorar o funcionamento da escola
18. De que forma, em termos educativos, definir e repartir os papéis de responsabilidade do Estado e das colectividades territoriais?
19. Dever-se-á dar autonomia aos estabelecimentos de ensino e acompanhá-los através de uma avaliação?
20. De que forma deverá a escola utilizar melhor os meios/recursos postos à sua disposição?
21. Dever-se-á redefinir as finalidades da escola?
22. De que forma formar, recrutar e avaliar os professores e melhorar a organização da sua carreira?
Como vamos de debate em Portugal?
Agora, a moda, entre nós, é espadeirar a torto e a direito sem ouvir ninguém. Tomam-se medidas avulso, contraditórias e sem rumo.
O Ministro da Educação limita-se a tomar medidas para agradar aos comentadores neoconservadores que ocupam jornais, rádios e televisões e são portadores de um senso comum doentiamente neoconservador.
O Ministério da Educação é o 2º ministério com maior quebra no orçamento para 2004. Os orçamentos dos ministérios da Ciência e o da Cultura sofrem cortes. Mas os respectivos ministros dizem que os recursos são mais do que suficientes. São especialistas em fazer omeletas sem ovos!
Entretanto, 79% da população activa portuguesa (dos 25 aos 65 anos) tem habilitações abaixo do 9º ano de escolaridade. Os empresários portugueses têm ainda, em média, qualificações mais baixas do que os trabalhadores. O fosso entre Portugal e os países europeus, os da Europa dos 25 e já não só dos 15, em matéria de níveis de escolaridade e de qualificação, é um abismo que não pára de crescer. A situação da educação em Portugal já não é apenas preocupante, é dramática. Mais dramática ainda porque os palermas que nos governam dizem que vai tudo bem.
Para orientar o debate nacional foram levantadas 22 questões articuladas em torno de três capítulos:
1 - Definir as missões da escola;
2 - Proporcionar sucesso educativo aos alunos;
3 - Melhorar o funcionamento da escola.
As perguntas:
Capítulo 1 - Definir as missões da Escola
1. Quais são os valores da Escola Republicana e como fazer para que a sociedade os reconheça?
2. Quais devem ser as missões da escola, no momento da construção europeia e para os decénios que se seguem?
3. Para que tipo de igualdade deve tender a escola?
4. Dever-se-á partilhar de uma outra forma a educação entre a juventude e os adultos e incluir o mundo do trabalho?
5. Que tronco comum de conhecimentos, competências e regras de comportamento, deverão adquirir prioritariamente os alunos em cada etapa da educação obrigatória?
6. De que forma deverá a escola adaptar-se à diversidade dos alunos?
7. De que forma melhorar o reconhecimento e a organização da via profissional?
Capítulo 2 - Proporcionar sucesso educativo aos alunos
8. De que forma motivar e fazer trabalhar mais eficazmente os alunos?
9. Quais deverão ser as funções e as modalidades de avaliação, da avaliação contínua e dos exames?
10. De que forma organizar e melhorar a orientação dos alunos?
11. De que forma preparar e organizar a entrada no ensino superior?
12. De que forma podem os pais e os parceiros educativos, exteriores à escola, contribuir para o sucesso educativo dos alunos?
13. De que forma se deverá orientar os alunos com dificuldades de aprendizagem?
14. De que forma escolarizar os alunos deficientes ou com incapacidades graves?
15. De que forma combater eficazmente a violência e a indisciplina?
16. Que relações estabelecer entre os membros da comunidade educativa, em particular entre pais e professores e entre professores e alunos?
17. De que forma melhorar a qualidade de vida dos alunos na escola?
Capítulo 3 - Melhorar o funcionamento da escola
18. De que forma, em termos educativos, definir e repartir os papéis de responsabilidade do Estado e das colectividades territoriais?
19. Dever-se-á dar autonomia aos estabelecimentos de ensino e acompanhá-los através de uma avaliação?
20. De que forma deverá a escola utilizar melhor os meios/recursos postos à sua disposição?
21. Dever-se-á redefinir as finalidades da escola?
22. De que forma formar, recrutar e avaliar os professores e melhorar a organização da sua carreira?
Como vamos de debate em Portugal?
Agora, a moda, entre nós, é espadeirar a torto e a direito sem ouvir ninguém. Tomam-se medidas avulso, contraditórias e sem rumo.
O Ministro da Educação limita-se a tomar medidas para agradar aos comentadores neoconservadores que ocupam jornais, rádios e televisões e são portadores de um senso comum doentiamente neoconservador.
O Ministério da Educação é o 2º ministério com maior quebra no orçamento para 2004. Os orçamentos dos ministérios da Ciência e o da Cultura sofrem cortes. Mas os respectivos ministros dizem que os recursos são mais do que suficientes. São especialistas em fazer omeletas sem ovos!
Entretanto, 79% da população activa portuguesa (dos 25 aos 65 anos) tem habilitações abaixo do 9º ano de escolaridade. Os empresários portugueses têm ainda, em média, qualificações mais baixas do que os trabalhadores. O fosso entre Portugal e os países europeus, os da Europa dos 25 e já não só dos 15, em matéria de níveis de escolaridade e de qualificação, é um abismo que não pára de crescer. A situação da educação em Portugal já não é apenas preocupante, é dramática. Mais dramática ainda porque os palermas que nos governam dizem que vai tudo bem.
Professores em greve na Estónia
A greve mais importante na Estónia após o desaparecimento da União Soviética
Os professores da Estónia realizaram ontem o maior movimento grevista, depois de o país ter saído da União Soviética em 1991.
De acordo com o Presidente da Confederação dos Sindicatos Estoinianos da Educação, Toivo Roosimaa, cerca de 18.500 professores e educadores de infância paralisaram o trabalho, durante toda a jornada de ontem, reclamando aumentos salariais.
As cerca de 150.000 crianças deste país de 1,4 milhões de habitantes foram afectados pelo movimento.
"Esta foi, seguramente, a maior greve que a Estónia já conheceu", disse Toivo Roosimaa.
"O facto de serem os intelectuais a organizar e a observar a greve mostra que há qualquer coisa de profundamente errado na nossa sociedade" continuou ele.
Cerca de três mil professores manifestaram-se pacificamente diante do Parlamento estoniano, empunhando pancartas e entoando cânticos populares.
Os professores exigem que o seu salário de base seja aumentado para 7.362 coroas (470,5 euros). O salário médio de um professor é actualmente de 5.400 coroas (345 euros).
O governo e os sindicatos não chegaram ainda a qualquer acordo.
"A greve não juntará nada nem aos objectivos do governo nem aos salários dos professores", declarou o primeiro ministro Juhan Parts.
Os professores da Estónia realizaram ontem o maior movimento grevista, depois de o país ter saído da União Soviética em 1991.
De acordo com o Presidente da Confederação dos Sindicatos Estoinianos da Educação, Toivo Roosimaa, cerca de 18.500 professores e educadores de infância paralisaram o trabalho, durante toda a jornada de ontem, reclamando aumentos salariais.
As cerca de 150.000 crianças deste país de 1,4 milhões de habitantes foram afectados pelo movimento.
"Esta foi, seguramente, a maior greve que a Estónia já conheceu", disse Toivo Roosimaa.
"O facto de serem os intelectuais a organizar e a observar a greve mostra que há qualquer coisa de profundamente errado na nossa sociedade" continuou ele.
Cerca de três mil professores manifestaram-se pacificamente diante do Parlamento estoniano, empunhando pancartas e entoando cânticos populares.
Os professores exigem que o seu salário de base seja aumentado para 7.362 coroas (470,5 euros). O salário médio de um professor é actualmente de 5.400 coroas (345 euros).
O governo e os sindicatos não chegaram ainda a qualquer acordo.
"A greve não juntará nada nem aos objectivos do governo nem aos salários dos professores", declarou o primeiro ministro Juhan Parts.
Pobre e preguiçoso
Por causa destas questões do déficit, andam por aí alguns a comparar Portugal à Alemanha e à França. Não é de comparar. Eles são países grandes. Portugal é mesmo um País pequenino. Além de pequeno é pobre, pouco educado, desqualificado, ranhoso, choramingas … só é grande numa coisa, na preguiça e na desorganização pomposamente etiquetada de improviso.