<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685</id><updated>2011-04-22T05:05:51.383+01:00</updated><title type='text'>RioAcima</title><subtitle type='html'>Sempre que poss&amp;iacute;vel. Navega aqui. Rio acima. Pela margem esquerda. Jos&amp;eacute; Paulo Serralheiro.&lt;br&gt;Pol&amp;iacute;tica. Sociedade. Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Culturas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rioacima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>147</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107757777803316017</id><published>2004-02-23T23:08:00.000Z</published><updated>2004-02-23T23:15:53.140Z</updated><title type='text'>Demissão de colegas piora saúde de quem fica no emprego, diz estudo</title><content type='html'>A demissão de funcionários pode piorar a saúde dos colegas que permanecem no emprego e as demissões em massa também aumentam as licenças médicas. Quem o afirma são investigadores da Universidade de Helsinquia &lt;a href=http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/02/040223_demissaodi.shtml&gt; quem dá a notícia é a BBC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107757777803316017?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107757777803316017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107757777803316017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107757777803316017' title='Demissão de colegas piora saúde de quem fica no emprego, diz estudo'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107754130801544951</id><published>2004-02-23T12:57:00.000Z</published><updated>2004-02-23T13:05:51.373Z</updated><title type='text'>O socorro dos amigos</title><content type='html'>&lt;b&gt;O desfasamento entre o tempo disponível e o que tenho de fazer é tão grande que o Blog fica sem préstimo. Provavelmente o melhor é desistir. Enquanto isso não acontece socorro-me dos amigos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;Deixo dois textos que julgo merecerem ser lidos e pensados.&lt;br /&gt;Um é de António Teodoro: &lt;b&gt;" É possível uma política de educação à esquerda?".&lt;/b&gt; Acabou por ser publicado, no número 2, na Revista Lusófona de Educação. &lt;br /&gt;O outro texto é de Xavier Bonal, professor e investigador da Universidade Autónoma de Barcelona e tem o sugestivo título de: &lt;b&gt;"Que mais vamos pedir à escola?&lt;/b&gt; Trata-se de uma questão sobre a qual tenho escrito e para a qual me parece ser necessário ter ideias claras. Como tenho dito, a reconfiguração da escola e a decisão sobre o que lhe pertence e o que lhe não pertence, não é uma questão separada de saber como organizamos a comunidade e como inserimos nela a rede de formação e educação informal. Criar um novo sistema formal de ensino e um sistema informal e fazer o seu cruzamento, tecendo uma rede de conhecimento, é um desafío. O texto de Xavier Bonal foi escrito para o jornal a PÁGINA da educação e será brevemente editado nela.&lt;br /&gt;Julgo que vale a pena ler estes dois textos. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107754130801544951?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107754130801544951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107754130801544951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107754130801544951' title='O socorro dos amigos'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107754099050882705</id><published>2004-02-23T12:53:00.000Z</published><updated>2004-02-23T12:59:06.043Z</updated><title type='text'>Que mais vamos pedir à escola?</title><content type='html'>&lt;b&gt;A crítica mais repetida centra-se na incapacidade da instituição escolar em dar resposta às transformações tecnológicas e produtivas. Contudo, não faltam também opiniões, frequentemente vindas dos sectores reaccionários, que acusam o sistema educativo de incapacidade para preservar os valores humanistas fundamentais para garantir a convivência democrática…&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Uma das consequências visíveis da permanentemente denominada "crise educativa" manifesta-se na acumulação de responsabilidades e tarefas que exigimos à escola como instituição. Já se sabe que em situações complicadas a pior parte cabe sempre ao "irmão mais pobre", e não há dúvida de que o sistema educativo e a escola em particular têm vindo a desempenhar este papel de forma recorrente, praticamente desde os anos setenta. A crítica mais repetida centra-se na incapacidade da instituição escolar em dar resposta às transformações tecnológicas e produtivas. Contudo, não faltam também opiniões, frequentemente vindas dos sectores reaccionários, que acusam o sistema educativo de incapacidade para preservar os valores humanistas fundamentais para garantir a convivência democrática. Deste modo, se há violência juvenil, pouco respeito pelo meio ambiente, indiferença à política, intolerância ou falta de respeito em relação aos adultos, tudo se fica a dever às limitações da escola em responder à "crise de valores" em que estamos, também permanentemente, submersos. &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Li nos últimos dias nos jornais catalães que a intenção da nova Conselheira do Interior do Governo Catalão era criar uma disciplina obrigatória de educação rodoviária nas escolas. Assisto estupefacto a campanhas institucionais promovidas pela câmara da minha cidade com o objectivo de fomentar o civismo dos cidadãos, e, mais uma vez, descarregando também a campanha nas escolas. Contemplei alucinado como o anterior governo catalão, com uma importante participação dos democratas-cristãos, lançava a  ideia de colocar máquinas de venda de preservativos nas escolas secundárias ante o nervosismo dos bispos. Por outro lado, fico deprimido ao ver que enquanto a França procura a forma de confirmar o laicismo do seu sistema educativo, o governo conservador de Espanha confere à disciplina de religião o carácter de disciplina avaliável. Tudo cabe na escola. Conhecimento, valores, competências, atitudes, comportamentos, a escola converteu-se no espaço onde, por defeito, famílias e instituições depositam as suas incertezas ou as suas incompetências. Quando não se vislumbra a luz no fim do túnel, quando não se sabe a quem recorrer para gerir a crise, nada melhor do que um programa educativo que trabalhe desde as raízes da socialização tudo aquilo que corre o risco de converter-se em anomia. &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Especialmente chamativos são os problemas que têm que ver com o "descaminho" da juventude. Aqui a escola adquire um carácter de depósito geral. O alcoolismo, a dependência das drogas, a violência, a irresponsabilidade juvenil em geral, passam a ser problemas que geram na opinião pública a inevitável sentença "não sei o que lhes ensinam na escola", como se as causas de tudo isso tivessem que ver com a incompetência dos professores para transmitir valores ajustados à norma social. A falta de respostas sobre o distanciamento social da juventude traduz-se assim num aumento da pressão sobre as nossas instituições educativas, que não só devem formar indivíduos capacitados para o nosso sistema produtivo, mas também devem assumir a educação de todos aqueles que escapam aos mecanismos tradicionais de controlo social. A adultocracia esconde assim a pergunta que efectivamente a compromete: "E o que é que esperavas?" O que pode esperar-se de um sistema social que exclui os jovens do acesso à habitação, da participação política efectiva e do trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A pressão sobre a escola está a alcançar o seu grau máximo ao mesmo tempo que o processo de proliferação de políticas públicas neoliberais, geradoras de exclusão social, se acelera. Sem contratos estáveis, sem casas para alugar, com escassa liberdade de expressão, não é de estranhar que se multipliquem as respostas que se rebelam activa ou passivamente perante um conjunto de promessas cuja credibilidade não é sustentada pelos factos. O recurso à escola actua como mecanismo amortecedor do mal estar social e como bode expiatório a quem há que exigir responsabilidades. Paradoxalmente, em tempos de enorme desenvolvimento tecnológico e de renovação constante do saber, em tempos de discursos sobre educação permanente e ao longo da vida, parece que o papel principal que tornamos a atribuir à escola é o mesmo que deu lugar ao surgimento dos sistemas educativos públicos: o dispor de uma instrução com a autoridade moral suficiente para moldar as atitudes e as consciências dos cidadãos, ou, o que é o mesmo, para garantir que a complexidade da sociedade do conhecimento não gere anomia e exclusão social. Uma triste função em tempos de globalização.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Até onde pode ir a escola para facilitar a gestão de outras crises? Até quando os professores continuarão a assumir múltiplas tarefas a que, muito simplesmente, não podem responder? Parece que o depósito escolar dispõe de membranas flexíveis capazes de assimilar tudo o que lá dentro se pretende deitar... mas um dia qualquer a educação vai acabar por explodir debaixo dos nossos narizes.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Xavier Bonal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Universidade Autónoma de Barcelona&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107754099050882705?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107754099050882705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107754099050882705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107754099050882705' title='Que mais vamos pedir à escola?'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107754071450599421</id><published>2004-02-23T12:49:00.000Z</published><updated>2004-02-23T12:53:54.733Z</updated><title type='text'>É possível uma política de educação à esquerda?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Uma reflexão sobre possibilidade e esperança na acção política&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;Nas últimas duas décadas do século XX, assistiu-se à lenta mas segura afirmação de um novo bloco social hegemónico que tem vindo a impor um novo senso comum nas políticas de educação, assente numa redução dos conceitos de democracia às práticas de consumo, de cidadania a um individualismo possessivo e de igualdade ao ressentimento e medo do outro. Partindo desta constatação (e da identificação desse bloco social hegemónico), o artigo apresenta um primeiro (e provisório) contributo para a seguinte questão: é possível à esquerda, nos tempos de hoje, construir as bases de um novo senso comum, capaz de ajudar a formular uma agenda educacional de um novo bloco social interessado em impulsionar (e realizar) políticas progressivas de paz, justiça social, felicidade e liberdade?&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando penso em história, eu penso em possibilidade – que a história é o tempo e o espaço de possibilidade. (...) Fazendo história escolhemos e realizamos possibilidades. E fazendo história começamos por ser feitos pela história.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paulo Freire (1989) (1)&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Nascendo da confluência do projecto iluminista com o da afirmação e construção do Estado-nação, e destes com o capitalismo enquanto modo de organização da produção, os sistemas escolares têm representado um dos lugares centrais da construção da modernidade. Apesar de múltiplas dificuldades práticas e diferentes ritmos de expansão, a escola assumiu-se desde muito cedo como um fenómeno global que se desenvolveu por isomorfismo no mundo moderno.&lt;br /&gt;Ao longo dos séculos XIX e XX, primeiro na Europa, depois nos outros espaços mundiais, a escola transformou-se num elemento central de homogeneização linguística e cultural, de invenção da cidadania nacional, de afirmação do Estado-nação. Como não se cansam de sublinhar os autores que perfilham a perspectiva do sistema mundial moderno, a expansão da escola encontra-se intimamente ligada à construção dessa realidade imprescindível ao novo estádio da economia mundo capitalista, o Estado-Nação: "A escola de massas torna-se o conjunto central de actividades através das quais os laços recíprocos entre os indivíduos e as nações-Estados são forjados" (Ramirez &amp; Ventresca, 1992, p. 49-50)&lt;br /&gt;Esse longo processo implicou a progressiva expansão da escola a todas as camadas e grupos sociais, fruto tanto da necessidade histórica desse novo estádio da economia mundo capitalista como de poderosas lutas sociais pelo acesso à escola, enquanto um bem público a que todos os membros de uma comunidade devem ter acesso em condições de igualdade.&lt;br /&gt;O desenvolvimento da escola para todos – mass schooling, na terminologia anglo-saxónica –, sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, assentou na concretização, mesmo que limitada, do ideal social-democrático de igualdade de oportunidades. Assumia-se como objectivo central das políticas  públicas a construção de uma escola que acolhesse todos, independentemente da condição social, económica e cultural, e a todos permitisse oportunidades de promoção social, profissional e cultural. &lt;br /&gt;Nesta perspectiva, a escola era entendida, privilegiadamente, como um espaço de integração e de inclusão social, mesmo que, como o mostrou a sociologia da educação, muitos dos seus efeitos não fossem precisamente esses. Utilizando as categorias de Habermas, essas políticas tinham como propósito um fortíssimo princípio regulador, mas, ao mesmo tempo, afirmava-se igualmente um princípio emancipador, herdeiro do projecto iluminista de construção de um homem novo. O conceito de democratização do ensino, e as políticas públicas a ele associadas, representam bem esse consenso que foi dominante no discurso público e político até final da década de setenta do século XX.&lt;br /&gt;Contudo, nas últimas duas décadas do século XX, assistiu-se à lenta mas segura afirmação de um novo bloco social hegemónico que tem vindo a impor um novo senso comum nas políticas públicas de educação, assente numa redução dos conceitos de democracia às práticas de consumo, de cidadania a um individualismo possessivo e de igualdade ao ressentimento e medo do outro. Michael W. Apple, que tem dedicado o principal dos seus trabalhos ao combate contra este modo de educar à direita, defende que o centro da construção desse discurso está na transferência para o mercado – e não, como antes, nas políticas democráticas – "a verdadeira esfera da liberdade" (Apple, 2000, p. xiii). O que, ainda para Apple, "não é nada menos do que o recorrente conflito entre os direitos de propriedade e os direitos da pessoa, que tem sido a tensão central na nossa economia" (2000, p. 17).&lt;br /&gt;As consequências dessa transferência de centro do discurso político estão bem presentes na agenda hegemónica das políticas públicas de educação contemporâneas. Em primeiro lugar, numa clara associação entre, de um lado, um menor investimento público e a privatização de importantes áreas dos serviços públicos, e, de outro, uma forte regulação estatal. "Uma estranha combinação de uma ênfase nos mercados e na ‘escolha’ (Estado fraco), de um lado, e um incremento intervencionista dos instrumentos regulatórios (Estado forte) centrados em currículos nacionais, em standards nacionais, e em testes nacionais, do outro", como diz Apple (2000, p. xxv-xxvii). &lt;br /&gt;Em segundo lugar, consequência primeira do medo do outro – aqui entendido tanto na dimensão social como na cultural –, na materialização de novas formas de exclusão, bem presentes na sistemática preocupação em transformar todos os processos avaliativos em rankings, ou no retorno a concepções meritocráticas que fazem tábua rasa dos contributos que a ciência social, em particular a sociologia da educação, deu nas últimas décadas para a compreensão dos processos de reprodução social e cultural.&lt;br /&gt;Partindo de uma rigorosa análise do contexto norte-americano, Michael Apple defende que esse novo bloco social hegemónico é constituído por uma aliança de quatro grupos principais (e.g., Apple, 2000, 2001). O primeiro, os neoliberais representam as elites políticas e económicas que intentam "modernizar" a economia e as instituições que estão directamente ao seu serviço. Para este grupo, que em geral assume a liderança desta aliança, o "mercado" é a (única) solução para os problemas sociais, assumindo como afirmação de referência que o que é privado é bom e funciona bem e o que é público funciona mal e é "despesista".&lt;br /&gt; O segundo grupo, os neoconservadores defendem, na base de uma visão algo nostálgica e romantizada do passado, o retorno aos (altos) "níveis de qualidade", à disciplina, à preocupação com o "conhecimento" e a selecção dos melhores que marcavam a escola antes da sua massificação. Este grupo tem uma particular preocupação com o currículo e os métodos pedagógicos, responsabilizando os filhos de Rousseau (e as ciências da educação em geral) pela fraca "qualidade" da escola actual, em resultado de uma pedagogia centrada no interesse do aluno e não no "conhecimento" das disciplinas científicas. As suas principais batalhas situam-se na definição de um currículo central e básico e de um reforço do "poder disciplinar" dos professores. &lt;br /&gt;O terceiro grupo, os populistas autoritários dirigem as suas preocupações principais para a questão de valores como segurança, família, sexualidade, moral religiosa, que consideram afastados (ou pervertidos) na escola pública. Este grupo, particularmente representativo nos EUA, tem uma forte desconfiança face ao Estado, um sentido comunitário apurado e uma ampla participação política, normalmente através de grupos evangélicos. Em geral, apoiam os neoliberais e os neoconservadores nas suas batalhas por menos Estado e contra o "humanismo secular" que, na sua óptica, invade a escola pública.&lt;br /&gt;O quarto, e último, grupo, é composto por uma fracção importante da nova classe média profissional. Segundo Apple (2000, 2001), este grupo nem sempre concorda com as agendas dos outros grupos, em particular no plano ideológico, pois, em geral, têm posições mais moderadas e liberais. Mas, por razões de interesse, de ideologia profissional, de emprego e de mobilidade social, este grupo está profundamente associado às "soluções" técnicas e gestionárias dos dilemas educacionais desta agenda hegemónica. Accountability, eficiência e management constituem as competências que fazem parte do seu próprio capital cultural e que põem ao serviço desta aliança que, nas velhas mas sempre presentes distinções, Apple designa de direita.&lt;br /&gt;São inquestionáveis os meios que esta aliança de direita possui e utilizou para construir a sua hegemonia ideológica e política, para mais integrada neste processo global do que se pode designar de globalização neoliberal. Mas, longe de se pretender relativizá-los, essa ascensão tem sido, todavia, muito facilitada à esquerda: por uns, ao relegarem para segundo plano os valores matriciais do pensamento de esquerda e que mais não são do que o tríptico da Revolução Francesa; por outros, ao privilegiarem um discurso que, embora criticamente rigoroso, é dificil e se apresenta sem o sentido da possibilidade, sem alternativas concretas e reais. Referindo-se a este segundo campo, onde se situam muitos dos intelectuais e educadores críticos, Apple (2000) sublinha: "Eu penso que muito do discurso em que participámos foi verdadeiramente um criticismo negativo. O trabalho negativo é seguramente importante como uma forma de ‘comportamento vigilante’ contra a opressão, mas muitas vezes não dá às pessoas o sentido da possibilidade" (p. 166).&lt;br /&gt;Mas, neste capítulo, a questão central que desejo formular e para a qual procurarei dar um primeiro (e provisório) contributo é a seguinte: é possível à esquerda, nos tempos de hoje, construir as bases de um novo senso comum, capaz de ajudar a formular uma agenda educacional de um novo bloco social interessado em impulsionar (e realizar) políticas progressivas de paz, justiça social, felicidade e liberdade?&lt;br /&gt;Muito provisoriamente, três podem ser os pontos de partida para essa construção de uma agenda educacional, capaz de gerar novos sensos comuns mobilizadores de esperança e de acção humana transformadora. O primeiro, particularmente importante na formação dos incluídos das sociedades do Primeiro Mundo e dos privilegiados do Terceiro Mundo, pode expressar-se na convicção de que todos somos cidadãos do mesmo mundo e que a luta peloo bem-estar, felicidade e segurança de uns está intimamente ligada ao combate à fome e à pobreza, às causas da injustiça e da exclusão social, tanto no plano das sociedades nacionais como no das relações internacionais. Tal implica procurar soluções e propostas não num estrito quadro nacional mas antes no que se pode designar de globalização cosmopolita, no sentido que Boaventura de Sousa Santos (2001) lhe atribui:&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;Trata da organização transnacional da resistência de Estados-nação, regiões, classes ou grupos sociais vitimizados pelas trocas desiguais de que se alimentam os localismos globalizados e os globalismos localizados, usando em seu benefício as possibilidades de interacção transnacional criadas pelo sistema mundial em transição, incluindo as que decorrem da revolução nas tecnologias de informação e comunicação. A resistência consiste em transformar trocas desiguais em trocas de autoridade partilhada, e traduz-se em lutas contra a exclusão, a inclusão subalterna, a dependência, a desintegração, a despromoção. (p. 72-73)&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O segundo ponto de partida pode representar o antídoto ao medo do outro, que fundamenta muitas das políticas da actual agenda hegemónica. Trata-se, na esteira ainda de Boaventura de Sousa Santos (2003), de materializar políticas inter/multiculturais em que o princípio da igualdade seja colocado de par com o princípio do reconhecimento da diferença: temos direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza. Materializar este princípio em políticas e na prática pedagógica significa, provavelmente, a procura de uma feliz síntese entre o princípio da "igualdade de oportunidades", dominante nas políticas educacionais de cariz social-democrático do pós-Segunda Guerra Mundial, e o do diálogo intercultural, ou seja, um diálogo não apenas entre diferentes saberes mas entre universos de sentidos diferentes, em certa medida incomensuráveis.&lt;br /&gt;O terceiro ponto de partida pode ser expresso na tentativa de materialização da consigna uma escola de excelência para todos, entendida como uma resposta (e uma alternativa) à crítica que os neoconservadores fazem ao abaixamento da qualidade do ensino e às pedagogias da escola actual. António Magalhães e Stephen R. Stoer (2002, 2003) pensam em encontrar essa alternativa construindo um continuum heurístico entre pedagogia e performance, lembrando que se a pedagogia sem performance não é "nada", como defendem os neo-meritocratas mais radicais, também não há performance sem pedagogia, pois, por mais mecânico que seja o conhecimento, ele é sempre "veiculado", ou seja, mediado por um processo pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;Assim, a assunção daquele continuum não só permite mapear as propostas dos diferentes intervenientes no debate, como também sugere que, no actula contexto de um mercado de trabalho estruturado pelo capitalismo flexível, não é obrigatório ficar confinado à defesa radicalmente pedagógica da educação (como se autonomia do pedagógico fosse independência em relação à economia) ou à redução da educação à performance (como se a performance pudesse existir sem pedagogia). Os caminhos alternativos podem ser procurados nas diferenças (eventualmente incomensuráveis) que estruturam os mandatos educativose na sua mútua análise crítica. (Magalhães &amp; Stoer, 200, p. 37)&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A modernização conservadora está em vias de remodelar radicalmente o senso comum da sociedade quanto à agenda educativa. A direita obteve essa hegemonia porque conseguiu criar uma unidade descentralizada, em que cada grupo sacrificou parte do seu projecto particular para entrar nas áreas que os ligam entre si (Apple, 2001). Pode a esquerda contruir uma aliança tensa que, através de esforços sistemáticos e persistentes, reconstrua um outro senso comum hegemónico, que traga para primeiro plano as dimensões emancipatórias do processo educativo?&lt;br /&gt;Determinar os possíveis pontos de partida para a elaboração de uma agenda educacional alternativa à da direita tem uma inequívoca importância e sgnificado. Mas, simultaneamente, importará igualmente para a acção política proceder a um esforço de sinalização dos grupos sociais e profissionais capazes de se interessarem (e construirem) essa outra agenda, que venha a tornar-se o centro de uma governação à esquerda. &lt;br /&gt;Um primeiro grupo social capaz de integrar essa aliança tensa pode ser designada – talvez de modo pouco rigoroso no plano sociológico – por baixa classe média, ou seja, por aqueles estratos sociais emergentes na vida pública que (ainda) valorizam a educação como processo de ascensão social, de acesso a um emprego qualificado e a um status social superior para os seus filhos. Estes estratos sociais apresentam, em geral, preocupações com o acesso à educação e à qualidade das formações recebidas pelos seus filhos, e da articulação destas com o mercado de emprego. A escola para todos deve responder às mesmas exigências de qualidade de quando era apenas para alguns.&lt;br /&gt;Um segundo grupo pode ser representado pelos movimentos sociais que representam os trabalhadores e lutam contra os novos (e velhos) modos de exclusão social. Situam-se aqui desde os mais antigos movimentos sociais, de que o mais relevante e influente é, seguramente, o movimento sindical, mas também os movimentos camponeses, até aos novos movimentos sociais constituídos por organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, de defesa do meio ambiente e do equilíbrio ecológico, de solidariedade com povos oprimidos, de representação e afirmação dos direitos culturais de minorias étnicas, dos cidadãos portadores de deficiência física ou mental, de movimentos feministas e dos direitos de opção sexual, de associações de desenvolvimento local, de movimentos literários, artísticos e culturais alternativos, que lutam contra o pensamento único e as formas hegemónicas da chamada cultura global. Neste heterogéneo e plural grupo, existe, todavia, uma preocupação comum na esfera educativa: realçar o possível (e desejável) papel conscientizador da escola (e da vida) – utilizando o conceito de Paulo Freire, um dos autores de referência da generalidade das organizações e movimentos que integram este grupo –, o que valoriza os processos e os modos de agir, a pedagogia. &lt;br /&gt;O terceiro grupo pode ser constituído pelos profissionais da educação e da ciência, em particular os professores, educadores e investigadores, que constituem hoje o mais numeroso grupo de trabalhadores intelectuais do nosso azul planeta Terra e que, em muitos países, gozam de elevado prestígio social e têm uma forte e organizada intervenção nos planos social e político. Em geral, pela sua própria missão social, os professores e educadores têm desempenhado historicamente um papel impulsionador da democratização do acesso à educação e das relações de poder no interior da escola, das universidades e dos sistemas educativos. A questão política central na mobilização social deste grupo profissional estará, possivelmente, na arte de saber integrar a luta por melhores condições de vida, de trabalho e de formação, fortemente degradadas em grande parte do planeta, num projecto político que assuma a educação e a ciência como dos mais importantes factores de empowerment, dos indivíduos e das comunidades.&lt;br /&gt;O quarto grupo, particularmente decisivo nas sociedades democráticas dos países centrais e mesmo da semiperiferia do sistema mundial, pelo seu peso eleitoral e junto dos media, pode-se designar por nova classe média. Este grupo, caracterizado pelo sociólogo Basil Bernstein como a classe social que vai buscar as suas fontes de rendimento e o seu poder social ao capital cultural e escolar que possui (ver o artigo de síntese de Power &amp; Whitty, 2002), tem vindo a assumir uma influência determinante na agenda pública da educação desde o último terço do século XX e que, pelo menos uma importante fracção, como mostra Apple (2001), tem participado na aliança conservadora. Ganhar este grupo social para uma política à esquerda implica uma séria preocupação em articular escola para todos com excelência académica, ou seja, em saber (ou poder) desenvolver, em paralelo, políticas em duas decisivas frentes: (i) o da resolução do acesso e do sucesso escolar dos grupos sociais e culturais mais desfavorecidos e (ii) da qualidade e relevância dos percursos escolares, nomeadamente nos níveis secundário e superior, particularmente sensíveis para este grupo.&lt;br /&gt;A construção de uma aliança tensa, nos planos social e político, que permita à esquerda valorizar mais o que a identifica do que a divide, condição para a afirmação de novos sensos comuns alternativos ao que a direita conseguiu tornar hegemónicos, implica a superação do que designo por traumas profundos que marcam as relações de desconfiança mútua entre algumas das suas principais componentes. O primeiro trauma é o da forte tentação neoliberal que marca os programas e, sobretudo, as práticas governativas dos partidos socialistas e social-democratas. O segundo implica a superação pelos (pós)comunistas e radicais de esquerda do conceito jacobinista de Estado, considerado em geral nas suas análises (neste caso, pouco marxistas) como quase única fonte de distribuição e igualdade.&lt;br /&gt;Possivelmente, essa aliança tensa passará pelo exercício de construir um programa que seja capaz de estabelecer uma síntese dinâmica entre (i) o reforço da autonomia e da responsabilidade individual, propósito ainda incompleto da modernidade, (ii) da afirmação da comunidade como um espaço central não apenas na construção de identidades mas igualmente da gestão da coisa pública, (iii) e da reforma do Estado, aproximando-o dos cidadãos e tornando transparente a acção política, através do incentivo à participação popular e da democratização do espaço público.&lt;br /&gt;As sociedades contemporâneas atravessam um período de mudanças profundas - de bifurcação, na expressão de Prigogine e Stengers (1986) -, onde o espaço-tempo nacional tem vindo a perder, paulatinamente desde os anos setenta, a primazia em relação à crescente importância dos espaços-tempos global e local, conduzindo à crise do contrato social nacional, que esteve na base do moderno desenvolvimento dos Estados centrais, enquanto paradigma de legitimidade de governação, de bem-estar económico e social, de segurança e de identidade colectiva. &lt;br /&gt;Importa então repensar o projecto de desenvolvimento que esteve no centro da construção da modernidade. Boaventura de Sousa Santos (1998) fala de um novo contrato social, bastante diferente do da modernidade, mais inclusivo, abrangendo "não apenas o homem e os grupos sociais, mas também a natureza" (p. 46), o que passa, em sua opinião, por uma redescoberta democrática do trabalho. Neste último sentido vai também Alain Touraine (1998), quando se bate contra a ideia do fim do trabalho e da sua substituição por uma sociedade do lazer, pois, como justifica, o que as últimas décadas têm mostrado é o recuo crescente da sociedade da produção e o seu domínio pela sociedade do mercado. Em contraponto a esta visão, Touraine defende que estamos a entrar numa civilização do trabalho, onde as fronteiras entre o próprio trabalho, o jogo e a educação se poderão vir a esbater progressivamente.&lt;br /&gt;Um novo contrato social implica também a transformação do Estado nacional no que Boaventura de Sousa Santos (1998) designa de novíssimo movimento social. Uma tal proposta parte da constatação de que existe uma erosão da soberania do Estado nacional e das suas capacidades regulatórias, pois assume-se que o poder se exerce "em rede num campo político mais vasto e conflitual", através de "um conjunto de organizações e de fluxos", onde "a coordenação do Estado funciona como imaginação do centro" (Santos, 1998, p. 66).  Ao considerar que esta nova organização política não tem centro, Boaventura de Sousa Santos defende então que o Estado-articulador - cuja institucionalização está ainda por inventar, acrescenta - deve assumir-se como um novíssimo movimento social que estimule a experimentação de desenhos institucionais alternativos, que não se confinem à democracia representativa e afirmem o que classifica de democracia redistributiva. O novo Estado de bem-estar, conclui Boaventura de Sousa Santos (1998, p. 67), "é um Estado experimental e é a experimentação contínua com participação activa dos cidadãos que garante a sustentabilidade do bem-estar".&lt;br /&gt;Se esse novo contrato social implica uma redefinição do papel do Estado (e das teorias sobre ele), pode implicar igualmente a substituição do próprio modelo de contrato. Habermas (1997) sustenta que a fonte de legitimação das ordens jurídicas modernas só pode ser encontrada na ideia de autodeterminação: "é preciso que os cidadãos podem conceber-se, a todo o momento, como os autores do direito ao qual estão submetidos enquanto destinatários" (p. 479). Isto conduz, segundo Habermas (1997), a que o modelo da discussão ou da deliberação venha a substituir o do contrato - a comunidade jurídica não se constitui através de um contrato social, mas sim em virtude de um acordo estabelecido através da discussão.&lt;br /&gt;Se admitirmos que o Estado se deve transformar num campo de experimentação institucional, podemos então admitir que as políticas públicas de educação de uma governação à esquerda devem pensar a escola como um espaço público capaz  de dotar as futuras (e actuais) gerações com novos modos de pensar a construção de um mundo mais justo. Um mundo, no simbolismo da expressão de Paulo Freire, "mais ‘redondo’, menos arestoso, mais humano, e em que se prepare a materialização da grande Utopia: Unidade na Diversidade" (Freire, 1993, p. 36).&lt;br /&gt;Para ganhar (e transformar) o Estado é necessário ganhar (e transformar) a sociedade, lembrava Gramsci. E, na educação, o grande desafio a todos quantos se identificam com o património dos valores de esquerda – liberdade, igualdade, justiça social, paz – é o de reconstruir um novo senso comum capaz de dar suporte quotidiano a uma pedagogia da esperança no futuro da humanidade, valorizando a acção política enquanto espaço e tempo de possibilidade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Teodoro&lt;br /&gt;Unidade de Investigação e Desenvolvimento Observatório de Políticas de Educação e de Contextos Educativos, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O presente artigo constitui a versão escrita de uma comunicação apresentada no 3.º Fórum Internacional Paulo Freire, Paulo Freire: Education and the Possible Dream. International Perspectives, organizado pelo Paulo Freire Institute UCLA e pela Graduate School of Education &amp; Information Studies (GSEI), University of California at Los Angeles (UCLA), 19-21 Setembro 2002. Acabando por ser publicado na Revista Lusófona de Educação, nº 2&lt;br /&gt;1) Prefácio Making History: Education for the Future, in Antonia Darder, Reinventing Paulo Freire. A pedagogy of Love. Boulder &amp; Oxford (UK): Westview Press, 2002, p. x. Este prefácio constitui a transcrição do discurso de aceitação de mais um doutoramento honoris causa concedido pela Claremont Graduate University, em 12 de Maio de 1989.&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;Apple, M. A. (2000). Official Knowledge. Democratic Education in a Conservative Age. 2.nd ed. New York &amp; London: Routledge.&lt;br /&gt;Apple, M. A. (2001). Educating the "Right" Way. Markets, Standards, God and Inequality. New York &amp; London: Routledge.&lt;br /&gt;Freire, P. (1993), Política e Educação. São Paulo: Cortez.&lt;br /&gt;Habermas, J. (1997), Droit et démocratie. Entre faits et normes. Paris: Gallimard.&lt;br /&gt;Magalhães, A. &amp; Stoer, S. R. (2002). A nova classe média e a reconfiguração do mandato endereçado ao sistema educativo. Educação, Sociedade &amp; Culturas, 18, 25-40.&lt;br /&gt;Power, S. &amp; Whitty, G. (2002). Bernstein and the Middle Class. British Journal of Sociology of Education, 4 (23), 595-606.&lt;br /&gt;Prigogine I. &amp; Stengers, I. (1986). La nouvelle alliance. Métamorphose de la science (2th ed.). Paris : Gallimard.&lt;br /&gt;Santos, B. de S. (1998), Reinventar a Democracia: Lisbon: Gradiva / Fundação Mário Soares.&lt;br /&gt;Santos, B. de S. (2001). Os processos de globalização. In B. de S. Santos (org.). Globalização. Fatalidade ou Utopia? (pp. 31-106). Oporto: Afrontamento.&lt;br /&gt;Santos, B. de S. (2003). Por uma concepção multicultural dos direitos humanos. In B. de S. Santos (org.). Reconhecer para libertar. Os caminhos do cosmopolitismo multicultural (pp. 427-461). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.&lt;br /&gt;Touraine, A. (1998, July), "Nous entrons dans une civilisation du travail", Paper presented to XIV World Congres of Sociology, Montréal, 26 July - 1 August 1998.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107754071450599421?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107754071450599421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107754071450599421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107754071450599421' title='É possível uma política de educação à esquerda?'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107660240202126848</id><published>2004-02-12T16:12:00.000Z</published><updated>2004-02-12T16:15:48.826Z</updated><title type='text'>Democratas pedem a cabeça de um assessor de Bush </title><content type='html'>&lt;b&gt;A oposição democrata no Congresso pediu esta quarta-feira a cabeça de Gregory Mankiw, principal assessor económico do presidente George W. Bush, por ter defendido esta semana a transferência de empregos americanos para países onde são pagos baixos salários.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economista da Universidade de Harvard, Mankiw disse na segunda-feira perante o Congresso, ao apresentar o relatório económico anual do presidente, que a "transferência para o estrangeiro de empregos americanos no sector de serviços é a última manifestação dos lucros gerados pela liberalização do comércio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando um produto ou um serviço é produzido a menor custo noutro país, é mais racional importá-lo do que produzi-lo nos Estados Unidos", acrescenta o texto do documento enviado ao Congresso e rubricado pelo presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de vinte senadores democratas, entre eles o chefe da bancada, Tom Daschle, enviaram em resposta uma carta a Bush, na qual reclamam que a tese defendida por Mankiw seja repudiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O presidente sempre disse que tinha um programa para criar empregos, é uma lástima que isso aconteça no exterior", ironizou o senador por Nova York, Charles Schumer, numa conferência de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O presidente deve repudiar pessoalmente a posição (de Mankiw) e dar mostras de um pouco mais de sensibilidade para ajudar o milhão de americanos cujos empregos foram transferidos para o exterior", acrescentou Schumer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana o senador por Massachusetts John Kerry, favorito para obter a indicação democrata para disputar a Casa Branca, também atacou o presidente e os republicanos nesse aspecto, afirmando que "eles deram um duplo golpe nos assalariados americanos com a destruição de três milhões de empregos sob a presidência de Bush e agora exportando ainda mais empregos para o exterior".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush é o presidente com o pior desempenho em relação ao emprego desde a presidência de Herbert Hoover nos anos 30, durante a grande depressão, insistem os democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senadora Hillary Clinton, apresentou um projecto de lei para limitar a exportação de postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As declarações de Mankiw também enfureceram os congressistas republicanos, como o representante Donald Manzullo, que exigiu a sua demissão. "Ele devia &lt;br /&gt;voltar para Harvard".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve, o banco central americano, foi convidado a comentar as declarações do economista da Casa Branca por membros do Comité de Finanças da Câmara, perante o qual apresentou o seu relatório semestral sobre política monetária e conjuntura económica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito prudente, explicou que a China não é particularmente responsável pela perda de empregos no sector industrial americano, como afirmam vários congressistas, entre eles Donald Manzullo, membro do comité, citando os baixos salários que vigoram na potência asiática e a desvalorização de sua moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu digo apenas que se a China deixasse de exportar para os Estados Unidos, outros países ocupariam seu lugar", afirmou Greenspan, acrescentando que se trata "principalmente de uma questão de competência internacional". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se entende, Gregory Mankiw tem entre nós fervorosos seguidores.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107660240202126848?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107660240202126848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107660240202126848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107660240202126848' title='Democratas pedem a cabeça de um assessor de Bush '/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107651752156205171</id><published>2004-02-11T16:37:00.000Z</published><updated>2004-02-11T16:54:13.936Z</updated><title type='text'>Reforma? Não, obrigado!</title><content type='html'>Com a apresentação de uma proposta de Lei de Bases da Educação, o governo promete-nos uma "profunda reforma estrutural da educação em Portugal" que seria herdeira e continuadora da reforma conduzida por Roberto Carneiro, iniciada em 1986. Para quem guarda a memória do fiasco em que se traduziu essa tentativa reformadora, esta promessa não pode deixar de soar mais como uma ameaça. Como se costuma dizer, gato escaldado de água fria tem medo. A Reforma Educativa, que se arrastou entre 1986 e os meados dos anos 90, confirmou, em Portugal, a asserção, largamente evidenciada por todo o mundo, de que &lt;i&gt;não são as reformas que mudam as escolas, mas sim as escolas que mudam as reformas. Os principais mentores e concretizadores da Reforma rapidamente perceberam e &lt;i&gt;reconheceram os limites de uma metodologia de mudança, &lt;i&gt;construída de cima para baixo&lt;/i&gt; e baseada na coerção legal. O termo reforma passou a ser evitado e criticado. A partir de 1995, a reforma sumiu-se e o Pacto Educativo cumpriu a função de ajudar a esquecê-la.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pelos vistos, a Reforma está de regresso, com evidente falta de oportuni-dade e de pertinência. Se, já em 1986, o mito da Reforma era "um erro político crasso" (como reconheceu Roberto Carneiro), repetir agora esse erro seria incor-rer num anacronismo que nada contribuirá para resolver o nosso mais importante problema: melhorar o desempenho das escolas. Para o conseguir, só há um cami-nho sério que é o de apostar na autonomia dos estabelecimentos de ensino, com uma tripla finalidade: reforçar a profissionalidade docente; fazer de cada escola uma organização capaz de aprender com a experiência; construir uma estratégia indutiva de mudança, apoiada nos bons exemplos que existem no terreno. Se temos razões para encarar com cepticismo o anúncio de uma nova reforma, esse cepticismo reforça-se quando nos confrontamos com a política seguida pela actual equipa ministerial e que a proposta de Lei de Bases pretende consagrar.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Uma política que contraria a autonomia e reforça o centralismo: até agora não foi dado um único passo para concretizar contratos de autonomia com as escolas, previstos na lei, mas avançou-se num processo burocrático e centralista de promover agrupamentos à força. Uma política que combina os inconvenientes da nossa tradição centralista e estatal com a inspiração em valores de competição e emulação, próprios do mercado: foi suspenso um programa de avaliação das escolas, mediática e politicamente substituído pela publicação de rankings, sem que às escolas com resultados menos bons seja facultado (como foi prometido) qualquer apoio. Uma política que, liquidando, sem glória nem proveito, qualquer política de incentivo à inovação (encerramento do lIE, fim de programas de apoio financeiro e pedagógico a iniciativas das escolas), se priva de aproveitar o capital de inteligência de que as escolas e os professores são depositários. Uma política em que as preocupações retóricas com a qualidade da formação dos professo-res coexistem, quer com o marasmo e a indefinição em que continuam a viver os Centros de Formação de Associações de Escolas, quer com a tomada de decisões inconsequentes, como é o caso da suspensão do processo de acreditação dos cursos de formação inicial, desperdiçando-se (uma vez mais sem glória nem proveito) recursos, conhecimento e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Não se põe em dúvida que, a concretizar-se, a profunda reforma que nos prometem terá consequências para o nosso futuro. O problema reside em saber se é desejável o futuro que nos anunciam.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Rui Canário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FPCE da Universidade de Lisboa&lt;br /&gt;In. Educação e Matemática nº 75  Novembro/Dezembro de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107651752156205171?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107651752156205171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107651752156205171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107651752156205171' title='Reforma? Não, obrigado!'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107645277154294584</id><published>2004-02-10T22:38:00.000Z</published><updated>2004-02-10T23:11:12.903Z</updated><title type='text'>Educação sexual nas escolas</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por email recebi as duas perguntas que seguem. Dizem respeito à educação sexual nas escolas. O email é assinado pela Ryta. Para além da resposta por email fica aqui o seu registo por poder interessar a outros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;1 — &lt;b&gt;Pergunta:&lt;/b&gt; Se vier a ser criada uma disciplina de educação sexual nas escolas ela pode ser ministrada por qualquer professor ou professora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 — Resposta: Não. A disciplina não deve ser ministrada por qualquer professor ou professora e, muito menos, por qualquer pessoa indicada ou convidada pela administração. Também não deve ser dada por qualquer pessoa indicada ou nomeada por qualquer organização da confiança da administração. A educação sexual, como qualquer área do conhecimento, não deve ser tratada por curiosos da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 — &lt;b&gt;Pergunta:&lt;/b&gt; Se não for dada por qualquer professor ou professora então quem deve dar a disciplina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 — Resposta: Existe um largo conjunto de conhecimentos e saberes que devem ser tratados por especialistas. Por exemplo: o ensino da informática, do jornalismo, da ética, da ecologia, do património, da educação sexual, educação para a saúde, entre outras, são áreas do conhecimento que devem ser trabalhados por especialistas. &lt;br /&gt;Deve ser criada a possibilidade de qualquer professor ou professora — que o queira — poder frequentar cursos destas especializações. Esses cursos é que devem habilitar o docente para ministrar estas disciplinas ou áreas do conhecimento. &lt;br /&gt;O facto de um professor se especializar não significa que daí por diante fique amarrado a essa especialização. Devemos ser flexíveis. Fazer uma especialização não significa passar a trabalhar obrigatoriamente como especialista. Deve entender-se apenas que, se na sua escola surgir essa disciplina ou área de actividade é ao professor especializado que cabe leccionar tal conhecimento. Quando na sua escola não houver essa especialização ou houver especialistas em excesso, o professor/a especializado/a continuará a leccionar a sua disciplina de base enquanto professor/a generalista. &lt;br /&gt;A formação que adquiriu nunca é perdida pois servir-lhe-á de enriquecimento pessoal.&lt;br /&gt;Sempre que leccionar a disciplina de especialização o docente deve, naturalmente, ter uma remuneração suplementar por tal trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 — Conclusão: Devemos defender a abertura de formações especializadas desde que elas sejam necessárias nas escolas. Mas não devemos olhar para estas especializações de forma burocrática, formal e rígida. Posso ter uma especialização e nunca chegar a usá-la. Não devemos pensar que «como fiz uma especialização já não posso trabalhar como generalista». Nem tudo o que aprendemos tem efeitos na carreira, mas também ninguém ensina o que não aprendeu e o que não sabe. &lt;br /&gt;É criminoso, para o professor e para os alunos, colocar um docente a ensinar uma matéria para a qual não foi habilitado. Isso já aconteceu, por exemplo, com o ensino do jornalismo, das ciências da comunicação e da informática, entre outras. &lt;br /&gt;É criminoso entregar a formação a curiosos, sobretudo quando são militantes de causas, sejam eles militantes escolares ou extra-escolares, e, ainda por cima, sem a formação requerida para a função.&lt;br /&gt;Pelo que li na imprensa, o Ministério propõe-se entregar a «educação sexual» a curiosos. Serão militantes voluntários da causa e ideologicamente próximos da actual maioria. Ao que se diz irão ajudar a resolver o problema dos abortos clandestinos!!! &lt;br /&gt;Se tal acontecer deve haver uma recusa firme de todos os interessados na educação. Devemos exigir que primeiro se formem os educadores e se reunam as condições necessárias, e depois se eduquem os alunos.&lt;br /&gt;Fingir que se tem o que não tem. Fingir que se educa quando se não sabe educar, é um crime. Se eu não sirvo para fazer operações às cataratas porque razão qualquer ignorante pode servir para ensinar seja o que for?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107645277154294584?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107645277154294584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107645277154294584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107645277154294584' title='Educação sexual nas escolas'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107637185743312960</id><published>2004-02-10T00:10:00.000Z</published><updated>2004-02-10T00:34:20.700Z</updated><title type='text'>Os trapalhões da guerra e da vida</title><content type='html'>&lt;b&gt;Eles viram as provas da existência das armas de destruição em massa. Eles viram-nas. Eles tinham-nas arquivadas em pastas. Eles tinham-nas guardadas à vista. Elas estavam em papéis, em CDs e em computadores. &lt;br /&gt;Eles levaram as provas para o Conselho de Segurança da ONU. &lt;br /&gt;Eles trouxeram as provas e mostraram-nas ao José M Barroso. O José viu, apalpou franziu o sobrolho e pôs uma cara séria de estadista. O Aznar também viu. O José Aznar cheirou as provas, pôs cara séria e coçou o bigode. O Blair viu e ria, ria, ria, enquanto via. O italiano que faz de primeiro ministro na Itália também viu. Viu, afagou-as e até pensou em deitar-lhes a unha e vende-las no mercado negro.&lt;br /&gt;Todos as viram. E as badalhocas agora desapareceram! Como pode ter acontecido uma coisa destas? Será que as secretas vão descobrir que foi o Ben Laden quem lhes deitou a unha?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal americano Washington Post destaca o facto de o presidente George W. Bush ter reconhecido numa entrevista à rede de TV NBC que estava "aparentemente errado" quando disse, antes do início do conflito contra o Iraque, que não havia dúvidas de que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. Bush mandou fazer um inquérito para ver se lhe explicam porque é que ele se enganou. O pateta não entende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony Blair não teve outro remédio senão dizer que vai haver uma investigação para averiguar por que diabo se enganou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Espanha, o jornal El País afirma, em editorial, que o primeiro-ministro do país, José Maria Aznar, deveria seguir o exemplo de Bush e de Tony Blair e começar uma investigação sobre as razões usadas para justificar a guerra contra o Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, Durão Barroso soma e segue. Agora diz que devemos mandar a NATO para o Iraque e com ela umas tropinhas nossas armadas de vassouras para fazerem a faxina às tropas americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Fernandes lamenta esta coisa chata de todos os serviços secretos e de espionagem, dos países beligerantes, se terem enganado ao mesmo tempo. Um pequeno aborrecimento. Os melhores serviços secretos do mundo e, sabe-se lá porque, deixam-se enganar como uma virgem de quarenta anos! &lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/caes.jpg"  WIDTH="222" ALT="REUNIÃO" ALIGN="LEFT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;Os Zé Manel (o Barroso e o Fernandes) até estão pesarosos e incrédulos, coitados! Como é que os ídolos deles se enganaram tão estupidamente? Como? E porque é que eles não conseguiram evitar ser tão patetas? Porque?  Porque é que quando estão perante os poderosos não conseguem ficar quietos e evitar que as suas pequenas caudas se agitem, porque? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a vida!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107637185743312960?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107637185743312960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107637185743312960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107637185743312960' title='Os trapalhões da guerra e da vida'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107634509473656108</id><published>2004-02-09T16:40:00.000Z</published><updated>2004-02-09T16:46:40.340Z</updated><title type='text'>Burundi: Professores em greve ilimitada</title><content type='html'>Os professores das escolas primárias públicas do Burundi entraram hoje, dia 9 de Fevereiro, em greve por tempo ilimitado. Os professores exigem aumentos de salários e reclassificações de carreira, prometidos pelo governo mas não concretizados. &lt;br /&gt;"A greve não terminará enquanto o governo não proceder aos aumentos salariais reivindicados", disse Eulalie Nibizi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino (STEB).&lt;br /&gt;"O movimento de greve é seguido em todas as escolas, salvo em poucos casos raros," afirmou uma rádio local.&lt;br /&gt;"O governo não teve em conta o conjunto dos acordos tidos em Julho de 2002", acusou Nibizi.&lt;br /&gt;Esta greve envolve agora os cerca de 15.000 professores primários, os quais se juntam assim aos cerca de 5.000 professores do secundário já em greve desde 5 de Janeiro pelas mesmas razões.&lt;br /&gt;Após a mais longa greve da história do Burundi, de Maio a Julho de 2002, o governo aceitou um acordo de reclassificação dos professores e o respectivo aumento salarial. Mas, após o levantamento da greve, adiou e deu o dito por não dito. É este o acordo que os professores exigem que seja agora cumprido.&lt;br /&gt;A falta de vergonha e de palavra, é hoje uma característica comum a muitos governos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107634509473656108?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107634509473656108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107634509473656108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107634509473656108' title='Burundi: Professores em greve ilimitada'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107626844247278506</id><published>2004-02-08T19:26:00.000Z</published><updated>2004-02-08T19:30:47.076Z</updated><title type='text'>Conhecimento, capital e trabalho</title><content type='html'>Cheguei ontem do Funchal. Não. Não topei com o Alberto. Fiquei a salvo.&lt;br /&gt;Participei ali em duas acções de formação. Numa tratei do "Emprego e aprendizagem na economia do conhecimento" e "O presente e o futuro dos movimentos sociais". Na outra "Educação, formação e ensino na sociedade do conhecimento" e "A Comunicação Social: outras formas de comunicar na Praça da República".&lt;br /&gt;A última foi feita em cooperação — sorte minha — com o Professor Mário Murteira. As ideias apresentadas pelo Professor sobre o futuro do trabalho e do capital, deixaram-me muita coisa em que pensar e reforçaram, também, algumas das minhas convicções a respeito do ensino e da produção de saber. &lt;br /&gt;Cada vez me interessa mais a reconfiguração da "educação, ensino e formação ao longo da vida". Interessam-me as redes de conhecimento. As cidades aprendentes. As instituições e comunidades que ensinam. Por isso a intervenção do Professor Mário Murteira foi para mim importantíssima. Devo dizer que a primeira vez que fugi da PIDE e da polícia de choque a sério — até aí tinham sido só umas corridinhas — foi por estar a participar num colóquio em que eram oradores os economistas Francisco Pereira de Moura e o seu discípulo Mário Murteira. Já foi no fim dos anos sessenta. Não deixa de ter a sua piada que, passados estes anos, nos tenham posto num trabalho comum e eu volte a sentir que, mais uma vez, esta pessoa me deu que pensar.&lt;br /&gt;Mário Murteira, na sua intervenção, lembrou que na sua lição de jubilação (Outubro de 2003) tinha começado a lição fazendo uma constatação da qual saia uma pergunta, a saber: "há quarenta anos, iniciei aqui no ISCTE, a minha actividade docente e de investigação leccionando a disciplina de sociologia do trabalho. Naquela altura era uma completa novidade. Era uma disciplina e uma área do conhecimento que começava a dar os seus primeiros passos. Termino agora a minha actividade docente leccionando a disciplina de economia do conhecimento. O que significa isto?"&lt;br /&gt;De facto, as mudanças já em curso e as que se aproximam, no mundo e na natureza do trabalho e no capital, são enormes. Destes seminários acabei por trazer mais inquietações do que aquelas que levei. Como acontece tantas vezes também se reforçaram as minhas convicções que a classe profissional dos professores tem muita gente viva, descomplexada e inteligente. &lt;br /&gt;Durante um dos debates, respondendo a um colega que me questionava sobre o meu optimismo ou pessimismo a respeito das possibilidades de mudança, eu disse que era optimista porque imaginava que daqui a quinhentos anos o trabalho e o saber dominariam o capital. O Professor Mário Murteira pôs-me a pensar quando me questionou sobre se, muito antes disso, ainda haveria trabalho e capital. Estamos a caminho de criar uma sociedade pós-capitalista?&lt;br /&gt;Já hoje tive oportunidade de ler — sem o vagar que requer — o texto do Miguel Pinto: "Reinventar/reformar o sistema educativo…" editado em 4 de Fevereiro no seu &lt;a href= "http://arcanjo.blogs.sapo.pt/"&gt;O Outro Olhar&lt;/a&gt;. Para além das convergências de ideias que o Miguel assinala eu julgo que as divergências que refere são mais aparentes do que reais. Eu é que radicalizo o discurso e o torno, por vezes, demasiado preto e branco. É um dos meus defeitos, mas não me empenho em o combater porque penso que por vezes ajuda à discussão. Estas trocas de ideias, a mim, requerem vagar. Tenho de esperar que as ideias saltem. Voltarei ao comentário do Miguel Pinto até porque a sua "Escola Cultural" interessa-me e julgo que interessa a muito mais gente. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107626844247278506?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107626844247278506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107626844247278506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107626844247278506' title='Conhecimento, capital e trabalho'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107582664461632258</id><published>2004-02-03T16:40:00.000Z</published><updated>2004-02-04T00:17:08.936Z</updated><title type='text'>O VIDRO e a professora</title><content type='html'>Numa sala da nossa escola apareceu um vidro partido. Não é um desses vidros grandes e grossos que certamente custam um dinheirão. Para ser mais rigorosa era um vidrinho de 23x32 cm.  Os vidrinhos da nossa escola são assim, com estas medidas e fininhos.&lt;br /&gt;O vidro apareceu partido pela manhã. Rigorosamente não posso afirmar que tenha sido partido durante a noite. Embora o vidro partido seja de uma janela da minha sala,  não posso afirmar se ele se partiu ou se foi partido. E esta é, presumo, uma questão importante.&lt;br /&gt;Posso afirmar que no dia 7 de Outubro às oito e trinta da manhã o vidro estava partido porque a Cátia se queixou que vinha vento dali e apontou para a janela. Eu olhei e vi que faltava lá o vidrinho.&lt;br /&gt;Volto a repetir que não posso afirmar, com todo o rigor, e em boa verdade, se o vidro foi partido ou se se partiu. &lt;br /&gt;Do lado de dentro da sala de aula não havia vestígios de cacos de vidro. No intervalo, quando fui lá fora verificar o que se passava debaixo da janela, nem eu nem os miúdos vimos cacos de vidro. É como se o vidro da janela da minha escola tivesse sumido!&lt;br /&gt;Uma hipótese que não posso deixar de por à consideração de Vossas Excelências é que alguém possa ter partido cuidadosamente o vidro, tenha aparado os cacos e sumido com eles criando assim confusão quanto aos procedimentos legais a seguir. Mas isto, tenho consciência, é já uma mera suposição, um acto de imaginação, e um atrevimento de que desde já peço desculpas. Saberão Vossas Excelências, melhor que eu, deslindar esta questão.&lt;br /&gt;O que posso informar, com todo o rigor e fidelidade, é que o vidro não estava lá quando a Cátia se queixou do vento. Posso ainda afirmar, porque eu própria experimentei colocando-me frente ao buraco provocado pelo vidro em falta que, mesmo sendo um buraco pequeno, por ali, neste tempo de Outono, entrava  um vento frio.&lt;br /&gt;Tenho a franqueza de afirmar, pedindo antecipada desculpa a Vossas Excelências, que estando perante este problema, não sei como agir para remediar a situação. É que não é claro se a situação é tipificada como acidente ou roubo.&lt;br /&gt;Num livro policial que li, quando fazia o meu curso, havia uma situação clara. O personagem raciocinava considerando que se havia vidros no interior era tentativa de assalto (caso não faltasse nada) ou assalto (caso faltasse alguma coisa). Se os cacos estivessem no exterior era acidente (caso a janela estivesse fechada) ou fuga (caso a janela estivesse aberta). Nenhum destes casos se aplica ao nosso vidro, razão pela qual não sei como proceder junto das autoridades escolares. &lt;br /&gt;Devo acrescentar que antes de me decidir a incomodar Vossas Excelências, tive o cuidado de consultar toda a legislação existente sobre vidros partidos e a forma de comunicar e não encontrei resposta de "acordo com os procedimentos" para esta situação. &lt;br /&gt;Tendo eu de informar em rigor Vossas Excelências, em rigor eu não posso afirmar se o vidro foi partido ou se se partiu. Permaneço assim na dúvida sobre qual o modelo de participação a usar e, pedindo antecipadamente desculpa pelo atrevimento, se, dado o caso insólito, não será necessário esperar por legislação adequada que permita fazer correctamente a participação.&lt;br /&gt;Informo ainda Vossas Excelências que antes de decidir incomoda-los tentei resolver o problema e encontrar resposta para as minhas dúvidas. Em rigor, informo que telefonei a 19 colegas de escolas com telefone, no meu distrito, pedindo esclarecimento sobre o melhor procedimento a seguir. Informo que as colegas, embora todas com experiência de vidros partidos, não tinham nenhum caso de ausência de cacos no interior e no exterior.&lt;br /&gt;Chamo a atenção de Vossas Excelências para o facto de a minha escola se encontrar em regime de contrato de autonomia. Assim, presumo, e peço antecipadamente desculpa se interpreto mal a legislação, que a minha escola tem autonomia administrativa e pedagógica. Sendo assim creio estarem reunidas as condições legais que me permitem, como Directora, dirigir a Vossas Excelências a pergunta: como devo proceder para participar o desaparecimento do vidro na minha escola?&lt;br /&gt;Certa de que Vossas Excelências darão a melhor e mais rápida atenção a esta minha pergunta, respeitosamente,&lt;br /&gt;De Vossas Excelências&lt;br /&gt;A Directora&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Nota:&lt;br /&gt;Este oficio, em rigor, não corresponde ao escrito pela colega. Quando me falou do caso eu pedi-lhe autorização para publicação do ofício. A colega negou por considerar que existe legislação que proíbe que os directores e outros responsáveis pelas escolas permitam que a opinião pública conheça o que se passa de concreto no interior e no exterior das nossas escolas. Teve a colega medo de lhe ser instaurado inquérito disciplinar. Considerou ainda a colega que as autoridades escolares lhe cometeram a  função de impedir que a opinião pública conheça estas pequenas misérias. Não quis também por em causa a reputação que tem, junto das autoridades, de professora competente, disciplinada e disciplinadora.Tive de respeitar a decisão da colega.&lt;br /&gt;Da minha parte considero muito importante que a opinião pública conheça este caso do vidro partido. Por isso ponho à vossa consideração o ofício camuflado para defesa da clandestinidade e honorabilidade da directora.&lt;br /&gt;Devo acrescentar que em Fevereiro a colega ainda não obteve resposta das autoridades escolares para este ofício enviado em Outubro. O buraquinho continua lá na direcção da Cátia. Cuidadosamente a colega tapou a falha com uma cartolina que se desfaz quando chove. &lt;br /&gt;Não digo a cor da cartolina para que as autoridades fiquem baralhadas. Como sabem o que não falta são cartolinas a tapar buraquinhos nas nossas escolas do 1º ciclo. Cátias agora há muitas.&lt;br /&gt;Sem mais, fica o texto clandestino à vossa consideração. Se souberem qual ou quais os Decretos, Leis, Despachos, parágrafos e alíneas, circulares, normativos ou outros dispositivos legais que enquadram o caso do vidro partido e desaparecido, peço o favor de me informarem. Clandestinamente farei chegar a informação à colega em apreço. Talvez assim lá para o Verão a Cátia não tenha um cartão a tapar o buraquinho da janela da sua escola.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107582664461632258?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107582664461632258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107582664461632258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107582664461632258' title='O VIDRO e a professora'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107581142468282583</id><published>2004-02-03T12:28:00.000Z</published><updated>2004-02-03T12:32:04.420Z</updated><title type='text'>Análise genética dos restos de Colombo ao serviço da História</title><content type='html'>&lt;b&gt;A análise genética dos restos de Cristóvão Colombo, exumados da catedral de Sevilha, porá fim a uma disputa de mais de um século e permitirá avaliar a veracidade das crónicas históricas, afirmou Juan António Lorente, director do Laboratório de Identificação Genética da Universidade de Granada (Andaluzia, sul).&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os historiadores têm interesse em resolver esta disputa sobre onde estão os restos de Colombo e avaliar a veracidade das crónicas. Algumas dizem que os seus restos mortais estão em Sevilha. Outras na República Dominicana", explicou Lorente.&lt;br /&gt;O director do Laboratório destacou a importância de descobrir a origem dos restos mortais de Colombo.&lt;br /&gt;"Se com a análise de DNA conseguirmos demonstrar que os restos de Colombo estão apenas num lugar, esse facto objectivo dará mais valor a outros dados da História.&lt;br /&gt;O estudo antropológico - coordenado pelo director do departamento de Medicina Legal da Universidade de Granada, Enrique Villanueva - no qual participam cientistas da Espanha, Itália, Alemanha e Estados Unidos, consiste em comparar o DNA dos restos de Colombo com os do seu filho Fernando e do seu irmão Diego.&lt;br /&gt;"Com base nisso, poderemos estabelecer as relações entre pai e filho e  entre irmãos para verificar a identidade dos restos que estão em Sevilha", acrescentou Lorente.&lt;br /&gt;O trabalho inclui a análise morfológica - estudo das arcadas dentárias, de radiografias e de ressonâncias magnéticas -, a busca de restos de DNA &lt;br /&gt;mitocondrial, a definição da altura e da compleição do navegante genovês e talvez a detecção de algumas das doenças das quais sofreu. &lt;br /&gt;Os restos de Colombo e do seu filho Fernando foram exumados da catedral de Sevilha, também na Andaluzia, para onde voltarão, disse Lorente.&lt;br /&gt;O estudo permitirá "elucidar um tema estudado por diversas correntes de historiadores desde 1871", disse o cientista, para quem esta tarefa é  "apaixonante", pois Cristóvão Colombo "é um dos personagens mais importantes e universais" da História da humanidade.&lt;br /&gt;A equipe de trabalho que realiza este estudo é formada por investigadores das universidades espanholas de Granada, Santiago de Compostela e Barcelona, de Roma, Leipzig (Alemanha) e terá a assessoria do chefe de investigação biológica do Departamento Federal de investigações (FBI) americano, disse Lorente.&lt;br /&gt;Os cientistas que analisarão os restos genéticos de Colombo esperam agora que as autoridades da República Dominicana respondam a seu pedido de fazer um estudo similar com os restos que forem encontrados nesse país caribenho.&lt;br /&gt;Segundo os relatos históricos, os restos de Cristóvão Colombo, morto em Valladolid (centro da Espanha) em 1506, foram levados para Santo Domingo em 1544. Mas, em 1795, os espanhóis deixaram a República Dominicana e levaram com eles os supostos restos de Colombo para Cuba. Deste país, os restos foram repatriados para Espanha em 1898, depois da guerra hispano-americana. &lt;br /&gt;A República Dominicana afirma que os restos autênticos do descobridor da América estão no Farol de Colombo, na República Dominicana.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107581142468282583?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107581142468282583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107581142468282583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107581142468282583' title='Análise genética dos restos de Colombo ao serviço da História'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107580975396729335</id><published>2004-02-03T12:01:00.000Z</published><updated>2004-02-03T12:06:21.686Z</updated><title type='text'>Irão: Nobel da Paz em apuros</title><content type='html'>&lt;b&gt;Islamitas advertem contra "provocações" de Sharon Ebadi, iraniana,  Prémio Nobel da Paz.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Os islamitas radicais iranianos advertiram as autoridades sobre os problemas que estão a ser causados pela Prémio Nobel da Paz Sharon Ebadi, ao tirar o véu, estender a mão aos homens e visitar universidades, segundo um comunicado publicado pela imprensa iraniana. &lt;br /&gt;"Ebadi não somente pôs em causa os preceitos islâmicos ao tirar o véu, aumentou a sua provocação aos sentimentos religiosos dos estudantes ao estender a  mão a um homem em público na universidade Amir Kabir (de Teerão), o que provocou semanas de tensões".  &lt;br /&gt;Estes mesmos milicianos, e principalmente estudantes com chador, intervieram brutalmente no dia 3 de Dezembro para impedir que Shirin Ebadi  pronunciasse um discurso na universidade feminina Al Zahra, na capital.&lt;br /&gt;O bassidj adverte para a "reacção" dos estudantes se a direcção da Al Zahra tentar expulsar os que protestaram contra a visita de Ebadi.&lt;br /&gt;O semanário radical Ya-Lessarat também dedicou a sua primeira página a Shirin Ebadi. Não há lugar para os hipócritas na universidade", diz em título este jornal!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107580975396729335?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107580975396729335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107580975396729335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107580975396729335' title='Irão: Nobel da Paz em apuros'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107580793411260822</id><published>2004-02-03T11:31:00.000Z</published><updated>2004-02-03T11:34:32.936Z</updated><title type='text'>Universidade da Paz</title><content type='html'>O guru Maharishi Mahesh Yogi, famoso nos anos 60 por aconselhar os Beatles, lançou em Dezembro uma campanha, com o apoio do realizador americano David Lynch, procurando recolher 1 bilião de dólares para criar a  "Universidade da Paz Mundial" nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;"Estou verdadeiramente feliz por dar o meu apoio ao plano de Maharishi para a paz no mundo", disse Lynch numa conferência de imprensa no Maharishi Center, nos arredores de Washington.&lt;br /&gt;"É possível pôr fim à barbárie. O momento da mudança chegou", declarou  Maharishi, de 85 anos, via satélite, a partir da sua residência na Holanda.&lt;br /&gt;O local previsto para a construção desta universidade, caso se consiga  reunir o dinheiro necessário, não foi decidido, mas pode ser na Califórnia ou na Flórida.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107580793411260822?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107580793411260822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107580793411260822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107580793411260822' title='Universidade da Paz'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-10755826547940671</id><published>2004-01-31T20:56:00.000Z</published><updated>2004-01-31T21:39:17.606Z</updated><title type='text'>UTOPIAS: reformamos ou reinventamos o sistema educativo?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Não tem sobrado tempo para o Blog. Aproveito um curto intervalo para voltar, de forma breve, à questão da reforma e da reinvenção dos sistemas educativos. Como julgo que pode ser num blog, vai ao correr do teclado. Sem arranjos, sem releituras.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;I&gt;Reformam-se os velhos edifícios ou o que precisamos é de outros?&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas questões:&lt;br /&gt;1. Quando se fala em reinventar o sistema não se está a pensar em termos nacionais mas num movimento internacional. Não é só o sistema português que se mostra desadequado, são os sistemas educativos de forma geral.&lt;br /&gt;2. É verdade que, apesar de tudo, alguns sistemas nacionais apresentam melhores resultados que outros - os nórdicos, por exemplo. Mas nenhum foge à angústia de não ser capaz de responder a necessidades do desenvolvimento das actuais sociedades.&lt;br /&gt;3. Os sistemas económico, cultural, social, jurídico e político estão esgotados. Não é por acaso que dizemos que se vive uma crise internacional (e não apenas nacional) - de valores, de políticas... É nesse contexto de crise global, e do pós-capitalismo&lt;b&gt;&lt;i&gt;(1)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (de Estado — também chamado comunismo — e privado), que a educação tem de ser repensada. &lt;br /&gt;4. Os sistemas nacionais apenas variam no grau da crise. O nosso é particularmente frágil e improdutivo. Isso deve-se ao nosso sistema nacional (deve-se à herança do obscurantismo que vem do século XIX e ao fascismo no século XX), ao nosso atraso crónico no que respeita ao desenvolvimento, aos níveis de educação e formação. Um povo pobre e inculto não pode ter resultados escolares de ponta. A educação e o ensino só em parte dependem da escola (e da sua organização e competência). A maior parte depende da sociedade. Do nível educacional das classes dirigentes e dos pais e familiares das crianças.&lt;br /&gt;5. Se quisermos comparar com a genética podíamos dizer (embora de forma grosseira) que o indivíduo é marcado pelo seu AND (pelos cromossomas) e pela sociedade (pela cultura). A história de vida dos indivíduos resulta da relação dialéctica que eles estabelecem entre a sua fisiologia e o meio social (nele incluído a natureza). A componente genética resulta de características herdadas e a componente social resulta, largamente, do acaso e da necessidade.&lt;br /&gt;6. O sistema nacional de ensino resulta do que somos capazes de ser (agora) e da escola que somos capazes de ter (agora). É isto (em parte) que me leva a dizer: não perguntem à escola o que ela pode fazer pela sociedade, perguntem à sociedade o que é que ela pode fazer pela escola. A escola é um componente, não é o motor da sociedade. Não é a escola quem faz a sociedade. É esta que faz aquela.&lt;br /&gt;7. Adianta alguma coisa, mas pouco, termos professores de excelência se o país for pobre, inculto, resignado.  Se quisermos melhorar (gradualmente) os resultados escolares das crianças e dos jovens de uma escola que acolhe alunos oriundos de bairros pobres é mais importante actuar sobre as condições de vida das pessoas (actuar no bairro) do que no interior da escola. (É também por isso que a outra escola não é só uma escola de professores, alunos e funcionários administrativos).&lt;br /&gt;8. Quando os políticos atiram para cima da escola a responsabilidade do insucesso escolar estão a ser uns vigaristas. Mais uma razão para considerar os rankings das escolas estúpidos. O insucesso escolar resulta da falta de intervenção na formação de adultos, na habitação, no mercado de trabalho, nos níveis de rendimento económico das pessoas, (na fragilidade da base social nacional). O que mais explica o insucesso não é a condição do aluno mas a condição dos familiares e vizinhos. O contexto social em que o aluno nasce, cresce e vive, é determinante para a sua aprendizagem e socialização. A este atirar de culpas para a escola (e por tabela para os professores) é que eu chamo a rentabilização política dos professores.&lt;br /&gt;9. Os políticos vivem (também) desse rendimento. Se a culpa é da escola, então não é dos políticos é dos professores. Se a escola não ensina "como deve ser", dizem que a culpa é da incompetência dos professores e não dos políticos e da falta de políticas a todos os níveis.  Culpam os professores para que não lhe apontem o dedo. Veja-se a bazófia do nosso actual ministro. Ele sabe tudo. Conhece todas as soluções para resolver os problemas. O que é que falta? Que os professores saibam mais. Sejam melhores profissionais. Sejam apertados e avaliados. Sejam dirigidos. Sejam hierarquizados. Logo: o problema da escola é um problema de maus professores! Nunca dos políticos e das políticas.&lt;br /&gt;10. É fácil e é barato responsabilizar a escola. Da falta de produtividade à abundância de problemas e dramas como a SIDA, o alcoolismo, a droga, a ignorância em matéria sexual, passando pela violência, as vacinas, a falta de escrúpulos ou o déficit das contas públicas, é tudo culpa da escola. Se é culpa da escola não é culpa das políticas e dos políticos, nem do sistema imposto. Não é preciso repensar as políticas e a economia. O que é preciso é "reformar" e voltar a "reformar" o sistema. &lt;br /&gt;11. Os sistemas educativos começaram por fazer reformas periódicas. Primeiro globais. Depois sistémicas. Depois foi a reforma da reforma. Nos últimos 20/25 anos entraram em reforma permanente. Resultados?&lt;br /&gt;12. Foram sucessivas as gerações de reformas - levadas a cabo em todo o mundo - a procurar mudar para melhor o funcionamento das escolas, as práticas de ensino e os resultados escolares. O que sabemos é que nada ficou melhor em país nenhum do mundo. Por todo o mundo cresce o desânimo e o desencanto. Instala-se o pessimismo. Ao chamado "mal estar docente" veio juntar-se gradualmente o mal estar das famílias e dos alunos.&lt;br /&gt;13. É tempo de olhar para todas estas "experiências" e reformas. Ver se alguma coisa deu resultado e se deu pois que se aproveite. Mas é sobretudo necessário não continuar a cometer os mesmos e velhos erros. A insistir nas velhas crenças. &lt;br /&gt;14. Se o edifício escolar foi feito para uma minoria nacional porque se teima em acomodar agora,  lá dentro, toda a população escolar do país? Porque não construir um novo edifício mais adequado às necessidades do tempo que corre?&lt;br /&gt;15. Se o sistema foi construído com a intenção de seleccionar violentamente, de colher a nata (a elite) e de deitar para o mercado de trabalho desqualificado o leite desnatado (a massa dos pobres), como se quer agora que o mesmo sistema dê a todos o desenvolvimento das suas máximas competências?&lt;br /&gt;16. Uma das contradições está aqui. A sociedade actual exige níveis elevados de conhecimentos a toda a sua população e o sistema educativo (que mantêm à custa da reforma permanente) está pensado e organizado para valorizar apenas as elites. &lt;br /&gt;17. Também, a meu ver, a separação da direita e da esquerda passa por aqui. A esquerda assume o princípio (e a prática) da igualdade de acesso e de sucesso. A esquerda (quando o é) deseja, do fundo do coração, que todos os cidadãos, jovens e adultos, sejam sujeitos ao princípio &lt;b&gt;«a cada um segundo as suas necessidades e de cada um segundo as suas capacidades»&lt;/b&gt;. Não é isto que a direita quer. &lt;b&gt;A direita é maltusiana&lt;/b&gt;. Quer dar mais aos que já têm muito e dar menos aos que nada têm. Quer mais apoio — e melhores escolas —  para os alunos com médias escolares elevadas — para que tenhamos "boas" elites, e quer dar cursinhos profissionais, de baixa qualidade, aos alunos menos adaptados à cultura escolar e portanto de mais baixos resultados. Quer &lt;b&gt;escolas por níveis de exigência e de competência. Escolas para as elites, escolas para a classe média e escolas para os deserdados da vida.&lt;/b&gt; Foi a esta estratificação escolar (e social) que chegaram muitos dos sistemas educativos nacionais dos países mais ricos. É aqui que eu, de reforma em reforma, não quero chegar. Tenho a convicção que há alternativas. É preciso imaginação, estudo, experimentação e globalização do pensamento alternativos. É preciso pensar a escola que queremos ao mesmo tempo que pensamos a sociedades que temos e aquela que queremos ter. &lt;br /&gt;18. Uma outra escola. Um outro sistema educativo. Uma outra sociedade. Um outro Estado. São exigências do nosso tempo.&lt;br /&gt;19. &lt;I&gt;A reinvenção do sistema educativo não é obra da superestrutura da sociedade.&lt;/I&gt; Não é nada que nos caia por decreto. Não é nada que, por magia ou milagre, se inscreva na agenda política das maiorias. Pelo contrário, vejo-a como um movimento que se harmoniza com a concepção de globalização que defendo. Não é um movimento de cima para baixo, nem de fora para dentro. Um movimento assim é o que caracteriza a actual globalização hegemónica. De cima para baixo e de fora para dentro: esmaga-nos. &lt;b&gt;Defendo o movimento contrário. Um movimento de baixo para cima e de dentro para fora.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;20. Um movimento de baixo para cima e de dentro para fora. É assim que concebo o movimento da globalização. Começa no expandir do que está dentro das pessoas, (de dentro para fora). É um movimento libertador e de afirmação individual (do que é verdadeiro e genuíno em cada um). Movimento de dentro para fora das pessoas, depois dos grupos, das comunidades, das regiões, dos continentes, do mundo. Em suma, uma libertação contagiante das energias dos indivíduos, dos grupos e das comunidades. Uma afirmação da identidade de cada uma destas partes. O respeito pela regra &lt;I&gt;de cada um segundo as suas capacidades&lt;/I&gt;.&lt;br /&gt;21. Um movimento de baixo para cima. Os indivíduos dando o seu contributo ao grupo, este à comunidade, esta à região, ao continente, ao mundo. O respeito pela segunda parte da regra: &lt;I&gt;de cada um segundo as suas capacidades&lt;I&gt;. &lt;br /&gt;22. "De cada um segundo as suas capacidades e a cada um segundo as suas necessidades". Dou o que tenho e, em compensação, recebo o que preciso. Se tenho mais capacidade é natural que dê mais. Se tenho menos capacidade é natural que dê menos e receba mais. &lt;b&gt;Poderemos assumir de novo esta utopia na sociedade do século XXI?&lt;/b&gt; Julgo que sim. Se a humanidade atingir estes objectivos daqui a quinhentos anos, valeu a pena. Valeu a pena porque isso significa que caminhamos continuamente — umas vezes mais depressa outras mais devagar, por vezes andando para trás —  no sentido dessa igualdade na diferença.&lt;br /&gt;23. &lt;b&gt;É  (também) no contexto desta utopia que é preciso reinventar os sistemas educativos.&lt;/b&gt; É uma construção que julgo inevitável. Os homens e as mulheres podem é retardar mais ou menos tal construção, não lhe podem fugir, é a lei da história. Só regressamos atrás na aparência, nunca voltamos atrás na realidade.&lt;br /&gt;24. Contribuir para esta reinvenção dos sistemas educativas é, antes de mais, saber conciliar dois movimentos. Um vai no sentido de actuar, o melhor possível, de forma critica, no interior do sistema que temos. Procurando tomar nota do que, apesar de tudo, vai funcionando e do que, manifestamente, não funciona. Como se tomássemos o actual sistema como laboratório. Outro vai no sentido de ir construindo, conhecendo e apoiando as alternativas que se vão construindo um pouco por todo o mundo. Em Portugal existem algumas experiências a não perder de vista. Uma delas é, sem dúvida, a da Escola da Ponte em Vila das Aves. Uma escola pública, democrática, sem turmas, onde o papel dos pais, dos alunos e da comunidade é outro e onde são outras as relações de poder e de produção e aquisição de saber. Não é um modelo perfeito. Nada de acabado. Mas é uma porta aberta para o futuro que importa reinventar e construir de outra maneira. Um futuro para todos.&lt;br /&gt;25. E paro aqui. Não que o tema se tenha esgotado, mas porque estamos no número 25 e este é um número simpático para se parar. É evidente que as utopias são apenas isso mesmo: utopias. Coisas imaginadas, idealizadas, quiméricas, idealistas. Os utópicos são gente sem certezas. Normalmente portadores de um criticismo perigoso. Mas são também gente aberta a todas as formas de pensamento. Mais  disponível a ouvir do que a falar. A utopia é também um projecto, que a realizar-se asseguraria a todos a felicidade geral. Só por isso vale a pena procurar. Pensar. Inquietar-se.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(1) Já num livro em que participei nos idos de 1975 ("Capitalismo privado - capitalismo de Estado, não é escolha; edições  Afrontamento") e no jornal semanário "Combate" que existiu nessa altura (nada tem a ver com o actual), defendíamos a ideia de que nunca se tinha implantado nenhum regime socialista ou comunista. Tal desaforo ficou-nos caro na altura!&lt;br /&gt;O que existiram até hoje foram variantes do capitalismo. Com a Revolução Russa brotou um novo ramo do tronco do capitalismo.  &lt;br /&gt;Passámos a ter dois grandes ramos do capitalismo: o capitalismo privado (tendo os EUA como referência maior) e o capitalismo de Estado (tendo a ex-União Soviética como modelo principal).&lt;br /&gt; Neste sentido, outros países — como a República Popular da China, Cuba, os países do leste europeu, a ex-Jugoslávia, etc. — não são ou foram mais do que ramagem (variantes) do ramo do capitalismo de Estado. &lt;br /&gt;O ramo do capitalismo privado é frondoso. Muita ramagem. Do capitalismo selvagem dos séculos XVIII e XIX ao neoliberalismo actual, considerando as ditaduras e democracias representativas, as variantes são inumeras. &lt;br /&gt;Os dois ramos da árvore capitalista foram historicamente violentos. Os grupos dominantes exploraram os trabalhadores das formas mais variadas. Quer o capitalismo privado quer o capitalismo de estado foram e são regimes opressivos dos trabalhadores. &lt;br /&gt;Não tivemos a experiência de um regime socialista e, menos ainda, de um regime comunista. Que me desculpem os militantes (e simpatizantes) que acreditam no contrário. Que me desculpem, sobretudo, os que, tendo-se formado nas ideologias do capitalismo de Estado e os do socialismo (democrático) os tomaram por socialismo e comunismo. Temo que enquanto não se libertarem dessa ganga ficarão sempre dentro da trincheira. Não irão a lado nenhum.&lt;br /&gt;O socialismo e o comunismo são utopias nunca experimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-10755826547940671?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/10755826547940671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/10755826547940671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#10755826547940671' title='UTOPIAS: reformamos ou reinventamos o sistema educativo?'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107533272050384576</id><published>2004-01-28T23:30:00.000Z</published><updated>2004-01-28T23:36:52.686Z</updated><title type='text'>Miklos Fehér</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Miklos Feher.jpg"  WIDTH="300" ALT="REUNIÃO" ALIGN="bottom" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107533272050384576?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107533272050384576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107533272050384576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107533272050384576' title='Miklos Fehér'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107489567457460224</id><published>2004-01-23T22:06:00.000Z</published><updated>2004-01-23T22:09:23.936Z</updated><title type='text'>Não desisti</title><content type='html'>Não. Não desisti. Ando é a navegar por outros lados. Voltarei quando for possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107489567457460224?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107489567457460224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107489567457460224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107489567457460224' title='Não desisti'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107438596213317195</id><published>2004-01-19T11:02:00.000Z</published><updated>2004-01-18T01:06:15.153Z</updated><title type='text'>Uma notícia do IV Fórum Social Mundial (FSM)</title><content type='html'>&lt;b&gt;Casta dos "intocáveis" chega a Mumbai&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma marcha de "dalits" ou "intocáveis", o estrato mais baixo no complexo sistema de castas que prevalece na Índia há 2.500 anos, chegou sexta-feira a Mumbai (oeste da Índia), para a inauguração do IV Fórum Social Mundial (FSM) que se realiza nesta cidade nos próximos seis dias.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocando tambores, dançando e carregando grandes faixas onde se lia  "Outro mundo é possível", a palavra de ordem do Fórum, 1.500 dalits chegaram à capital económica da índia, numa marcha que começou no dia 4 de Dezembro passado nos quatro cantos do país.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, no local onde se realiza o Fórum, nos arredores de Mumbai, mulheres "intocáveis" desfilaram e dançaram, ao ritmo de cantos nos quais exigiam o fim da exclusão e da discriminação contra a sua comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/braços.ALJ84"  WIDTH="350" ALT="REUNIÃO" ALIGN="LEFT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt; "Não podemos nem sequer beber água do mesmo jarro das outras castas", denuncia Rachana Rasaily, uma jovem dalit que participa na marcha, e que descreve as condições "desumanas" em que vive uma grande parte da  população da Índia, e também do Nepal.&lt;br /&gt;Os dalits "serão uma das forças mais visíveis" do Fórum de Mumbai, afirma a Campanha Nacional para os Direitos Humanos dos Dalits, que defende os direitos desta comunidade que, segundo as regras do sistema de castas, deve exercer os trabalhos mais degradantes da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Na Índia, com uma população estimada em 1 bilião de habitantes, 138 milhões de indianos pertencem a este estrato dos dalits, considerados  párias, embora a Constituição tenha abolido há mais de 50 anos o sistema de castas hindu.&lt;br /&gt;"Pela minha descendência, estou excluída dos serviços básicos, como saúde, educação, emprego. Negam-nos todos os direitos", afirma Rasaily. "E por ser mulher, sou duplamente discriminada", acrescenta.&lt;br /&gt;Explica que os dalits são considerados "impuros", e que não estão  autorizados a tocar os mesmos utensílios de comida das castas superiores: os brâmanes, ou sacerdotes, os kshatria, que formam a classe de guerreiros ou administradores, os vaisya, que são artesãos e comerciantes, e mesmo os suda, a casta inferior, composta por camponeses.&lt;br /&gt;São párias da sociedade, que vivem amarrados há séculos aos trabalhos de recolher o lixo, lavar casas e quartos de banho.&lt;br /&gt;E "são vítimas também de execuções sumárias e de torturas", denuncia uma activista da Campanha Nacional para os Direitos dos Dalits.&lt;br /&gt;Os organizadores do Fórum de Mumbai, para onde convergiram dezenas de milhares de delegados de associações e movimentos antiglobalização de 130 países, afirmam que vários milhares de dalits provenientes de toda a Índia vão chegar hoje, sábado, ao local do Fórum.&lt;br /&gt;A questão dos dalits terá também várias conferências e debates, das centenas que se realizarão durante os seis dias do Fórum.&lt;br /&gt;Entretanto, mulheres dalits, vestidas com saris vermelhos, varrem a poeira que se acumula em algumas ruas sem asfalto do local onde se realiza o Fórum, enquanto vêem passar a marcha das mulheres dalits.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107438596213317195?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107438596213317195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107438596213317195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107438596213317195' title='Uma notícia do IV Fórum Social Mundial (FSM)'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107434309853511331</id><published>2004-01-17T12:35:00.000Z</published><updated>2004-01-17T12:45:59.843Z</updated><title type='text'>A propósito do escrito pelo Miguel Pinto</title><content type='html'>Não se trata de ser pessimista ou optimista. Trata-se de entender a realidade para a poder transformar. Perceber a realidade e os problemas com que nos confrontamos, é o primeiro passo para perspectivar respostas adequadas. Não quero pedir aos professores mais do que aquilo que — enquanto colectivo profissional — podem dar.&lt;br /&gt;Reconhecer a falência dos actuais sistemas educativos é uma necessidade para quem quer de facto mudar alguma coisa. &lt;br /&gt;Terminou a sociedade industrial e o Estado Moderno que lhe correspondeu entrou em crise. O sistema educativo actual é um dos sistemas que configuraram o Estado Moderno. Nasceu com a revolução industrial e cresceu e desenvolveu-se com ela. É natural que desapareça com ela. Se, actualmente, é preciso reconfigurar o Estado Moderno, se precisamos de criar um outro Estado, isso faz-se reconfigurando os sistemas que o enformam. O sistema educativo não pode escapar a esta reconfiguração.&lt;br /&gt;Não se trata de desistir de mudar, trata-se de querer mudar de facto e de não fingir que se muda ou de não confundir mudança com brincar às mudanças.&lt;br /&gt;Há pelo menos quinze anos que defendo que já não há lugar para as reformas, porque os sistemas educativos tradicionais já não são reformáveis. O que é preciso é reinventar os sistemas educativos. Leia-se o &lt;a href="MANIFESTO http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=52"&gt;MANIFESTO&lt;/a&gt; a favor da reinvenção do sistema educativo escrito há uma dúzia de anos. Depois disso muita coisa mudou. Também o meu discurso mudou como se pode &lt;a href="http://www.apagina.pt/arquivo/FichaDeAutor.asp?ID=134"&gt;LER&lt;/a&gt; nalguns dos meus textos disponiveis na Net.&lt;br /&gt;Felizmente constato agora que por esse mundo fora se vai alargando o número dos que entendem que a alternativa não é a reforma do que temos mas a reconfiguração do sistema em novos moldes e como resposta à nova sociedade que temos. Toda a minha escrita e a minha intervenção pública, desde meados dos anos oitenta, está marcada por esta convicção.&lt;br /&gt;Não. Não há no spot uma critica velada, nem aberta, aos sindicatos. É verdade que estes não são todos iguais. É preciso distingui-los do ponto de vista político. Há sindicatos que não são mais do que apêndices do poder estabelecido e outros são lugares plurais onde se procuram soluções alternativas ao que temos. Os primeiros não merecem que se perca tempo com eles. Os segundos, como lugares plurais, não lhes peço que me dêem a minha solução ou a solução milagrosa para os males sociais e profissionais. O que lhes peço é que se mantenham como lugares onde o confronto das ideias se faz. Neste aspecto sou Gramsciano. Os sindicatos quero-os como intelectuais colectivos. Como tal, pensam mais ou pensam menos, são mais ou menos influentes, são mais ou menos esclarecidos, em função da quantidade e da qualidade das pessoas que os formam e lhes dão vida. Mas não podemos perder de vista que são instituições da sociedade civil. Podem, se lhes dermos o nosso concurso e o nosso poder, forçar mais ou forçar menos, o poder estabelecido, mas não são os sindicatos quem tem o poder. Não são os sindicatos quem pode legislar a mudança. Podem forçar mudanças. Mas não se deve pedir a César o que não é de César. O que eu peço é que os profissionais do mesmo ofício fortaleçam o seu sindicato e contribuam para lhe dar sentido. Dessa força, maior ou menor, poderá resultar mais uma força promotora das mudanças que julgo necessárias. Mas, repito, os sindicatos (os de esquerda) não têm nenhuma responsabilidade pelas políticas educativas. Essas são da responsabilidade dos governos. Quanto aos sindicatos da direita eles fazem parte do pacote governamental. São instrumentos do poder dominante e como tal devem ser tratados.&lt;br /&gt;Reconhecer que os neoconservadores e os neoliberais, nos últimos 25 anos, rentabilizaram politicamente os professores e que atiraram para dentro da escola com uma série de trabalha que não é de lá, não significa pessimismo ou desistência da mudança. É reconhecer uma evidência. Os professores têm sido e estão a ser atropelados. A sua função está a ser desvirtuada. A sua autonomia coarctada. A sua consideração social e profissional diminuída. E ao mesmo tempo estão a ser responsabilizados por não fazerem o que não podem fazer porque as políticas educativas, que não são deles, não permitem que se faça. Os dirigentes políticos fazem a asneira. Apontam objectivos estúpidos. Mantêm formas organizativas e práticas desajustadas à sociedade do nosso tempo. Obtêm resultados desastrosos e depois responsabilizam as escolas e os professores pelos resultados das políticas que eles implementam! É a isto que eu chamo rentabilizar politicamente os professores. É neste contexto que se deve ler a minha afirmação " Apagaram e desvirtuaram o papel do professor e sujeitaram-no à brutalidade e à frustração de uma escola sem regras."&lt;br /&gt;Fica este desabafo, sem arranjo nem correcção, ao sabor do humor do momento e da suavidade do teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107434309853511331?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107434309853511331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107434309853511331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107434309853511331' title='A propósito do escrito pelo Miguel Pinto'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107434272836479639</id><published>2004-01-17T12:30:00.000Z</published><updated>2004-01-17T12:35:51.670Z</updated><title type='text'>Um texto de Miguel Pinto</title><content type='html'>Caro colega &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os post Escola e sociedade e Clima de escola são claros e transparecem o seu pessimismo é notório quanto a capacidade dos professores suscitarem as mudanças de que a escola precisa. Não haverá aqui uma crítica velada ao papel dos sindicatos como organizações mobilizadoras de vontades e promotoras da mudança? Embora não o conheça pessoalmente, sei que o seu percurso na luta pelos interesses dos professores não é congruente com o atirar da toalha para o chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os burocratas neoliberais já tenham conquistado o discursos do senso comum seria lastimável que, e aqui deve concordar comigo, conquistasse o discurso dos professores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Pinto&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107434272836479639?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107434272836479639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107434272836479639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107434272836479639' title='Um texto de Miguel Pinto'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107427414589202835</id><published>2004-01-16T17:28:00.000Z</published><updated>2004-01-16T17:30:27.343Z</updated><title type='text'>Apelo: venham "chorar sobre as ruínas da República"</title><content type='html'>&lt;b&gt;Um sindicato de professores em Bangu, na República Centro Africana, apelou a todos os trabalhadores assalariados do sector público, a juntarem-se na manhã do próximo sábado, junto à bolsa do trabalho em Bangu, "para chorarem sobre as ruínas da República".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Camaradas professores(as), camaradas trabalhadores(as), todos à bolsa do trabalho, sábado, 17 de Janeiro a partir das 09H00 para chorarmos sobre as ruínas da República", escreve a Interfederal da Educação da Republica Centro Africana.&lt;br /&gt;No início de Janeiro "o ministério das finanças declarou a quem o quis ouvir que o Estado Centro-africano estava incapaz de pagar aos funcionários públicos(…) e que era difícil, senão impossível, para o governo, fazer face aos pagamentos regulares a todos os funcionários e agentes do Estado", lembra a IFEC.&lt;br /&gt;"O conceito do presidente «+trabalho e não + que trabalhar+» está esvaziado de sentido. Cada um deve trabalhar agora ao seu ritmo pois quem paga manda e quem não paga não manda", continua o sindicato.&lt;br /&gt;Não é só em Portugal que o primeiro ministro chora pela impossibilidade de actualizar os salários dos funcionários públicos. Não é apenas a República Portuguesa a abrir falência. Como vemos, até em África acontece o mesmo. Vamos também chorar pelas ruínas da nossa República?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107427414589202835?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107427414589202835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107427414589202835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107427414589202835' title='Apelo: venham &quot;chorar sobre as ruínas da República&quot;'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107425375384564011</id><published>2004-01-16T11:48:00.000Z</published><updated>2004-01-16T11:54:52.700Z</updated><title type='text'>Japão acusado de amordaçar imprensa antes de enviar soldados para o Iraque</title><content type='html'>&lt;b&gt;Enquanto o Japão se dispõe a enviar soldados para o Iraque, a sua primeira mobilização numa área de combates desde 1945, desenvolve-se uma polémica em Tóquio depois de o Governo ordenar aos poderosos meios de comunicação nipónicos que se autocensurem para proteger a segurança das tropas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira da semana passada, a Agência de Defesa (equivalente ao Ministério da Defesa) enviou memorandos à imprensa local e estrangeira, pedindo que não sejam difundidas notícias que possam "prejudicar a segurança" dos soldados, ameaçando privar de informações esses órgãos.&lt;br /&gt;Desde então, os jornalistas protestam contra o que consideram um regresso da censura militar, totalmente contrária aos supostos objectivos humanitários da mobilização nipónica para o Iraque.&lt;br /&gt;"É certo que o nacionalismo militante japonês desapareceu, mas os métodos de controle dos meios locais continuam", declarou Teruo Ariyama, professor de jornalismo na universidade Keizai de Tóquio.&lt;br /&gt;"A Agência de Defesa será a única capacitada para julgar se tal informação pode ser difundida ou não sem que ninguém possa verificar os critérios".&lt;br /&gt;"Esta agência poderia simplesmente dissimular a informação que vai contra os seus objectivos e ninguém perceberia a diferença", acrescentou.&lt;br /&gt;O Governo dá a menor quantidade possível de detalhes - ainda se ignora a data da partida do principal contingente -, obrigando a imprensa a interessar-se por assuntos mais frívolos, como o número de cuecas que os militares levarão, para satisfazer a curiosidade do público.&lt;br /&gt;A Agência de Defesa pediu expressamente à imprensa que não publique o calendário preciso da mobilização dos soldados, que na sua maioria embarcarão em aviões comerciais, misturando-se com os passageiros civis para chegarem a seu destino.&lt;br /&gt;"Se os meios de comunicação colocarem obstáculos ao sucesso da missão", poderão ser recusados os pedidos de entrevistas, ameaçaram as autoridades.&lt;br /&gt;Depois de meses de tácticas dilatórias, o Japão decidiu enviar em breve uns 600 soldados para o Sul do Iraque para uma missão "não combatente" destinada à reconstrução e a tarefas humanitárias. Esta missão deverá prolongar-se  até ao final de 2004.&lt;br /&gt;Trata-se de uma intervenção muito delicada, já que é a primeira vez que o exército japonês será instalado numa zona de guerra desde 1945. O Japão, que foi derrotado nas selvas da Ásia e no Pacífico, não disparou nenhum tiro desde o fim da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;A Constituição pacifista do Japão, promulgada em 1946, proíbe-o em princípio de participar em operações de segurança colectiva.&lt;br /&gt;Segundo as pesquisas, a maioria dos japoneses opõe-se ao envio de tropas para o Iraque. Muitas pessoas consultadas temem que os soldados nipónicos terminem sendo envolvidos nos combates.&lt;br /&gt;O primeiro-ministro Junichiro Koizumi esforçou-se por acalmar os ânimos. &lt;br /&gt;"Nós esperamos que vocês façam o vosso trabalho de jornalistas, mas sem deixar de levar em conta as medidas de segurança", disse aos repórteres.&lt;br /&gt;Os influentes órgãos de comunicação nipónicos - os jornais são os primeiros do mundo em tiragem - e os especialistas na imprensa não estão convencidos.&lt;br /&gt;"Não há nenhuma diferença da propaganda do quartel-general do exército imperial (durante a Segunda Guerra Mundial). A atitude arrogante e anacrónica da Agência de Defesa supera toda a compreensão", denuncia um universitário num artigo publicado no jornal Mainichi Shimbun.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107425375384564011?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107425375384564011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107425375384564011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107425375384564011' title='Japão acusado de amordaçar imprensa antes de enviar soldados para o Iraque'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107421589947081876</id><published>2004-01-16T01:14:00.000Z</published><updated>2004-01-16T01:27:10.670Z</updated><title type='text'>Relatório Hutton, de alto risco para Blair, será publicado este mês</title><content type='html'>&lt;b&gt;O relatório do juiz Hutton sobre o suicídio, em Julho de 2003, do especialista em armamentos David Kelly, um relatório potencialmente explosivo para Tony Blair, será publicado no dia 28 de Janeiro. No dia anterior haverá  uma votação parlamentar difícil para o primeiro-ministro sobre os aumentos de propinas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última semana de Janeiro promete apresentar muitos riscos para o chefe do governo. A publicação do relatório Hutton vem sendo muito esperada pelas implicações que poderá ter no futuro político de Tony Blair. Alguns não hesitam em evocar a demissão do primeiro-ministro e sua eventual substituição pelo eterno adversário trabalhista, o ministro da Economia e Finanças, Gordon Brown.&lt;br /&gt;Durante as audiências, acompanhadas por todo o país, como uma grande novela, o juiz Brian Hutton ouviu 74 testemunhas entre os dias 11 de Agosto e 13 de Outubro últimos; entre elas, Tony Blair e Geoff Hoon.&lt;br /&gt;David Kelly, funcionário do Ministério da Defesa (MoD), teria sido a fonte de uma reportagem assinada por Andrew Gilligan, jornalista da BBC que acusou o governo de ter exagerado a ameaça iraquiana para justificar a guerra.&lt;br /&gt;Uma semana depois do seu nome ter aparecido na imprensa, o cientista suicidou-se, na noite de 17 para 18 de Julho, cortando as veias do pulso esquerdo. Esta morte teve o efeito de uma verdadeira bomba na Grã Bretanha e mergulhou Tony Blair - já criticado por uma larga fracção da opinião pública pelo seu apoio total ao governo conservador americano - na mais grave crise desde que ele chegou a Downing Street, em 1997.&lt;br /&gt;O relatório Hutton poderá ser consultado no site &lt;a href = "http://www.the-hutton-inquiry.org.uk" &gt;The-hutton-inquiry.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;No dia 27 de Janeiro, os Comuns vão pronunciar-se sobre um outro assunto que vem incomodando o primeiro-ministro: o financiamento das universidades. O projecto de lei trabalhista prevê que, a partir de 2006, as universidades serão autorizadas a fixar por conta própria as suas propinas, tendo por tecto 3.000 libras (4.500 euros) por ano, contra um total de 1.100 libras (1.656 euros), hoje.&lt;br /&gt;Cento e sessenta deputados do Labour (de um total de 411) já assinaram uma moção de protesto, e Tony Blair, que declarou que a sua autoridade está em jogo, é ameaçado por uma derrota humilhante.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107421589947081876?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107421589947081876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107421589947081876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107421589947081876' title='Relatório Hutton, de alto risco para Blair, será publicado este mês'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107393175378733212</id><published>2004-01-12T18:22:00.000Z</published><updated>2004-01-13T00:41:21.090Z</updated><title type='text'>Os árbitros</title><content type='html'>Ao FC do Porto e ao Sporting saem sempre uns árbitros simpáticos e cooperantes. &lt;br /&gt;Ao Benfica vêm saindo uns árbitros que com entusiasmo marcam pénaltis ao contrário, assinalam faltas mal um jogador do Benfica respira e em nome da imparcialidade vão encostando o Benfica às cordas. &lt;br /&gt;O FC do Porto e o Sporting agradecem e promovem os árbitros, e o Benfica vai perdendo e aprendendo a saber o que custa ser fraco e estar na mó de baixo. &lt;br /&gt;Já lá vai o tempo em que os árbitros também sorriam ao meu Benfica. Este não é também um sinal do que se chama poder hegemónico? O poder produz sempre as condições que lhe trazem mais poder.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107393175378733212?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107393175378733212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107393175378733212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107393175378733212' title='Os árbitros'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107384614277414985</id><published>2004-01-11T18:34:00.000Z</published><updated>2004-01-11T18:38:00.640Z</updated><title type='text'>Morreu o filósofo italiano Norberto Bobbio</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;O filósofo, pensador e senador vitalício Norberto Bobbio, 94 anos, considerado um dos maiores intelectuais da Itália, morreu esta sexta-feira, dia 09, em Turim.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo, conhecido pelas suas posições de esquerda, entrou em coma irreversível na noite de Quinta-feira e respirava graças à ajuda de aparelhos.&lt;br /&gt;No final de Dezembro as suas condições de saúde tinham-se agravado em consequência de uma infecção pulmonar. Bobbio foi internado no passado dia 27 de Dezembro.&lt;br /&gt;O filósofo, viúvo recentemente, depois de 60 anos de casamento, foi profundamente afectado pela morte no mês de Outubro de Alessandro Galante Garrone, filósofo e historiador, seu grande amigo. &lt;br /&gt;Nascido em Turim a 18 de Outubro de 1909, doutor em Filosofia, Bobbio era professor da Universidade de Turim, onde deu aulas de Filosofia do Direito, Ciências Políticas e Filosofia da Política durante várias décadas. &lt;br /&gt;Bobbio era senador vitalício há 20 anos, nomeado pelo então presidente Sandro Pertini, e era considerado um dos filósofos mais importantes do século XX, especializado em Direito e Política.&lt;br /&gt;Em 1975, o intelectual italiano iniciou no seu país um debate sobre &lt;br /&gt;socialismo, democracia, marxismo e comunismo, que influenciou as novas gerações de toda a Europa de então.&lt;br /&gt;Fica a notícia por não a ter visto nos jornais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107384614277414985?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107384614277414985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107384614277414985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107384614277414985' title='Morreu o filósofo italiano Norberto Bobbio'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107378129352224373</id><published>2004-01-11T00:34:00.000Z</published><updated>2004-01-11T00:38:15.263Z</updated><title type='text'>A sociedade de consumo</title><content type='html'>Porque é que textos, notícias, acontecimentos em tempos muito badalados, perderam a importância a ponto de desaparecerem do espaço mediático e do nosso conhecimento? &lt;br /&gt;O que aconteceu, por exemplo, ao Kosovo, à Sérvia, ao Afeganistão? Os textos e os sentimentos a que estes acontecimentos deram origem perderam importância? &lt;br /&gt;Foram os textos ou os temas que perderam importância? Ou será que os temas continuam a ter a mesma importância só que, por interesses do poder dominante, saíram do espaço visível, do espaço mediático? O Iraque ainda  é um tema de interesse ou é já um cadáver a guardar no armário da história? Qual é o próximo acontecimento a consumir? Apenas a (re)eleição de Bush?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107378129352224373?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107378129352224373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107378129352224373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107378129352224373' title='A sociedade de consumo'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107378041768013312</id><published>2004-01-11T00:17:00.000Z</published><updated>2004-01-11T00:21:34.200Z</updated><title type='text'>Escola e sociedade</title><content type='html'>Perante a falência dos sistemas educativos, não é o tempo de perguntar o que pode a escola fazer pela sociedade. Agora é o tempo de perguntar o que pode a sociedade fazer pela escola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107378041768013312?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107378041768013312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107378041768013312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107378041768013312' title='Escola e sociedade'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107378015144659354</id><published>2004-01-11T00:15:00.000Z</published><updated>2004-01-11T00:17:08.013Z</updated><title type='text'>Clima de escola</title><content type='html'>Apagaram e desvirtuaram o papel do professor e sujeitaram-no à brutalidade e à frustração de uma escola sem regras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107378015144659354?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107378015144659354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107378015144659354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107378015144659354' title='Clima de escola'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107351725454137928</id><published>2004-01-07T23:06:00.000Z</published><updated>2004-01-07T23:15:28.076Z</updated><title type='text'>Os ódios do Governo</title><content type='html'>Este Governo PSD/PP odeia os desgraçados dos funcionários públicos. E nesse ódio é acompanhado pela maioria dos comentadores oficiais. Não estou a ver nenhum director de jornal, nenhum editor de rádio que se distancie deste comportamento estranho. Porque será?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107351725454137928?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107351725454137928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107351725454137928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107351725454137928' title='Os ódios do Governo'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107334633973051020</id><published>2004-01-05T23:44:00.000Z</published><updated>2004-01-05T23:47:11.013Z</updated><title type='text'>Greve: no Quénia reabrem três universidades</title><content type='html'>&lt;b&gt;No Quénia reabrem três universidades embora os professores prossigam a greve.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três das seis universidades públicas do Quénia, fechadas desde o dia 10 de Novembro, em consequência de uma greve dos professores que reclamam aumentos salariais, reabriram as suas portas no dia 4 de Janeiro, mas os professores já anunciaram que continuam o seu movimento.&lt;br /&gt;"Nós não retomaremos os cursos enquanto o governo não satisfizer as nossas reivindicações", declarou o presidente do sindicato do pessoal universitário (UASU), john Nderitu.&lt;br /&gt;As outras três universidades públicas devem reabrir na próxima semana, anunciaram as suas direcções.&lt;br /&gt;As autoridades quénianas fecharam as seis universidades publicas do país em 10 de Novembro, após o anúncio do movimento grevista lançado unanimemente por cerca de 3.200 professores aderentes da UASU, num efectivo estimado em 3.500 segundo a organização sindical. &lt;br /&gt;Os grevistas pedem a multiplicação por 10 do salário mínimo para um professor em início de carreira, actualmente a rondar os 315 dólares, e por 24 o salário dos mais antigos actualmente fixado em cerca de 530 dólares.&lt;br /&gt;O governo promete rever os salários em Fevereiro, mas não diz que concessões está disposto a fazer.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107334633973051020?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107334633973051020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107334633973051020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107334633973051020' title='Greve: no Quénia reabrem três universidades'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107308249110848198</id><published>2004-01-02T22:27:00.000Z</published><updated>2004-01-02T22:29:19.403Z</updated><title type='text'>Israel perde a batalha demográfica para os palestinianos</title><content type='html'>&lt;b&gt;Israel está a perder a "batalha demográfica" para os palestinianos, que estão prestes a superar o número de judeus entre o rio Jordão e o Mediterrâneo, enquanto a imigração judaica continua a cair.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A tendência é muito clara — antes do fim da década, os judeus serão uma minoria em Israel, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia", disse à AFP o demógrafo Sérgio Della Pergola.&lt;br /&gt;Professor da Universidade Hebraica, Pergola reafirmou comentários recentes de personalidades da esfera política, alertando para que Israel "não será capaz de se manter como Estado judeu e democrático ao mesmo tempo" se continuar a ocupar os territórios palestinianos.&lt;br /&gt;Há 5,2 milhões de judeus entre o rio Jordão e o Mediterrâneo e quase 4,9 milhões de palestinianos, inclusive o 1,2 milhão de chamados árabe-israelitas que vivem dentro do Estado judeu.&lt;br /&gt; Alguns demógrafos argumentam que os não-judeus já são maioria porque cerca de 300 mil russos que imigraram no âmbito da "lei do retorno" não são judeus.&lt;br /&gt;"A população árabe tem uma taxa de fertilidade muito mais alta do que a judia, que cresce sobretudo graças à imigração, mas esta imigração continua a cair e a menos que um desastre atinja a diáspora judaica, nada aponta para uma mudança", disse Della Pergolla.&lt;br /&gt;Segundo números oficiais, em 2003, a imigração para Israel atingiu o ponto mais baixo desde 1989, com uma queda de 31% face a 2002.&lt;br /&gt;Menos de 24 mil imigrantes entraram no Estado judeu no ano passado, metade deles provenientes dos países que formavam o bloco soviético, segundo a Agência Judaica, entidade encarregada da imigração para Israel.&lt;br /&gt;O fluxo russo está a diminuir, imigrantes da Argentina (1.200), da França (2.000) e da Etiópia também chegaram em menor número e os imigrantes procedentes dos Estados Unidos (2.500) foram um pouco mais em 2003, mas não o suficiente para contrabalançar a tendência de queda.&lt;br /&gt;Cerca de 35 mil judeus imigraram para Israel em 2002, contra 44 mil em 2001 e 60 mil no ano 2000.&lt;br /&gt;Metade das 12.500 pessoas que vieram da antiga União Soviética em 2003 e as que vieram nos últimos anos não são consideradas judias pelo rabinado.&lt;br /&gt;No entanto, elas beneficiaram da "lei do retorno", que lhes garante a nacionalidade israelita, porque têm parentes próximos vivendo no Estado hebraico.&lt;br /&gt;Especialistas dizem que a razão para a queda na imigração é, por um lado, a situação de segurança em Israel, enquanto a Intifada continua a causar vítimas, 40 meses depois de explodir, e por outro, a recessão económica.&lt;br /&gt;Segundo o gabinete palestino de estatísticas, em 2010 os palestinianos superarão os israelitas em população, com 6,2 milhões contra 5,7 milhões, se as taxas de crescimento demográfico se mantiverem as mesmas.&lt;br /&gt;Não há estatística oficial sobre a emigração de Israel, pois são necessários cinco anos para determinar se a pessoa se estabeleceu &lt;br /&gt;definitivamente noutro país, mas a imprensa israelita sugeriu que de 10 mil a 15 mil pessoas deixaram o país, por ano, desde o início da nova Intifada.&lt;br /&gt;Enquanto a ideia da "transferência" — a proposta nacionalista de deportar os palestinos da "Grande Israel" — perde terreno, o argumento da fraqueza demográfica israelita está a ser usado por todos os lados para promover uma solução de dois Estados.&lt;br /&gt;Simpatizantes de esquerda dizem que Israel não conseguirá identificar-se como democrático se continuar a dominar tantos palestinianos, enquanto a direita tem usado o espectro da maioria árabe para propor a separação, seja negociada ou unilateral.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107308249110848198?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107308249110848198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107308249110848198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107308249110848198' title='Israel perde a batalha demográfica para os palestinianos'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107300455916522477</id><published>2004-01-02T00:43:00.000Z</published><updated>2004-01-02T00:55:38.936Z</updated><title type='text'>O outro baralho</title><content type='html'>A Greenpece, imitando o governo dos EUA, elaborou uma lista dos mais procurados e o respectivo baralho.&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Bush em baralho.jpg"  WIDTH="180" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma série de lideres mundiais, como Bush, Blair, Sharon ou Chirac que, para além de muitos deles contarem com apreciável número de mortos às costas, têm em comum o facto de todos contarem com arsenais de armas de destruição massiva. E estes não são apenas suspeitos de ter, têm mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107300455916522477?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107300455916522477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107300455916522477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107300455916522477' title='O outro baralho'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107298403107511355</id><published>2004-01-01T19:05:00.000Z</published><updated>2004-01-01T19:08:18.530Z</updated><title type='text'>Deputado Kowetiano quer proibir a música nas escolas</title><content type='html'>Um deputado islamista do Koweite disse que estava a procurar apoio de outros deputados para proibirem o ensino da música nas escolas do emirado, pois ele considera que esta actividade é anti-islâmica e constitui uma perda de tempo.&lt;br /&gt;M. Daifallah Bouramia al-Moutairi afirma num comunicado que pode submeter esta posição ao parlamento, que na próxima semana deve dar início a um debate sobre o sistema educativo no emirado.&lt;br /&gt;"As lições de música ocupam o tempo dos estudantes sem que estes tirem daí qualquer proveito. Os pais não mandam os filhos para a escola para que aprendam como fazer música, mas para receber uma educação científica útil que lhes seja proveitosa, a eles e ao país", afirma o deputado.&lt;br /&gt;Considerando a música contrária ao islão, M. Moutairi, declarou ter como objectivo propor a substituição das lições de música por um curso de educação islâmica.&lt;br /&gt;Em Julho de 1997, por recomendação do parlamento, o ministro da informação proibiu os concertos públicos. &lt;br /&gt;Recentemente o emirado autorizou concertos por cantores árabes populares, apesar da oposição parlamentar.&lt;br /&gt;Estima-se que este fervor a favor da eficiência e da aprendizagem com esforço, alegre os corações da nossa elite neoliberal partidária de "um ensino como deve ser", custoso, sofredor, científico, útil, virado para o trabalho e para as empresas, contrário aos "filhos de Rousseau". José Manuel Fernandes e companhia têm no senhor M. Moutairi um amigo, um deputado como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107298403107511355?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107298403107511355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107298403107511355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107298403107511355' title='Deputado Kowetiano quer proibir a música nas escolas'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107291800869478852</id><published>2004-01-01T00:45:00.000Z</published><updated>2004-01-01T00:47:55.030Z</updated><title type='text'>Direitos</title><content type='html'>Proponho que se substitua o direito ao trabalho pelo direito à actividade. Este direito ficaria assim: «todo o ser humano tem direito à actividade, senão estiver no trabalho está em formação»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107291800869478852?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107291800869478852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107291800869478852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107291800869478852' title='Direitos'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107291764907744723</id><published>2004-01-01T00:37:00.000Z</published><updated>2004-01-01T00:44:31.623Z</updated><title type='text'>SIDA guerra e exploração infantil serão alvos-chaves da Unicef para 2004</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;A SIDA, a guerra, a exploração e o abuso de menores, a expectativa de vida e a falta de investimentos em educação serão as principais preocupações do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) no ano de 2004, anunciou a sua directora-geral, Carol Bellamy.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cada um destes problemas isolados supõe desafios para centenas de milhares de crianças", destacou Bellamy, em comunicado divulgado por ocasião do Ano Novo.&lt;br /&gt;"E, juntos, estes problemas representam um imperativo global para fazermos mais pelas crianças em 2004", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Uganda.jpg"  WIDTH="280" ALT="REUNIÃO" ALIGN="TEXTTOP" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;Mais de 50% dos portadores do vírus da SIDA que descobriram recentemente ter a doença têm menos de 25 anos. No total, há 14 milhões de crianças doentes, 11 milhões delas na África Subsaariana. Grande parte perdeu os pais por causa da doença, que deve deixar cerca de 20 milhões de menores  órfãos até 2010, nas previsões da Unicef.&lt;br /&gt;No que se refere à guerra, mais de dois milhões de crianças morreram e mais de seis milhões foram gravemente feridas ou sofreram deficiências crónicas devido aos conflitos armados na década passada, explica a agência da ONU.&lt;br /&gt;A exploração e o abuso sexual de menores também serão um grande desafio para a organização. Cerca de 240 milhões de crianças trabalham em todo o mundo e 171 milhões, em condições de grande risco.&lt;br /&gt;Além disso, 11 milhões de crianças morrem anualmente antes de completar cinco anos de idade. Um número ainda maior tem problemas mentais ou físicos e as suas famílias não têm condições financeiras para comprar medicamentos no caso de doenças como malária, rubéola ou diarreia.&lt;br /&gt;Para concluir, o Unicef destaca que os governos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento não reconheceram, como deveriam, a importância dos investimentos destinados à infância, sobretudo na área da educação.&lt;br /&gt;"Se continuarmos investindo nas crianças e insistindo que elas são o eixo de qualquer discussão sobre o desenvolvimento, poderemos fazer do mundo um lugar melhor e mais seguro", destacou Bellamy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107291764907744723?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107291764907744723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107291764907744723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107291764907744723' title='SIDA guerra e exploração infantil serão alvos-chaves da Unicef para 2004'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107239990810524734</id><published>2003-12-26T00:50:00.000Z</published><updated>2003-12-26T01:03:08.640Z</updated><title type='text'>Ocupação do Iraque por tropas dos EUA</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Iraque-Prisiomeiro e Pai.jpg"  WIDTH="350" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Iraque. Prisioneiro e Pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107239990810524734?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107239990810524734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107239990810524734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107239990810524734' title='Ocupação do Iraque por tropas dos EUA'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107230337867267574</id><published>2003-12-24T22:02:00.000Z</published><updated>2003-12-24T22:03:58.420Z</updated><title type='text'>Natal já é tabu</title><content type='html'>Desejar «Feliz Natal» — Merry Christmas, em inglês — começa a ser tabu nos EUA.&lt;a href=http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/12/031224_natalpc.shtml&gt;Ler em&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107230337867267574?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107230337867267574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107230337867267574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107230337867267574' title='Natal já é tabu'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107223090591037224</id><published>2003-12-24T01:48:00.002Z</published><updated>2003-12-24T02:04:49.263Z</updated><title type='text'>As consequências do voto</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Rebanho.jpg"  WIDTH="380" ALT="REUNIÃO" ALIGN="LEFT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;Quem votou no Durão Barroso e no Paulo Portas foram as ovelhas e os carneiros de Portugal. Na imagem, populares observam-nos à saída de um comício preparatório da votação. Não é razoável que me responsabilizem pelo acto inconsciente destes animais. &lt;br /&gt;Mas a verdade é que quem votou foram as ovelhas e os carneiros de Portugal e, agora, eu é que pago. Não é justo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107223090591037224?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107223090591037224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107223090591037224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107223090591037224' title='As consequências do voto'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107202941917664239</id><published>2003-12-21T17:55:00.000Z</published><updated>2003-12-24T02:08:32.890Z</updated><title type='text'>Uma câmara de vigilância tira misteriosa fotografia de fantasma em castelo britânico</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;I&gt;Uma misteriosa fotografia, de uma pessoa vestida em trajes da época, fechando uma porta do castelo de Hampton Court, captada por uma câmara de vigilância, relançou este sábado na imprensa o debate sobre se existe ou não um fantasma nessa antiga residência do rei Henrique VIII da Inglaterra. Fantasma, publicidade, um turista apressado, são hipóteses em aberto.&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia, pouco nítida, mostra uma silhueta usando um longo casaco do século XV, fechando uma porta do castelo, situado na zona sudoeste de Londres, onde morreu a terceira mulher do rei. Em várias ocasiões, os guardas do recinto tinham ficado intrigados com essa porta, que às vezes se abria inexplicavelmente.&lt;br /&gt;"Fiquei arrepiado ao ver as imagens da câmara de vigilância que mostravam essa silhueta usando um casaco da época. Foi algo terrível porque o rosto não tinha aspecto humano", disse um dos guardas.&lt;br /&gt;Ao ser interrogado pelo Daily Telegraph, o professor Richard Wiseman, da Universidade de Hertforsdhire (zona norte de Londres) disse que "ou se trata de um golpe publicitário para atrair mais visitantes, o que não acredito, ou se trata simplesmente de um turista que quis fechar a porta".&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/GERMANY-HALLOWEEN-PUMPKI-67.jpg"  WIDTH="300" ALT="REUNIÃO" ALIGN="LEFT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para The Sun, pelo contrário, pode ser efectivamente o fantasma de Henrique VIII (1491-1547).&lt;br /&gt;Terry O'Sulliban, &lt;b&gt;"especialista em fantasmas"&lt;/b&gt; do Colégio britânico de Parapsicologia, assinalou que "durante o período de Hallowenn, a aparição de fantasmas é mais frequente. "é o momento em que o véu entre o nosso mundo e o outro mundo é mais fino. Parece-me perfeitamente possível que se trate do fantasma de Henrique VIII", assegurou.&lt;br /&gt;E você? Aposta em que? Fantasma? Turista? Publicidade? Ou é apenas o tabloide The Sun a querer vender mais jornais? Por cá os jornais ainda não nos vendem fantasmas. Vão fabricando pequenos escândalos, polémicas entre gente reles e idiota, e vão divulgando a verborreia do Durão, do Portas e da rapaziada sua seguidora. Também aproveitam e vão vendendo livros, copos, faqueiros e outros objectos de fancaria. É o mercado da informação, a sociedade da informação à portuguesa, a todo o vapôr.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107202941917664239?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107202941917664239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107202941917664239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107202941917664239' title='Uma câmara de vigilância tira misteriosa fotografia de fantasma em castelo britânico'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107194248113194619</id><published>2003-12-20T17:47:00.000Z</published><updated>2003-12-20T17:48:56.170Z</updated><title type='text'>O discurso</title><content type='html'>O Governo só transmitiu uma imagem de actividade -  até frenética - enquanto andou, em coro, a fazer o discurso da tanga e juras públicas de coragem.&lt;br /&gt;Esgotado o discurso, aumentado o déficite, parado e mais desorganizado o país, veio à tona o vazio político e a ignorância em que este Governo se senta.&lt;br /&gt;Resta saber se vamos sofrer-lhe as consequências durante uma longa legislatura.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107194248113194619?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107194248113194619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107194248113194619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107194248113194619' title='O discurso'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107194173540112975</id><published>2003-12-20T17:33:00.000Z</published><updated>2004-01-02T22:34:12.810Z</updated><title type='text'>Mas que grande peru!</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Grande peru.jpg"  WIDTH="322" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;Trinca aí, oh magala! É de plástico, mas do bom!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107194173540112975?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107194173540112975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107194173540112975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107194173540112975' title='Mas que grande peru!'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107185940297429978</id><published>2003-12-19T18:38:00.000Z</published><updated>2003-12-19T18:56:42.733Z</updated><title type='text'>O futuro da educação</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Como sabem, decorre em França um debate sobre o Futuro da educação (ver m. post de 4.12). Independentemente do apuramento de possíveis conclusões ou consensos, uma das coisas que me interessam é observar a participação ou não participação da população. Julgo que a democracia passa também por estas oportunidades de dar opinião. Que conclusões já se podem tirar neste momento?&lt;br /&gt;O debate iniciado em 17 de Novembro teve para já a participação de cerca de um milhão de participantes. O debate segue a par, em presença, isto é, face a face e na Internet. &lt;br /&gt;Registo aqui a diferença entre as mudanças pensadas, inteligentes, debatidas, participadas e planeadas, e os gestos tontos, desorganizados e autoritários dos mini-ditadores, ignorantes e patetas que em bicos dos pés nos querem governar. E não me esqueço que a França tem um governo de direita. Pelos vistos a direita não é obrigatoriamente sempre estúpida, autoritária e pateta como o é a actual direita no poder em Portugal.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já houve cerca de um milhão de pessoas a dar a sua opinião", afirma Claude Thélot coordenadora deste debate nacional. A maioria dos debates ocorreu nos estabelecimentos de ensino e nas autarquias. Os debates "tiveram em média cerca de cinquenta pessoas cada um", informou Thélot.&lt;br /&gt;A coordenadora do debate diz estar surpreendida porque o tema dominante nas discussões tem sido o de saber como fazer os alunos trabalhar com mais eficácia. Por ordem de importância vem a seguir o tema da violência nas escolas e a indisciplina. Destaca-se também o interesse em encontrar respostas para os problemas de integração de muitos alunos e o papel dos pais e associações na escola. Finalmente tem sido discutida a forma de construir uma escola para todos com conhecimentos comuns durante o período de escolaridade obrigatória.&lt;br /&gt;Muitas destas discussões têm-se realizado na Internet, tendo sido recolhidas 29.545 contribuições nos 24 fóruns colocados à disposição do público. Para além destes já foram também recebidos 6.799 contributos espontâneos não registados nos Fóruns.&lt;br /&gt;"A discussão tem trazido coisas novas, não consensos mas uma escuta dos outros e um aprofundamento dos temas", declarou M. Thélot.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107185940297429978?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107185940297429978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107185940297429978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107185940297429978' title='O futuro da educação'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107183398318490345</id><published>2003-12-19T11:37:00.000Z</published><updated>2003-12-20T17:32:26.856Z</updated><title type='text'>A propósito dos crimes políticos</title><content type='html'>O mais fácil é atirar pedras aos vencidos. Mais difícil é criticar e opor-se aos criminosos enquanto estão no poder. Agora é fácil bater em Saddam que derrubado e preso, perdeu a capacidade de cometer mais crimes. &lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/hussein.tz"  WIDTH="100" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt; &lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Sharon.jpg"  WIDTH="100" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;O que é difícil é bater, por exemplo, em Sharon que continua no poder e a cometer as maiores barbaridades e crimes de toda a espécie.&lt;br /&gt;Quando Saddam estava no auge do seu poder os americanos e europeus tinham com ele uma relação carinhosa e reverente. Faziam negócios e vénias e vendiam-lhe todas as armas que podiam. Era só amizade, amor, cumplicidade. Beijos na boca. Agora que caiu em desgraça espreitam-lhe as cáries. E batem. E receitam-lhe a morte… Antes que fale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107183398318490345?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107183398318490345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107183398318490345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107183398318490345' title='A propósito dos crimes políticos'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107142384328905581</id><published>2003-12-14T17:42:00.000Z</published><updated>2003-12-14T17:44:52.560Z</updated><title type='text'>Estudante palestiniana assassinada</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;I&gt;O exército israelita matou uma estudante palestina, de 20 anos de idade, no Sábado, na Cisjordânia.&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Soldados israelitas de um posto de vigilância mataram a tiros na manhã de sábado uma estudante palestina que se dirigia para a Universidade de Nablus, na Cisjordânia, revelaram fontes médicas e da segurança palestina.&lt;br /&gt;Kamleh Al Chuli, de 20 anos, recebeu dois tiros no peito quando os soldados israelitas dispararam contra o carro em que a jovem seguia para as aulas na Universidade Al Najah de Nablus. Os outros ocupantes do carro saíram ilesos.&lt;br /&gt;Com mais este assassínio, chega a 3.643 o número de mortos desde o início da actual Intifada, no final de Setembro de 2000, sendo 2.723 palestinianos e 854 israelitas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107142384328905581?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107142384328905581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107142384328905581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107142384328905581' title='Estudante palestiniana assassinada'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107107332621581050</id><published>2003-12-10T16:21:00.000Z</published><updated>2003-12-10T16:23:23.890Z</updated><title type='text'>Guerrilha antiamericana dividida em torno de Saddam Hussein</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;I&gt;A guerrilha antiamericana está muito dividida entre partidários e adversários do ex-presidente Saddam Hussein, mas os seus membros realizam operações idênticas, que já deixaram um saldo de quase 200 soldados americanos mortos no Iraque, com o objectivo de acabar com a ocupação.&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo processo de investigação da AFP, as pessoas entrevistadas explicaram que os combatentes se dividem em três correntes: &lt;br /&gt;a primeira composta por partidários de Saddam; &lt;br /&gt;a segunda por islamitas;&lt;br /&gt;a terceira por nacionalistas que reúnem membros do partido Baath contrários a Saddam, assim como militares, 'nasserianos' (partidários do falecido ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser) e outros defensores da ideologia pan-árabe.&lt;br /&gt;"Não há coordenação, mas também não é o caos: as operações cruzam-se. Cada grupo mantém a sua identidade. Apesar das diferenças nas motivações, os ataques e o terreno para as operações são os mesmos", afirmou Abu Mohamad, chefe de uma tribo do oeste do país que está envolvido na resistência pró-Saddam.&lt;br /&gt;Segundo ele, no que diz respeito à primeira corrente é Saddam Hussein quem dá as instruções e os que as executam devem encontrar os meios para  realizá-las". Mohamad explica que os combatentes são membros do partido Baath, ex-membros dos serviços de inteligência e milicianos do antigo regime.&lt;br /&gt;De acordo com Abu Mohamad o grupo favorável a Saddam é o mais numeroso e o melhor organizado, mas não foi possível comprovar as suas afirmações. &lt;br /&gt;"Temos a maior capacidade de acção e damos maior importância aos ataques de qualidade. Temos capacidade para efectuar operações com 60 e 70 pessoas", diz.&lt;br /&gt;Os islamitas e os nacionalistas negam essas afirmações.&lt;br /&gt;Porém, é certo que os partidários de Saddam possuem um espaço no portal da Internet "Al Muharer" (o libertador), que já divulgou 18 comunicados  atribuídos ao partido Baath, o último deles no dia 1º de Dezembro, e disponibiliza um balanço semanal dos ataques.&lt;br /&gt;Ex-professor de 'Sharia' (lei islâmica) na Universidade de Bagdá, Hariss  al-Dari, personalidade tribal sunita em Abu Gharib (oeste), afirma que os resistentes islamitas são contrários a Saddam porque ele os perseguiu. Além disso, acusa os americanos de aumentar o papel dos pró-Saddam para relacionar a guerrilha ao terrorismo.&lt;br /&gt;"A resistência islamita faz o seu recrutamento nas mesquitas. Não precisa de muito financiamento porque os seus militantes são voluntários, as armas estão disponíveis e a população dá-lhes abrigo", acrescentou.&lt;br /&gt;Um dirigente islamita da guerrilha, que pediu para não ser identificado,  disse que uma parte pequena dos fundamentalistas coordena a sua acção com Saddam porque, do ponto de vista religioso, ele é o tutor do país e como Chefe de Estado convocou a Jihad (guerra santa). A fonte acrescentou que a coordenação é necessária, especialmente, no que diz respeito ao fornecimento de armas.&lt;br /&gt;A terceira corrente, os nacionalistas, recusa qualquer cooperação com o  ex-ditador, mas aceita-a, a nível local, com os islamitas, informa Abu Hazem, membro deste grupo de guerrilha. Todos os membros desse grupo acusam o antigo regime de ter entregue o país aos americanos sem luta.&lt;br /&gt;Para Abu Hazem, esta guerrilha é composta, em especial, por militantes do Baath decepcionados com Saddam Hussein e por militares que acusam o  ex-presidente de tê-los humilhado.&lt;br /&gt;A ideologia das três correntes é diferente. Se os partidários de Saddam  combatem para o regresso do seu "herói" ao poder, os islamitas consideram que as tropas de ocupação são "infiéis na terra islâmica que devem ser combatidos", enquanto os nacionalistas consideram que se trata de uma guerra de libertação.&lt;br /&gt;Além disso, os objectivos também são diferentes. Se todos combatem as forças americanas, os pró-Saddam consideram que também é preciso "lutar contra tudo o que possa reforçar a ocupação como a polícia e os interpretes, pois sem eles o ocupante torna-se cego", afirma Abu Mohamad.&lt;br /&gt;Mohamad reivindica a autoria do atentado contra a sede da ONU em Bagdá, que causou a morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Os pró-Saddam também afirmam, na sua página na Internet, que cometeram o atentado contra a Cruz Vermelha "vinculada à CIA".&lt;br /&gt;Por outro lado, os islamitas opõem-se ao assassinato deliberado de inocentes, iraquianos ou não iraquianos, muçulmanos e não muçulmanos", afirma al-Dari. &lt;br /&gt;Os nacionalistas, segundo Abu Hazem, consideram que "é preciso educar a  população, tentando derramar a menor quantidade de sangue possível, que não é preciso relacionar-se com o inimigo".&lt;br /&gt;As três tendências minimizam o papel dos wahabitas ou dos combatentes  árabes, mas não negam a sua presença na luta contra os americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: AFP&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107107332621581050?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107107332621581050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107107332621581050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107107332621581050' title='Guerrilha antiamericana dividida em torno de Saddam Hussein'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107101507179620059</id><published>2003-12-10T00:10:00.000Z</published><updated>2003-12-10T00:11:56.716Z</updated><title type='text'>Medicamentos devem ser declarados "bem público mundial"</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;I&gt;Participantes do Fórum Social Europeu (FSE), pediram que os medicamentos sejam declarados "bem público mundial" para diminuir o consumo excessivo dos países ricos estimulado pelas empresas farmacêuticas e pôr fim às dificuldades de acesso das nações pobres.&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatia dos medicamentos nos gastos de saúde não pára de crescer nos países industrializados, onde os laboratórios conseguiram "criar novas necessidades", criticou Valérie Van Belle, da Aliança Nacional dos Segurados Cristãos, que cobre metade da população belga.&lt;br /&gt;"A bulimia de medicamentos por parte dos países desenvolvidos já não é considerada como um progresso", apontou Omax Brixi, da Federação de Segurados da França (FMF), que propôs "uma avaliação sistemática e independente da utilidade dos medicamentos".&lt;br /&gt;Em contrapartida, nos países em desenvolvimento, "quase metade da população não tem acesso a eles", afirmou Jean-Pierre Unger, do Fórum Social Belga, que avaliou esta situação como "uma autêntica bomba social".&lt;br /&gt; O preço dos medicamentos é a maior causa deste fenómeno. A Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em Doha (Qatar) em 2001, tinha aceite a supremacia da saúde sobre as patentes farmacêuticas.&lt;br /&gt;   "… é uma primeira etapa, mas não ganhamos a guerra", declarou Gaélle Krikorian, da Act-Up Paris, acrescentando que é necessário "simplificar" a solução proposta pelo acordo sobre o acesso aos remédios aprovado no final de Agosto por 146 países da OMC.&lt;br /&gt; As dificuldades para conseguir medicamento é especialmente evidente na África. Dos 40 milhões de pessoas que vivem com o vírus da SIDA no mundo, 70% são africanos e menos de 1% tem acesso a uma multiterapia, ressaltou o cientista camaronês Fred Eboko.&lt;br /&gt;No Brasil, graças à produção de medicamentos genéricos desenvolvidos por um laboratório do Governo, 130.000 pessoas tiveram acesso gratuito à triterapia, lembrou o sindicalista francês Laurent Ziegelmeyer. "Saúde e educação são bens da civilização e podem ser defendidos apenas à escala mundial", afirmou Verschave.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107101507179620059?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107101507179620059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107101507179620059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107101507179620059' title='Medicamentos devem ser declarados &quot;bem público mundial&quot;'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107101227176052231</id><published>2003-12-09T23:22:00.000Z</published><updated>2003-12-10T00:37:45.403Z</updated><title type='text'>Na Guatemala 48% dos menores de 5 anos sofrem de desnutrição </title><content type='html'>A desnutrição crónica na Guatemala afecta 48% das crianças menores de 5 anos. A representante da Unicef para a Guatemala, Glady Acosta, denunciou à imprensa que a infância e a adolescência "estão em condições de desvantagem e marginalização", apesar de corresponderem a 48% (5,3 milhões) do total da população de 11,2 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;div align=center&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/A Familia-Tarsila do Amaral.jpg"  WIDTH="300" ALT="REUNIÃO" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br&gt;A Família&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acosta disse que a taxa de mortalidade infantil é de 44 para cada mil nascidos vivos, eleva-se a 59 entre menores de cinco anos e  na área rural é de 48 para cada mil nascidos vivos.&lt;br /&gt;Segundo Acosta, as crianças de entre 6 e 9 anos apresentam um atraso no crescimento por causa da fome.&lt;br /&gt;De acordo com o Unicef, na área da educação, apenas 41% das crianças concluíram o nível básico em 2001 e 40% não chegaram a concluir esta etapa.&lt;br /&gt; Todos os candidatos às próximas eleições fizeram promessas de combate à pobreza. Estas promessas correspondem aos ciclos eleitorais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107101227176052231?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107101227176052231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107101227176052231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107101227176052231' title='Na Guatemala 48% dos menores de 5 anos sofrem de desnutrição '/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107088868955872179</id><published>2003-12-08T13:04:00.000Z</published><updated>2003-12-08T13:05:33.076Z</updated><title type='text'>México: droga pedagógica</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;I&gt;A Procuradoria mexicana prendeu, no dia 4 de Dezembro, um professor que vendia droga aos seus alunos e colegas.&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Procuradoria Geral do México (PGR) prendeu, no dia 4 de Dezembro, um professor de 35 anos, que vendia cocaína aos seus alunos numa escola secundária da cidade de La Paz (Noroeste). Outros professores também compravam cocaína ao mestre detido.&lt;br /&gt;O professor Gonzalo Jiménez, que dava aulas de biologia na escola &lt;br /&gt;secundária de La Paz (Baixa Califórnia), foi detido com 50 gramas de cocaína dividida em pequenos envoltórios, já prontos para serem vendidos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107088868955872179?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107088868955872179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107088868955872179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107088868955872179' title='México: droga pedagógica'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107088812973635141</id><published>2003-12-08T12:54:00.000Z</published><updated>2003-12-08T12:57:54.513Z</updated><title type='text'>Violência governamental no Haiti</title><content type='html'>&lt;b&gt;Confrontos na Universidade do Haiti fazem 25 feridos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Um ataque de grupos ligados ao governo contra a Faculdade de Ciências Humanas de Porto Príncipe fez, no dia 5 de Dezembro, 25 feridos, a maioria estudantes e professores da universidade, revelaram as rádios da capital haitiana.&lt;br /&gt;A acção dos militantes pró-governo, que utilizaram armas de fogo, paus e pedras, feriu inclusivamente o reitor da Universidade Estatal do Haiti, Pierre Marie Paquiot, que ficou com as pernas partidas, e o vice-reitor, Wilson Laleau.&lt;br /&gt;Segundo Leleau, quatro estudantes foram feridos à bala durante os  incidentes.&lt;br /&gt;A faculdade foi saqueada e vários veículos da instituição queimados. Dois jornalistas que cobriam o incidente foram agredidos à paulada.&lt;br /&gt;O líder da oposição socialista Victor Benoit condenou o ataque e o  coordenador do grupo dos "184" (organização da sociedade civil e de empresários) André Apaid denunciou a "cumplicidade" da polícia.&lt;br /&gt;O inspector-geral da Polícia, Rudy Berthomieux, disse que havia "elementos armados infiltrados" entre os estudantes, que dispararam armas de fogo.&lt;br /&gt;É assim, o poder no Haiti. Quem critica come.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107088812973635141?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107088812973635141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107088812973635141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107088812973635141' title='Violência governamental no Haiti'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107056751026361721</id><published>2003-12-04T19:39:00.000Z</published><updated>2003-12-04T20:10:03.483Z</updated><title type='text'>Debate Nacional em França sobre o Futuro da Educação</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em França, foi lançado, a nível público, um "Debate Nacional sobre o Futuro da Escola".&lt;br /&gt; Para orientar o debate nacional foram levantadas 22 questões articuladas em torno de três capítulos:&lt;br /&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;1 - Definir as missões da escola; &lt;br /&gt;2 - Proporcionar sucesso educativo aos alunos;&lt;br /&gt;3 - Melhorar o funcionamento da escola.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Estudantes.jpg"WIDTH="322" ALT="Reunião" ALIGN="RIGHT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; As perguntas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Capítulo 1 - Definir as missões da Escola&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;1. Quais são os valores da Escola Republicana e como fazer para que a sociedade os reconheça? &lt;br /&gt;2. Quais devem ser as missões da escola, no momento da construção europeia e para os decénios que se seguem?&lt;br /&gt;3. Para que tipo de igualdade deve tender a escola?&lt;br /&gt;4. Dever-se-á partilhar de uma outra forma a educação entre a juventude e os adultos e incluir o mundo do trabalho?&lt;br /&gt;5. Que tronco comum de conhecimentos, competências e regras de comportamento, deverão adquirir prioritariamente os alunos em cada etapa da educação obrigatória?&lt;br /&gt;6. De que forma deverá a escola adaptar-se à diversidade dos alunos?&lt;br /&gt;7. De que forma melhorar o reconhecimento e a organização da via profissional?&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Capítulo 2 - Proporcionar sucesso educativo aos alunos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;8. De que forma motivar e fazer trabalhar mais eficazmente os alunos?&lt;br /&gt;9. Quais deverão ser as funções e as modalidades de avaliação, da avaliação contínua e dos exames?&lt;br /&gt;10. De que forma organizar e melhorar a orientação dos alunos?&lt;br /&gt;11. De que forma preparar e organizar a entrada no ensino superior?&lt;br /&gt;12. De que forma podem os pais e os parceiros educativos, exteriores à escola, contribuir para o sucesso educativo dos alunos?&lt;br /&gt;13. De que forma se deverá orientar os alunos com dificuldades de aprendizagem?&lt;br /&gt;14. De que forma escolarizar os alunos deficientes ou com incapacidades graves?&lt;br /&gt;15. De que forma combater eficazmente a violência e a indisciplina?&lt;br /&gt;16. Que relações estabelecer entre os membros da comunidade educativa, em particular entre pais e professores e entre professores e alunos?&lt;br /&gt;17. De que forma melhorar a qualidade de vida dos alunos na escola?&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Capítulo 3 - Melhorar o funcionamento da escola&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;18. De que forma, em termos educativos, definir e repartir os papéis de responsabilidade do Estado e das colectividades territoriais?&lt;br /&gt;19. Dever-se-á dar autonomia aos estabelecimentos de ensino e acompanhá-los através de uma avaliação?&lt;br /&gt;20. De que forma deverá a escola utilizar melhor os meios/recursos postos à sua disposição?&lt;br /&gt;21. Dever-se-á redefinir as finalidades da escola?&lt;br /&gt;22. De que forma formar, recrutar e avaliar os professores e melhorar a organização da sua carreira?&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como vamos de debate em Portugal?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Agora, a moda, entre nós, é espadeirar a torto e a direito sem ouvir ninguém. Tomam-se medidas avulso, contraditórias e sem rumo. &lt;br /&gt;O Ministro da Educação limita-se a tomar medidas para agradar aos comentadores neoconservadores que ocupam jornais, rádios e televisões e são portadores de um senso comum doentiamente neoconservador. &lt;br /&gt;O Ministério da Educação é o 2º ministério com maior quebra no orçamento para 2004. Os orçamentos dos ministérios da Ciência e o da Cultura sofrem cortes. Mas os respectivos ministros dizem que os recursos são mais do que suficientes. São especialistas em fazer omeletas sem ovos! &lt;br /&gt;Entretanto, 79% da população activa portuguesa (dos 25 aos 65 anos) tem habilitações abaixo do 9º ano de escolaridade. Os empresários portugueses têm ainda, em média, qualificações mais baixas do que os trabalhadores. O fosso entre Portugal e os países europeus, os da Europa dos 25 e já não só dos 15, em matéria de níveis de escolaridade e de qualificação, é um abismo que não pára de crescer. A situação da educação em Portugal já não é apenas preocupante, é dramática. Mais dramática ainda porque os palermas que nos governam dizem que vai tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107056751026361721?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107056751026361721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107056751026361721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107056751026361721' title='Debate Nacional em França sobre o Futuro da Educação'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107056587263951358</id><published>2003-12-04T19:24:00.000Z</published><updated>2003-12-04T19:28:00.200Z</updated><title type='text'>Professores em greve na Estónia</title><content type='html'>&lt;b&gt; A greve mais importante na Estónia após o desaparecimento da União Soviética&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Os professores da Estónia realizaram ontem o maior movimento grevista, depois de o país ter saído da União Soviética em 1991.&lt;br /&gt;De acordo com o Presidente da Confederação dos Sindicatos Estoinianos da Educação, Toivo Roosimaa, cerca de 18.500 professores e educadores de infância paralisaram o trabalho, durante toda a jornada de ontem, reclamando aumentos salariais.&lt;br /&gt;As cerca de 150.000 crianças deste país de 1,4 milhões de habitantes foram afectados pelo movimento.&lt;br /&gt;"Esta foi, seguramente, a maior greve que a Estónia já conheceu", disse Toivo Roosimaa.&lt;br /&gt;"O facto de serem os intelectuais a organizar e a observar a greve mostra que há qualquer coisa de profundamente errado na nossa  sociedade" continuou ele.&lt;br /&gt;Cerca de três mil professores manifestaram-se pacificamente diante do Parlamento estoniano, empunhando pancartas e entoando cânticos populares.&lt;br /&gt;Os professores exigem que o seu salário de base seja aumentado para 7.362 coroas (470,5 euros). O salário médio de um professor é actualmente de 5.400 coroas (345 euros).&lt;br /&gt;O governo e os sindicatos não chegaram ainda a qualquer acordo.&lt;br /&gt;"A greve não juntará nada nem aos objectivos do governo nem aos salários dos professores", declarou o primeiro ministro Juhan Parts.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107056587263951358?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107056587263951358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107056587263951358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107056587263951358' title='Professores em greve na Estónia'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107054946694304974</id><published>2003-12-04T14:49:00.000Z</published><updated>2003-12-04T14:51:45.936Z</updated><title type='text'>Pobre e preguiçoso</title><content type='html'>Por causa destas questões do déficit, andam por aí alguns a comparar Portugal à Alemanha e à França. Não é de comparar. Eles são países grandes. Portugal é mesmo um País pequenino. Além de pequeno é pobre, pouco educado, desqualificado, ranhoso, choramingas … só é grande numa coisa, na preguiça e na desorganização pomposamente etiquetada de improviso. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107054946694304974?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107054946694304974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107054946694304974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107054946694304974' title='Pobre e preguiçoso'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107015503638085174</id><published>2003-11-30T01:14:00.000Z</published><updated>2003-11-30T01:31:50.513Z</updated><title type='text'>Soldados americanos matam duas meninas iraquianas</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Hussein+Qusai+Hamza.jpg"WIDTH="322" ALT="Reunião" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;(Hussein, Qusai e Hamza)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Duas crianças, Fátima, de 12 anos e Adra, de 10, foram mortas por soldados americanos, dia 27 de Novembro, na aldeia de Nahar Al Aswad. Fátima e Adra não voltarão à escola. Foram mortas enquanto Bush comia perú e galhofava estupidamente frente às câmaras de TV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas foram assassinadas Quinta-feira por tropas americanas na aldeia de Nahar Al Aswad (Rio Negro), a cerca de 80 quilómetros a norte de Bagdade.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação noticiam um a um os mortos norte-americanos no Iraque. 	Mas os mortos iraquianos são ocultados da opinião pública. Como Fátima e Adra. Ao princípio da tarde de Sexta-feira já estavam enterradas e o único sinal que delas restava era um charco de sangue sob um arbusto.&lt;br /&gt;"Aqui morreu Adra e uns metros mais além, entre as canas, encontrámos o corpo de Fátima, com a cabeça desfeita e feridas no ventre e nas pernas. Sem dúvida tentou esconder-se", afirmou Hussein, um tio das meninas rodeado pelos dois irmãos das crianças. Qusai, de 19 anos, e Hamza, de 8.&lt;br /&gt;Apenas uma estrada separa a casa dos Ali do antigo aeroporto Ibn Firnas, agora convertido em base dos Estados Unidos. Às quatro da tarde de Quinta-feira, uma coluna de blindados passou diante da aldeia. Minutos depois, um dos carros regressou e escutaram-se três rajadas de metralhadora em direcção à zona onde estavam as irmãs, a quem a sua mãe tinha mandado recolher alguma lenha. "Tentámos aproximar-nos, mas cercaram as nossas casas e apontaram-nos as armas para nos impedir de sair. A minha cunhada gritava para que a deixassem ir buscar as meninas, que estariam assustadas e não voltariam se não escutassem a sua voz. Depois, disseram que estavam à procura de homens armados e, quando olharam para a Fátima, uma mulher de uniforme perguntou a um soldado negro: Onde estão? Era isto o que procurávamos?"&lt;br /&gt;Às oito da noite, os militares retiraram-se e levaram consigo Fátima, que morreu no hospital perto da cidade de Baquba. Apesar da proibição de circular de noite, os vizinhos saíram à procura de Adra. Quando a encontraram estava morta à várias horas. "Se nos tivessem deixado socorrê-las antes, talvez alguma se pudesse ter salvo", disse o seu tio.&lt;br /&gt;Ontem pela manhã, a polícia iraquiana entregou os cadáveres à família. O funeral converteu-se numa manifestação de protesto contra os EUA no Iraque.&lt;br /&gt;Os Ali são camponeses e têm uma horta de quatro hectares junto à estrada. Desde o primeiro momento, as relações com os seus novos vizinhos foram conflituosas.&lt;br /&gt;Há três meses, Hassan, o pai das meninas, foi preso pelas tropas dos EUA. Até agora a sua esposa ignora o seu paradeiro. Ninguém pode comunicar com ele e ninguém sabe de que o acusam.&lt;br /&gt;Ontem, interrogado por El País, o oficial de relações públicas da base recusou-se a informar sobre o que tinha acontecido alegando que estava "sob investigação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: El País&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107015503638085174?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107015503638085174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107015503638085174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#107015503638085174' title='Soldados americanos matam duas meninas iraquianas'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-107002330922731976</id><published>2003-11-28T12:41:00.000Z</published><updated>2003-11-28T12:42:22.373Z</updated><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>Desde o dia 19 que navego pelo mundo. Hoje tive este acesso. Volto em breve. O RioAcima não está esquecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-107002330922731976?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107002330922731976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/107002330922731976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#107002330922731976' title='Ausência'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106926173970117093</id><published>2003-11-19T17:08:00.000Z</published><updated>2003-11-19T17:09:49.500Z</updated><title type='text'>Assassinado um representante do Ministério da Educação no Iraque</title><content type='html'>Vários homens armados assassinaram o representante local do Ministério da Educação iraquiano na província de Diwaniyah, no sul do Iraque, indicou esta terça-feira um dirigente iraquiano.&lt;br /&gt;A vítima, de 60 anos, "foi atingida por três balas diante da sua casa na noite de segunda-feira", dia 17, afirmou Ziad al-Jalidi, um chefe tribal local, acrescentando que o representante foi enterrado esta terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106926173970117093?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106926173970117093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106926173970117093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106926173970117093' title='Assassinado um representante do Ministério da Educação no Iraque'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106924021281476375</id><published>2003-11-19T11:09:00.000Z</published><updated>2003-11-19T11:10:37.390Z</updated><title type='text'>Um painel de especialistas lamenta a ignorância dos EUA acerca do mundo</title><content type='html'>&lt;b&gt;Um painel de destacados especialistas políticos e educadores censurou "a ignorância dos Estados Unidos acerca do mundo", argumentando que a resistência dos americanos em estudar civilizações e culturas estrangeiras é uma ameaça à segurança nacional.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acreditamos firmemente que os acontecimentos de 11 de setembro de 2001  constituíram um despertador, uma advertência de que a ignorância dos Estados Unidos sobre o mundo é agora um risco nacional", assinalou o grupo, encabeçado pelo ex-secretário da Educação Richard Riley e pelo ex-senador Paul Simon.&lt;br /&gt;O relatório destaca que a brecha que separa os americanos do resto do mundo se tornou particularmente evidente naquele dia trágico, quando a maioria deles se viu forçada a interrogar-se: "de onde veio isto?", "como é que alguém nos quis fazer isto?".&lt;br /&gt;A resposta é que os americanos são muito "ignorantes" sobre o Médio Oriente e sofrem de "uma falta de conhecimento geral" sobre o mundo, indicaram os especialistas.&lt;br /&gt;Censuraram também o facto de alguns americanos pensarem que falar apenas inglês é "um motivo de orgulho nacional em vez de uma vergonha".&lt;br /&gt;"Estamos a colocar-nos desnecessariamente a nós mesmos em risco, devido à nossa ignorância do mundo e à nossa teimosia em nos restringirmos ao idioma inglês", adiantaram.&lt;br /&gt;"Não podemos continuar sendo prósperos e seguros se não entendermos as palavras e acções dos nossos vizinhos internacionais", concluíram.&lt;br /&gt;Fonte: AFP&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106924021281476375?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106924021281476375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106924021281476375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106924021281476375' title='Um painel de especialistas lamenta a ignorância dos EUA acerca do mundo'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106911112797710006</id><published>2003-11-17T23:16:00.000Z</published><updated>2003-11-17T23:34:58.000Z</updated><title type='text'>Impor a democracia à força da bala</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Bagdad-Carro bomba.jpg"WIDTH="322" ALT="Reunião" ALIGN="RIGHT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia dos neoconservadores é: bombardear o país, matar o tirano, fazer eleições e esperar que o povo abrace a democracia e fique alegre e contente. E depois, eles, os neoconservadores, farão crescer a economia e ganharão muito dinheiro. E no meio de muita alegria, e muito tocar de flautas, o povo esquecerá destruições, feridos e mortos, lamberá as feridas e baterá palmas aos "libertadores" passando a viver pobre na sua simplicidade primitiva, mas muito feliz para sempre.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O pior é quando o povo não está pelos ajustes e desata à cacetada nos "libertadores".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106911112797710006?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106911112797710006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106911112797710006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106911112797710006' title='Impor a democracia à força da bala'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106909911006281312</id><published>2003-11-17T19:57:00.000Z</published><updated>2003-11-17T23:38:18.653Z</updated><title type='text'>Obediências. O povinho para o Iraque.</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/policias.jpg"WIDTH="352" ALT="Reunião" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush manda. Durão cumpre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106909911006281312?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106909911006281312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106909911006281312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106909911006281312' title='Obediências. O povinho para o Iraque.'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106909895149286612</id><published>2003-11-17T19:55:00.000Z</published><updated>2003-11-17T19:56:44.200Z</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Regresso a Italia.jpg"WIDTH="352" ALT="Reunião" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Regresso a Itália. &lt;br /&gt;Porque tem de ser sempre, o Povo a pagar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106909895149286612?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106909895149286612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106909895149286612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106909895149286612' title='Regresso'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106900530831214772</id><published>2003-11-16T17:53:00.000Z</published><updated>2003-11-17T19:55:00.890Z</updated><title type='text'>Investimento</title><content type='html'>&lt;b&gt;O Governo tem passado a mensagem de que o nosso ensino superior é demasiado caro.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o nosso investimento, por aluno do ensino superior, no quadro da OCDE?  &lt;br /&gt;Os países da OCDE, gastam em média, com cada aluno do ensino superior 11.109 dólares. Portugal gasta, em média, com cada aluno do ensino superior 4.766 dólares. Ou seja, Portugal investe em cada aluno apenas 43% do que investe a média dos países da OCDE. Não chega a metade! E ainda dizem que é caro. Que são indispensáveis as propinas…&lt;br /&gt;É evidente que nos países da OCDE os Governos têm capacidade e vontade para recolher os impostos da maioria e não apenas dos trabalhadores por conta de outrem. A diferença está aí.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106900530831214772?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106900530831214772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106900530831214772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106900530831214772' title='Investimento'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106885665687482771</id><published>2003-11-15T00:36:00.000Z</published><updated>2003-11-15T00:39:14.496Z</updated><title type='text'>Violência</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Wissam Sulaiman-iraquiano10.jpg"WIDTH="300" ALT="Reunião" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt; &lt;br /&gt;Autor: Wissam Sulaiman, iraquiano, 10 anos. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106885665687482771?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106885665687482771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106885665687482771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106885665687482771' title='Violência'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106885437712973936</id><published>2003-11-14T23:58:00.000Z</published><updated>2003-11-14T23:59:57.500Z</updated><title type='text'>Coragem estúpida</title><content type='html'>Coragem estúpida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo, a propósito de tudo e de nada, invoca a coragem. Passa o tempo a afirmar a sua coragem. Mas bater constantemente com a cabeça nas paredes, não é um acto de coragem. É uma mera manifestação de estupidez.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106885437712973936?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106885437712973936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106885437712973936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106885437712973936' title='Coragem estúpida'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106868368721350361</id><published>2003-11-13T00:28:00.000Z</published><updated>2003-11-13T00:37:58.143Z</updated><title type='text'>Um professor de Oxford foi suspenso por recusar um aluno israelita</title><content type='html'>&lt;b&gt;A Universidade de Oxford suspendeu um professor acusando-o de discriminação em relação a um aluno israelita, informa a AFP citando o Daily Telegraph.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Calma na Bolivia.jpg"WIDTH="300" ALT="Reunião" ALIGN="LEFT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;O professor, Andrew Wilkie, foi suspenso por dois meses, com perda de salário, depois de ter informado Amit Duvshani, de 26 anos, que "estava fora de questão aceitar no seu curso qualquer pessoa que tivesse servido no exército de Israel".&lt;br /&gt;Num email enviado pelo professor ao aluno, o professor Wilkie afirma que tem um "enorme problema" face às violações dos direitos humanos cometidos pelos israelitas contra os Palestinianos "porque eles apenas sonham viver na sua própria terra". "Está fora de questão eu aceitar qualquer um que tenha servido no exército israelita", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106868368721350361?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106868368721350361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106868368721350361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106868368721350361' title='Um professor de Oxford foi suspenso por recusar um aluno israelita'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106831793705892580</id><published>2003-11-08T18:57:00.000Z</published><updated>2003-11-08T19:07:03.916Z</updated><title type='text'>A democratização do Iraque continua</title><content type='html'>&lt;b&gt;Iraquiano finalmente livre&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Bagdad-Carro bomba.jpg"WIDTH="270" ALT="Reunião" ALIGN="LEFT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt; &lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Iraquiano finalmente livre.jpg"WIDTH="280" ALT="Reunião" ALIGN="RIGHT" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106831793705892580?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106831793705892580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106831793705892580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106831793705892580' title='A democratização do Iraque continua'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106816525056496852</id><published>2003-11-07T00:19:00.000Z</published><updated>2003-11-07T00:51:15.300Z</updated><title type='text'>As Pessoas em Primeiro - só depois a produção</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/ketama.jpg"WIDTH="300" ALT="Reunião" ALIGN="RIGHT"="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para situar a educação e o ensino numa perspectiva de cidadania, no contexto político actual da globalização e da ideologia neoliberal que a sustenta, construída a partir de uma subjectividade colectiva de exclusão sem culpa, temos imensos desafios a serem enfrentados no plano ético-político, epistemológico, teórico e da praxis. Estes desafios tornam-se maiores em sociedades como a portuguesa cuja classe dirigente tem como projecto político-social, como única alternativa, a globalização com exclusão social, ainda que disfarçada pelo discurso retórico.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, um dos aspectos que me torna a vida mais amarga, neste fim de século, no campo da chamada esquerda, é a capitulação sucessiva de muitos intelectuais no plano ético e político. Aguentar-se de forma lúcida e sem transigências é um desafio crucial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educar, hoje, pressupõe que seja do senso comum que as relações capitalistas são incapazes, pela sua própria natureza, de corresponder minimamente ao conjunto de direitos fundamentais de todos os seres humanos, a começar pelo direito a uma vida de que a dignidade não esteja ausente, à saúde, à educação, à habitação, ao emprego, ao subsídio de desemprego, lazer, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como o capitalismo, na sua fase mais avançada de desenvolvimento científico e tecnológico - ou seja, de desenvolvimento das forças produtivas -, refaz as suas taxas de lucro através da exclusão dos direitos mínimos de dois terços da humanidade, mostra, de forma empírica, a sua natureza anti-social. Hoje, só não vê quem não quer: sob o capitalismo não há futuro para milhões de seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que consideramos o avanço da ciência e da tecnologia como um dos maiores bens das sociedades humanas. O que está em causa nas nossas sociedades não é o industrialismo em si mesmo. Não defendemos o regresso às cavernas. O que pomos em questão é o industrialismo sem alma que exclui do trabalho, do prazer e da vida, milhões de seres humanos. O desafio que temos pela frente, e que tem de ser caro aos educadores e professores, é o de contribuir para que se construa um outro industrialismo que tenha como objectivo primordial responder às necessidades do conjunto da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos permanentemente desafiados a contribuir para criar uma escola nova que contribua para a igualdade e a justiça social. Olhamos a escola que temos, os problemas que nos coloca e cada vez mais nos convencemos que é impossível alterá-la fora do contexto de outras alterações da política e da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena criar ou viver de ilusões. Não seremos capazes de criar uma escola e processos de formação técnica e profissional que sirvam as pessoas, se não formos capazes de romper com uma prática política fomentadora da exclusão social, da desigualdade e portanto antidemocrática. Todos os que defendem uma escola para todos, a começar pelas organizações de professores, têm hoje pela frente, cada vez mais, este desafio da política. Mais do que defender os pequenos interesses corporativos, importa que se realize o grande combate político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarefa prioritária é, pois, de afirmar e defender os valores de uma efectiva igualdade, qualidade para todos, solidariedade, ampliação da esfera pública democrática por oposição à liberdade e qualidade apenas para alguns, reguladas pelo mercado e pelas perspectivas do individualismo e do privativismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Saddi, líder sindical dos professores de S. Paulo, no Brasil, na sua tese de mestrado (1996) questiona a ideia do senso comum, segundo a qual, 'a formação teórica dos educadores seria algo secundário ou algo reservado a uns poucos intelectuais que se dedicam à pesquisa'. Defende, sem por em causa a importância da função formativa da prática, que sem uma sólida formação teórica reduz-se a possibilidade do educador fazer uma análise histórica, para entender a estrutura das relações sociais vigentes, e de propor projectos alternativos, definindo dentro deles o papel do educador e dos processos de formação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência dessa formação teórica, a perspectiva estratégica desaparece e o que resta é apenas o activismo político estéril. Sobre a mesma questão o professor G. Frigotto afirma que 'no plano da construção do conhecimento, a perda da perspectiva teórica e epistemológica tende a reduzir a formação e a prática do educador a uma dimensão puramente técnica ou didáctica'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos então afirmar que é por possuir conhecimento teórico que o educador, no campo da formação, apreende os saberes que os alunos construíram a partir do senso comum e das suas experiências e práticas sociais, lúdicas e culturais, e é partindo desta realidade que o educador organiza e programa técnica e didacticamente os diferentes conteúdos e práticas de ensino não dualistas, não fragmentários, mas globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande risco que hoje corremos é o de cair em práticas fragmentárias. Com tais práticas, acabamos por ocultar ou até justificar a alienação do capitalismo actual. A incapacidade de entender os fenómenos, em termos globais, e de se agarrar a fragmentos da realidade é possivelmente,hoje, uma das maiores fragilidades da esquerda. Não é difícil verificar como os próprios sindicatos, a pretexto de reivindicações parcelares e corporativas, caiem com frequência em discursos, práticas e reivindicações conservadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da formação técnicoprofissional estamos perante grandes desafios. Não é fácil criar alternativas. Face ao desemprego galopante e a estruturas educacionais provocadoras de segregação social, podemos cair muito facilmente no activismo ou no pragmatismo. Podemos mesmo cair - perante as reivindicações do senso comum das classes populares - em 'soluções' de requalificação oferecidos pelo poder dominante. Podemos também cair em alternativas idealistas e imobilizadoras da acção. A forma de ultrapassar estes riscos, afigura-se-nos, só se pode dar através da acção reflectida e colectiva. É a convicção desta realidade que nos leva a pensar que as organizações de trabalhadores - de mãos dadas com as organizações científicas -, se estruturadas no sentido de promover a acção-reflexão, são os melhores instrumentos para construir as novas alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabar com a divisão disciplinar estanque e com as formas individualistas e competitivas de conhecimento e de ensino é uma necessidade crucial. É no plano da prática política uma forma eficaz de contrariar e de fazer parar as imposições tecnocráticas que subordinam o educativo ao mercado e ao processo de globalização com exclusão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os educadores precisam de melhorar a sua competência teórica adquirida em instituições capazes de lhes dar, como precisam, a sua experiência profissional reflectida. Mas estas formações não são suficientes. Os educadores precisam de se formar como intelectuais e como dirigentes. Esta última capacidade só se adquire através da participação em movimentos sociais, em associações científicas, sindicatos, partidos, associações culturais... que sejam capazes de produzir projectos alternativos de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alternativas que julgamos necessário construir não podem perder de vista que, em primeiro lugar, estão as pessoas e que estas não podem ser sacrificadas à reestruturação produtiva. Vale isto por dizer que é preciso criar um projecto de sociedade que afirme na prática a solidariedade e a igualdade efectiva entre todos os seres humanos, o que, em nosso entender, só é possível se se ampliar a esfera pública e o controle democrático sobre os dinheiros públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como educadores-professores importa afirmar e exemplificar, vezes sem conta, que as pessoas estão, sempre, antes da produção.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106816525056496852?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106816525056496852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106816525056496852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106816525056496852' title='As Pessoas em Primeiro - só depois a produção'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106788840204883528</id><published>2003-11-03T19:37:00.000Z</published><updated>2003-11-03T20:04:24.136Z</updated><title type='text'>Iraque</title><content type='html'>&lt;b&gt;A guerra no Iraque está no início.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Iraque1.jpg"  WIDTH="350" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/Iraque soldado.jpg"  WIDTH="350" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106788840204883528?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106788840204883528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106788840204883528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106788840204883528' title='Iraque'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106788799301991811</id><published>2003-11-03T19:32:00.000Z</published><updated>2003-11-03T19:34:22.270Z</updated><title type='text'>AURORA BOREAL</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/BlogRioAcima/AURORA BOREAL-4.jpg"  WIDTH="500" ALT="REUNIÃO" ALIGN="BASELINE" BORDER="0" HSPACE="5" VSPACE="5"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106788799301991811?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106788799301991811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106788799301991811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106788799301991811' title='AURORA BOREAL'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106755132412154325</id><published>2003-10-30T22:01:00.000Z</published><updated>2003-10-30T22:02:03.406Z</updated><title type='text'>Reformar a sociedade</title><content type='html'>&lt;b&gt;É tempo de por a «sociedade ao serviço da escola», em vez da «escola ao serviço da sociedade».&lt;/b&gt; (A. Jacquard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena teimar em reformar as escolas porque o que é preciso é reformar a sociedade. Importa actuar a montante e a jusante da escola: na família, no meio social, no acesso ao trabalho, na remuneração deste, no mundo produtivo, nas carreiras, nas profissões, na produção, no usufruto cultural.&lt;br /&gt;Importa ainda livrar a escola de toda a ganga que para lá atiraram nas últimas décadas. Voltar a dar-lhe funções mais restritas, precisas e exigentes: produzir e promover a aquisição de conhecimentos, de saber e educar. &lt;br /&gt;É preciso preparar os professores profissionalmente, quer dizer, não podem ser uns «faz tudo», mas têm de ser profissionais da educação e do ensino que eduquem, instruam, socializem, qualifiquem jovens e adultos.&lt;br /&gt;Exija-se portanto que a reforma se centre na sociedade. Que se ataquem as profundas desigualdades sociais. Se combatam as exclusões, a miséria, os baixos salários, a baixa qualificação das populações, a incivilidade,  a degradação das organizações políticas e  sociais a começar pela família. &lt;br /&gt;Não adianta preparar matemáticos, físicos, biólogos, filósofos, engenheiros… se não existe actividade científica e técnica em Portugal e o nível de desenvolvimento das nossas empresas é a miséria que todos conhecem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106755132412154325?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106755132412154325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106755132412154325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106755132412154325' title='Reformar a sociedade'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106753292520236463</id><published>2003-10-30T16:55:00.000Z</published><updated>2003-10-30T16:57:13.140Z</updated><title type='text'>Agrupamentos de escolas</title><content type='html'>O Ministério da Educação impõe o agrupamento de escolas que não possuem nenhum traço entre si, seja ele de natureza ideológica, cultural ou pedagógica. Mistura pessoas que nunca se viram nem desejam ver-se. Mistura pessoas que se ignoram no essencial das suas convicções sejam elas organizacionais, emocionais ou de um qualquer aspecto de natureza educativa. Impõe o agrupamento de escolas numa lógica burocrática, ao quarteirão, apenas com a finalidade de poupar uns trocos ao Orçamento de Estado. Os agrupamentos de escolas, assim promovidos, são em tudo idênticos aos agrupamentos de fabriquetas de calçado ou de actividades afins. O ME não tem a mínima noção da realidade. Não entende o que é um projecto construído, desejado, partilhado pelos que têm o dever de o executar. É como se o amor pudesse ser imposto por decreto ou por uma qualquer circular regulamentadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106753292520236463?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106753292520236463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106753292520236463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106753292520236463' title='Agrupamentos de escolas'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106738506797987113</id><published>2003-10-28T23:50:00.000Z</published><updated>2003-10-28T23:51:07.613Z</updated><title type='text'>Arafat popular entre os palestinianos</title><content type='html'>Oitenta e cinco por cento dos palestinianos estão satisfeitos com os resultados obtidos pelo presidente da Autoridade Palestiniana Yasser Arafat, segundo uma sondagem publicada pela Universidade Palestina Bir Zeit, da Cisjordânia.&lt;br /&gt;A sondagem revela que 63% dos palestinianos "consideram positivos os resultados obtidos por Yasser Arafat", enquanto que 24% os consideram "satisfatórios" e apenas 10% acham que são negativos.&lt;br /&gt;Apesar da popularidade de Arafat, a Fatah, o seu movimento, conta apenas com o apoio de 29% dos entrevistados. &lt;br /&gt;Esta sondagem foi feita com 1.200 pessoas representativas da população dos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, e tem uma margem de erro de 3%.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106738506797987113?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106738506797987113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106738506797987113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106738506797987113' title='Arafat popular entre os palestinianos'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106738441665625096</id><published>2003-10-28T23:38:00.000Z</published><updated>2003-10-28T23:42:28.180Z</updated><title type='text'>Estudantes ingleses manifestam-se contra o aumento de propinas</title><content type='html'>Milhares de estudantes manifestaram-se no Domingo, em Londres, em protesto contra o projecto do governo de Tony Blair de triplicar o custo das propinas em universidades como Oxford e Cambridge.&lt;br /&gt;O projecto do governo quer fixar as propinas nas grandes universidades britânicas em 3.000 libras (4.350 euros) por ano, com o pretexto de lhes permitir investir e desenvolver-se.&lt;br /&gt;Tony Blair insiste que este aumento é necessário para permitir às universidades inglesas serem competitivas face às suas congéneres estrangeiras.&lt;br /&gt;Actualmente os estudantes pagam um máximo de 1.100 libras (1.600 euros) e os estudantes cujo agregado familiar tenha rendimentos inferiores a 20.480 libras (29.700 euros) por ano, estão isentos de pagamento.&lt;br /&gt;Blair é mais um a alimentar a ideia de que o ensino universitário não é um bem público, necessário ao desenvolvimento do país, mas um produto de luxo de interesse meramente individual.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106738441665625096?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106738441665625096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106738441665625096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106738441665625096' title='Estudantes ingleses manifestam-se contra o aumento de propinas'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106717286527233951</id><published>2003-10-26T12:53:00.000Z</published><updated>2003-10-26T12:54:24.360Z</updated><title type='text'>Democracias aterrorizam o mundo, diz premiê da Malásia </title><content type='html'>&lt;b&gt;O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, acusou países que ele chamou de "grandes praticantes da democracia" de "aterrorizar o mundo".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando durante uma visita à cidade de Yogyakarta, na Indonésia, Mahathir tomou o cuidado de não mencionar os nomes dos países a que se referiu, mas recentemente tem se mostrado bastante crítico em relação a Israel, aos Estados Unidos e à Austrália.&lt;br /&gt;"O que nós vemos são Estados realizando uma enorme retaliação não só contra supostos terroristas, mas também à suas famílias, suas casas e seus vilarejos", afirmou o primeiro-ministro.&lt;br /&gt;"Seria ridículo pensar que esses ataques não aterrorizam os inocentes", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Polêmico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários foram os mais recentes de uma série de polêmicas declarações feitas por Mahathir, que deve encerrar o seu mandato de 22 anos no dia 31 de outubro.&lt;br /&gt;Na semana passada, ele fez um discurso em que afirmou que "os judeus mandam no mundo por procuração". O comentário foi criticado por governos de países ocidentais e por grupos judaicos.&lt;br /&gt;No discurso desta quarta-feira, Mahathir também atacou a Organização Mundial do Comércio (OMC).&lt;br /&gt;"Assim como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a OMC agora está se tornando mais um instrumento para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres", concluiu.&lt;br /&gt;BBC-online&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106717286527233951?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106717286527233951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106717286527233951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106717286527233951' title='Democracias aterrorizam o mundo, diz premiê da Malásia '/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106698968082087329</id><published>2003-10-24T11:01:00.000+01:00</published><updated>2003-10-24T11:01:20.893+01:00</updated><title type='text'>Mercado</title><content type='html'>O discurso sobre a auto-regulação do mercado é profundamente retórico. No mercado existe cada vez menos concorrência. A concentração e a concertação do controle é cada vez maior. Mesmo no "mercado da política" é cada vez mais evidente o domínio de todos por um só, veja-se o papel dos EUA.&lt;br /&gt;O mercado tem cada vez menos concorrência. Esta só vai subsistindo nos países de economia débil. Nos países "mais desenvolvidos" mesmo quando um sector não está nas mãos de um só, não concorrem, concertam-se. O que fica em concorrência são pequenas actividades mais ou menos desclassificadas. &lt;br /&gt;Todos os discursos sobre os méritos do mercado são falaciosos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106698968082087329?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106698968082087329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106698968082087329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106698968082087329' title='Mercado'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106693457565036056</id><published>2003-10-23T19:42:00.000+01:00</published><updated>2003-10-23T19:43:10.840+01:00</updated><title type='text'>Limpar a bota às calças</title><content type='html'>Quando se mete o pé na poça não vale a pena limpar o sapato às calças. Mas é isso que os EUA estão a querer fazer com o Iraque. Não são eles apenas a limpar agora as botas às calças, mas querem que o mundo inteiro faça o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106693457565036056?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106693457565036056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106693457565036056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106693457565036056' title='Limpar a bota às calças'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106676915707260937</id><published>2003-10-21T21:45:00.000+01:00</published><updated>2003-10-21T21:48:20.173+01:00</updated><title type='text'>Portugal no top</title><content type='html'>Não é verdade que não haja indústrias portuguesas no top mundial. Neste top encontramos a indústria da cortiça e também a do azeite. São duas indústrias que nunca vão ao fundo, por muito que os empresários e o governo para lá as empurrem. Uma terceira indústria nacional em alta, é a da tradução e da cópia. Não há ninguém mais danado para copiar e imitar do que o português. A quarta indústria, agora em pleno florescimento, é a da telepolítica. Um modo de nos alienar e distrair dos problemas reais e de nos tornar ainda mais boçais do que já somos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106676915707260937?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106676915707260937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106676915707260937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106676915707260937' title='Portugal no top'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106676836131733681</id><published>2003-10-21T21:32:00.000+01:00</published><updated>2003-10-21T21:32:41.030+01:00</updated><title type='text'>Da política</title><content type='html'>A política já foi uma arte, depois um modo estimulante de raciocinar, agora não é mais do que um exercício mediático rasca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106676836131733681?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106676836131733681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106676836131733681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106676836131733681' title='Da política'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106669177447581726</id><published>2003-10-21T00:13:00.000+01:00</published><updated>2003-10-21T00:21:03.860+01:00</updated><title type='text'>O Vale e Azevedo da educação falou hoje sobre a sua Lei de Bases</title><content type='html'>As reformas da educação já não têm qualquer sentido. Agora, o que é necessário, é reinventar um outro sistema educativo para a sociedade do conhecimento. As propostas de Lei de Bases que estão em discussão fazem todas parte do passado. São o problema. Não são a solução para o problema. &lt;br /&gt;É patético ver o Ministro de Educação a falar, com ares de Vale e Azevedo, da sua proposta, como se fosse algo com futuro. E mesmo algo que pode permanecer para lá do seu governito. Tem o nariz tapado. Não lhe cheira a mofo. Não percebe que as suas ideias têm um século de atraso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106669177447581726?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106669177447581726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106669177447581726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106669177447581726' title='O Vale e Azevedo da educação falou hoje sobre a sua Lei de Bases'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106652462872382951</id><published>2003-10-19T01:48:00.000+01:00</published><updated>2003-10-19T01:50:28.166+01:00</updated><title type='text'>Iraque e petróleo</title><content type='html'>&lt;b&gt;O Banco Mundial (BIRD) e a ONU divulgaram nesta quinta-feira um relatório sobre as necessidades de reconstrução do Iraque, estimadas em 56 biliões de dólares. O relatório cita 14 sectores prioritários, e será apresentado durante a conferência de países contribuintes no final de Outubro em Madrid.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia do Iraque sofreu 20 anos de degradação das suas infra-estruturas, do meio ambiente e dos serviços sociais do país. &lt;br /&gt;Os serviços de saúde e educação, antes considerados entre os melhores do Médio Oriente, degradaram-se consideravelmente tanto pelas guerras Irão-Iraque e do Golfo, como, sobretudo, em consequência dos dez anos de bloqueio a que o país foi submetido após a guerra do Golfo. &lt;br /&gt;O rendimento per capita superava os 3.600 dólares no começo dos anos 80 e sofreu uma drástica queda, passando para 770 a 1.020 dólares em 2001, caindo ainda mais nos anos posteriores.&lt;br /&gt;A situação, após a guerra decidida pela administração de Bush, é absolutamente catastrófica.&lt;br /&gt;As actuais forças ocupantes têm esperança que o país, que possui as segundas maiores reservas de petróleo do mundo, possa com a venda deste produto refazer o que foi entretanto destruído e pagar as despesas da guerra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106652462872382951?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106652462872382951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106652462872382951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106652462872382951' title='Iraque e petróleo'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106652249184922564</id><published>2003-10-19T01:13:00.000+01:00</published><updated>2003-10-19T01:31:22.650+01:00</updated><title type='text'>O gerencialismo na educação</title><content type='html'>&lt;b&gt;Associado a outras medidas&lt;/b&gt; (liberdade de escolha da escola, reforço dos exames, indiferenciação entre público e privado, competitividade entre escolas, publicação de rankings de escolas) &lt;b&gt;o «gestor profissional» faz-nos regressar a medidas muito populares, em alguns países europeus e nos EUA, nos anos 80. Medidas que entretanto foram por muitos abandonadas dada a sua perversidade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta insistência na importância do «gestor profissional», deriva da ideia de que os problemas que a escola pública apresenta são, grosso modo, problemas de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores deste tipo de gestão estão convencidos que todos os problemas se resolvem se as escolas forem dirigidas com pulso de ferro por um gestor que tenha como referência a racionalidade técnica e a eficácia e eficiência que atribuem à gestão empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto a escola portuguesa continua fortemente centralizada. A 5 de Outubro e os seus tentáculos regionais — as DRE — dominam tudo. Dos programas e currículos ao vidro que se parte e que é necessário recolocar, passando pelo rolo de papel higiénico, tudo tem de passar e emanar da cabeça do polvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro centralizado, o futuro «gestor profissional», não será mais do que a ventosa que fixa o polvo à escola. Será o comissário político do Ministério da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta concepção gerencialista considera a autonomia como a mera transferência de algumas competências técnicas, responsabilidades e encargos do Estado para a escola. É o contrário da concepção de uma verdadeira autonomia das escolas. Esta defende para as escolas e comunidades educativas, o direito de construirem e de porem em prática políticas educativas centradas nas escolas e dirigidas aos alunos que as frequentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o 25 de Abril que a verdadeira direcção das escolas se encontra fora delas. Desde o 25 de Abril que nos falta gestão democrática. No modelo ainda em vigor a direcção efectiva das escolas continua a estar na 5 de Outubro e nas direcções regionais de educação. Um dos problemas fundamentais do nosso sistema educativo tem sido este centralismo sufocante. Esta falta de confiança nos que trabalham e querem governar as escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido este centralismo a impedir que cada escola assuma a construção e a direcção das políticas educativas e de gestão que lhe são mais convenientes. E tem sido ele a negar às escolas os recursos necessários ao seu desenvolvimento. No entanto, foi à custa dos órgãos eleitos nas escolas, que foi possível fazê-las sobreviver e ultrapassar todos os obstáculos inerentes à explosão escolar que atravessou a escola portuguesa nas décadas de setenta e oitenta. Existe, pois, um capital de experiência e uma tradição que poderia abrir portas a um verdadeiro processo de desenvolvimento da autonomia das escolas. É esse o caminho que o actual Governo se nega a seguir e quer contrariar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas portuguesas não têm falta de gestores profissionais. Menos ainda de uma gestão fabril, comercial ou de feirante nas escolas. O que falta à nossa escola é autonomia e democracia representativa e participada. O problema maior é o de as nossas escolas não se poderem governar democraticamente. E é o de faltar autonomia e poder efectivo às comunidades educativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas das escolas serão mais fáceis de resolver num quadro de democracia representativa e participada. Não se resolvem com a manutenção do sistema centralizado e, menos ainda, com a  introdução nas escolas de um corpo estranho com a finalidade de as controlar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106652249184922564?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106652249184922564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106652249184922564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106652249184922564' title='O gerencialismo na educação'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106634673370456813</id><published>2003-10-17T00:25:00.000+01:00</published><updated>2003-10-17T00:25:33.576+01:00</updated><title type='text'>Desenhos animados levam ao suicídio</title><content type='html'>&lt;b&gt;Duas crianças chilenas, de 13 e 9 anos, morreram enforcadas, supostamente sob a influência da série japonesa de animação "Yugi Oh", afirmam os seus familiares.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo indica que as duas crianças se enforcaram com a ideia de ter poderes suficientes que os levassem a ressuscitar ainda com mais poderes", disse a deputada Laura Soto, ao recolher a versão dos familiares dos meninos.&lt;br /&gt;A legisladora apresentou na véspera um projecto de lei "com carácter de urgência" para exigir ao Conselho Nacional de Televisão que tire do ar a série "Yugi Oh", uma das mais populares entre as crianças chilenas.&lt;br /&gt;À série de desenhos animados seguiu-se o lançamento de um jogo de cartas com ilustrações dos personagens, que apresenta um "duelo de monstros" e tem como protagonista um menino que tenta recuperar a alma de seu avô.&lt;br /&gt;No jogo, os jogadores ou "duelistas" lutam usando criaturas mágicas e monstros.&lt;br /&gt;"As crianças precisam de se enforcar e depois, quando 13 crianças tiverem morrido, elas renascem com mais poderes", explicou a deputada.&lt;br /&gt;As mortes ocorreram nas últimas três semanas e os meninos, de 13 e 9 anos, viviam no porto de Valparaíso, 120 km a oeste de Santiago. &lt;br /&gt;O corpo de um deles foi encontrado pendurado com uma corda à volta do pescoço no quarto de banho da sua casa, enquanto o outro se enforcou com uma camisola, a qual prendeu à cama do quarto. &lt;br /&gt;"O meu filho não tinha motivos para se suicidar. Era um menino feliz e bom aluno", disse à imprensa o pai de uma das crianças.&lt;br /&gt;O chefe da polícia encarregado da investigação, Roberto Salinas, disse que os meninos eram viciados no programa de televisão e nos jogos com conteúdos violentos.&lt;br /&gt;"Achamos que num gesto de imitação, ocorreu o acidente que lhes custou a vida", informou Salinas.&lt;br /&gt;O Conselho Nacional de Televisão ainda não se pronunciou sobre o tema, embora no início do ano tenha advertido que 76% dos desenhos animados exibidos para crianças com idades entre 6 e 10 anos continham violência.&lt;br /&gt;Fonte: AFP&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106634673370456813?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106634673370456813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106634673370456813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106634673370456813' title='Desenhos animados levam ao suicídio'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106588732553711524</id><published>2003-10-11T16:41:00.000+01:00</published><updated>2003-10-11T16:48:44.986+01:00</updated><title type='text'>Salários</title><content type='html'>Repito: &lt;br /&gt;1. Se há dinheiro para mandar "tropas" para o Iraque, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;2. Se há dinheiro para baixar os impostos ao patronato, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;3. Se há dinheiro para comprar uma dúzia de helicópteros, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;4. Se há dinheiro para comprar submarinos, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;5. Se há dinheiro para o Euro 2004, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;6. Se há dinheiro para novos incentivos fiscais aos empresários, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;7. Se há dinheiro para deixar continuar a fuga aos impostos, tem de haver dinheiro para rever os salários dos trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;8. Se há dinheiro … É tudo uma questão de prioridades.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106588732553711524?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106588732553711524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106588732553711524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106588732553711524' title='Salários'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106588648161354153</id><published>2003-10-11T16:34:00.000+01:00</published><updated>2003-10-11T16:38:19.526+01:00</updated><title type='text'>Pouco habilitados</title><content type='html'>&lt;b&gt;Os trabalhadores portugueses são os que têm menos habilitações no grupo dos 25 países da futura União Europeia. A média educacional dos patrões portugueses é inferior à média educacional dos trabalhadores.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando os 25 países da futura União Europeia, Portugal é o país com a maior percentagem de trabalhadores com poucas habilitações.&lt;br /&gt;78% da população portuguesa em idade de trabalhar (entre os 15 e os 65 anos de idade) têm um nível "baixo" de formação educacional. &lt;br /&gt;A média educacional dos 25 países é 36,6%. Portugal tem, assim, mais do dobro de pouco habilitados dos 25.&lt;br /&gt;A distribuição das habilitações entre os trabalhadores portugueses é a seguinte: baixa 78%, média 14,1% e elevada 8%.&lt;br /&gt;Países com menores habilitações:&lt;br /&gt;Portugal (78), Espanha (57), Itália (56), Grécia (47), Bélgica (41)&lt;br /&gt;No que respeita a salários, Portugal mantém a sua posição de último entre os 15. Os trabalhadores portugueses são os que ganham menos entre os 15 membros da União Europeia (na indústria e serviços 950 euros em Portugal e 3000 na Dinamarca e Inglaterra).&lt;br /&gt;Recorde-se que o nível médio educacional dos patrões portugueses é inferior ao dos trabalhadores portugueses. Já no que respeita a rendimentos os patrões portugueses, no quadro europeu, estão no patamar alto. Isto é, sabem pouco mas ganham muito.&lt;br /&gt;Se com esta realidade é difícil aos trabalhadores portugueses competirem no mercado de trabalho o que se poderá dizer dos patrões portugueses?&lt;br /&gt;Não é conhecida nenhuma medida do governo para ultrapassar este atraso estrutural de fundo. Acreditam em bruxas, isto é, que o mercado vai resolver tudo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106588648161354153?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106588648161354153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106588648161354153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106588648161354153' title='Pouco habilitados'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106573961178650498</id><published>2003-10-09T23:42:00.000+01:00</published><updated>2003-10-10T00:06:44.613+01:00</updated><title type='text'>Os pais e a escola pública</title><content type='html'>&lt;b&gt;Ao contrário do que afirmam os donos da opinião pública, os pais não estão desesperados e amargurados com a escola dos filhos. Pelo contrário, existe alguma satisfação com os professores e a direcção das escolas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última sondagem realizada pela Universidade Católica sobre o ensino em Portugal, salienta-se: &lt;br /&gt;— Em relação às condições da escola pública os pais atribuem em média 3,5 na escala de 0 a 5 &lt;br /&gt;— Em relação ao grau de satisfação com os professores a média oscila entre o 3,8 e o 4 na escala de 0 a 5 &lt;br /&gt;— 90,7% das crianças e jovens frequentam o ensino público e 8,7% o ensino privado. &lt;br /&gt;— 2/3 dos inquiridos afirmam que os filhos estão na escola que eles querem. &lt;br /&gt;— O grau de satisfação com a escola (na escola pública) varia entre o 3,3 e 3,6 &lt;br /&gt;— Por os filhos a trabalhar após concluírem o ensino básico só é opção para 1,5% dos pais &lt;br /&gt;— Menos de 6% querem que os filhos terminem os estudos no 12º ano &lt;br /&gt;— 93% esperam que os filhos continuem depois do 12º ano &lt;br /&gt;— A maior preocupação dos pais é com o futuro profissional dos filhos. &lt;br /&gt;Mais de 50% dos pais entendem que as turmas são demasiado grandes. Consideram que o ideal rondaria os 18 alunos/professor &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106573961178650498?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106573961178650498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106573961178650498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106573961178650498' title='Os pais e a escola pública'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106573535644630819</id><published>2003-10-09T22:35:00.000+01:00</published><updated>2003-10-09T22:36:29.290+01:00</updated><title type='text'>Nove Benfiquistas para a UEFA</title><content type='html'>Dez portugueses estão entre os 250 futebolistas nomeados para escolher os melhores 50 das últimas cinco décadas. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dos dez, apenas um,&lt;/b&gt; Luís Figo, &lt;b&gt;não foi jogador do Benfica.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;A lista: &lt;br /&gt;1954 - 63: Costa Pereira (Benfica); José Águas (Benfica); e Germano (Benfica). &lt;br /&gt;1964 - 73: Coluna (Benfica); José Augusto (Benfica); Eusébio (Benfica); José Torres (Benfica). &lt;br /&gt;1984 - 93: Paulo Futre (Sporting, Porto, Benfica, Atlético Madrid). &lt;br /&gt;1994 - 03: Luís Figo (Sporting, Barcelona, Real Madrid); Rui Costa (Benfica, Fiorentina, AC Milan). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106573535644630819?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106573535644630819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106573535644630819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106573535644630819' title='Nove Benfiquistas para a UEFA'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106565738630916217</id><published>2003-10-09T00:43:00.000+01:00</published><updated>2003-10-09T00:56:25.676+01:00</updated><title type='text'>João ratão vai à guerra</title><content type='html'>&lt;i&gt;O texto que se segue foi escrito em Julho. Portugal preparava-se para entrar na guerra do Iraque. Volto a publicar com uma actualização.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SOUBE-SE  QUE PORTUGAL VAI MANDAR PARA A GUERRA DO IARAQUE JOÃO RATÃO. A PARTIDA AGUARDA APENAS POR TREINO E ARMAMENTO ADEQUADO.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita hesitação o Governo decidiu: João Ratão vai para a guerra. Portugal resolve assim um problema delicado. De facto, a divergência entre o Presidente da República e o Governo era evidente. O presidente não estava de acordo com a participação das forças armadas e, como se sabe, estas estão sob o seu comando. Já José, em nome do Governo, estava empenhado em responder aos desejos de George, o seu amigo americano e queria que Portugal participasse na guerra. Perante o dilema surgiu uma solução de compromisso. Não vão soldados em barda mas vai João Ratão. Deste modo ficam salvas as posições de cada uma das partes. O presidente leva avante a sua posição de impedir a participação militar de Portugal, fora do quadro da ONU, e José e o Governo respondem a um desejo do seu novo amigo e aliado.&lt;br /&gt;A única dificuldade que agora pode atrasar a partida da nossa força é a de reunir o armamento necessário a João Ratão. Como se sabe, este é eficaz no olfacto, na utilização dos dentes e na corrida rápida para os esconderijos. O Ministro da Defesa já tomou providências.  Em relação ao olfacto está em preparação equipamento capaz de resolver problemas que possam surgir, tais como constipações, que ponham em causa a eficiência do nosso combatente. Está também a ser reunido equipamento adequado à manutenção dos dentes de João Ratão em bom estado. Dois pares de sapatilhas especiais estão a ser produzidas numa fábrica em São João da Madeira. A partida anuncia-se para breve.&lt;br /&gt;O ministro da defesa, já hoje, em conferência de imprensa, manifestou o seu orgulho por ter sido possível encontrar, nas forças armadas, um especialista em operações especiais como é João Ratão. O ministro afirmou que «são factos como este que reforçam o prestígio do nosso país e levam a NATO a entregar-nos o comando das operações de resposta rápida. Quem melhor que João Ratão para se escapar com rapidez?» perguntou o ministro. &lt;br /&gt;O Presidente da República manifestou também a sua satisfação pela solução encontrada. «Parece-me que esta coisa de irmos mas não irmos é uma boa solução consensual», disse. Já o primeiro ministro afirmou, hoje, após a inauguração de uma pocilga em Algueirões, que Portugal está na primeira linha da luta contra o terrorismo. «Estou certo que a solução João Ratão é uma solução de grande dignidade nacional que satisfará plenamente os nossos aliados» afirmou.&lt;br /&gt;Em treinos intensivos, até ao fecho desta edição não foi possível ouvir João Ratão, o rato mais rato da península.&lt;br /&gt;José Paulo Serralheiro; Julho 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Entretanto passaram-se meses. E João Ratão treinou, treinou, treinou… e ficou&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje parece estar consumado mais um adiamento. O ministro promete a partida lá para Novembro. João Ratão está cansado dos treinos. Envelhecido. Corre o risco de ficar trôpego de velho antes de partir. &lt;br /&gt;O ministro diz que agora o problema não é de cá, é de lá. É preciso que construam lá um abrigo para João Ratão. &lt;br /&gt;Entretanto João Ratão sabe ter agora mais um problema. Treinou-se, e equipou-se, para o pico do Verão e agora vai apanhar o pico do Inverno. É preciso rever tudo. Pensa-se na necessidade de novos equipamentos. É sabido que o olfacto varia consoante o clima. Depois, todo este tempo de espera… O nosso especialista em operações especiais, de policiamento e ordem na desordem ou de desordem na ordem, decididamente envelheceu. Queixa-se de estar já a ver mal ao perto. Mais uma espera e João Ratão vai ter de ser equipado com óculos de lentes progressivas. Com tanto adiamento João Ratão corre o risco de passar à reforma antes de partir para a guerra.&lt;br /&gt;José também anda murcho. As coisas por casa, em familia, não lhe têm corrido bem. Os ministros tropeliam. O país emperra. &lt;br /&gt;De fora também nada de bom. Blair, com a casa a arder, não diz nada. Nem um telefonema. George, agora preocupado com a reeleição, não lhe ligada. Até parece que já o esqueceu!&lt;br /&gt;Do Iraque também nada de animador. Os soldados caem como tordos. Armas? Nem um pacote de soda aparece! Nem um yogurte estragado! Nem uma pá de cal viva! Nem um miserável frasquinho de insecticida! Nada. Não aparece nenhuma das terríveis armas. &lt;br /&gt;Somos a última esperança. Uma viragem nesta situação, o renovar do optimismo, passará certamente pelo nosso João Ratão. Mesmo estafado pelos meses de treino. Arranjem-lhe lá um abrigo e ele vai lá, com o improviso português, meter aquilo nos eixos. O mundo vai falar de João Ratão e de José. Olá se vai! &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106565738630916217?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106565738630916217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106565738630916217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106565738630916217' title='João ratão vai à guerra'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106547245520992590</id><published>2003-10-06T21:33:00.000+01:00</published><updated>2003-10-06T21:34:14.900+01:00</updated><title type='text'>Pegando galinhas... </title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Desta vez não traduzo para o português de Portugal. Julgo que perderia a piada. O meu amigo Paulo Sgarbi, do Rio de Janeiro, fez-me chegar a história que se segue:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.&lt;br /&gt;- Que vida mansa, heim, vagabundo ? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!&lt;br /&gt;- Não era para mim não. Era para vender.&lt;br /&gt;- Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!&lt;br /&gt;- Mas eu vendia mais caro.&lt;br /&gt;- Mais caro?&lt;br /&gt;- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.&lt;br /&gt;- Mas eram as mesmas galinhas, safado.&lt;br /&gt;- Os ovos das minhas eu pintava.&lt;br /&gt;- Que grande pilantra... &lt;br /&gt;Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.&lt;br /&gt;- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...&lt;br /&gt;- Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.&lt;br /&gt;- E o que você faz com o lucro do seu negócio?&lt;br /&gt;- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. &lt;br /&gt;Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?&lt;br /&gt;- Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.&lt;br /&gt;- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?&lt;br /&gt;- Às vezes. Sabe como é.&lt;br /&gt;- Não sei não, excelência. Me explique.&lt;br /&gt;- É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.&lt;br /&gt;- O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.&lt;br /&gt;- Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!&lt;br /&gt;- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Fernando Veríssimo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106547245520992590?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106547245520992590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106547245520992590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106547245520992590' title='Pegando galinhas... '/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106547179747505603</id><published>2003-10-06T21:18:00.000+01:00</published><updated>2003-10-06T21:27:29.563+01:00</updated><title type='text'>Não Se Faz...</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Julgo que o jornalista Joaquim Fidalgo e o PÚBLICO não levarão a mal que eu aqui transcreva um comentário escrito pelo referido jornalista e publicado precisamente no PÚBLICO no passado dia 01 de Outubro. Tem a ver com os Rankings das escolas. Os tais que o ministro e seus acólitos teimam em dizer que mostram onde estão os bons e os maus professores, os bons e os maus gestores! Os tais que permitem premiar os bons e envergonhar os maus. Ora leiam:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todas as escolas deste país fossem Colégios Sãos Joões de Britos, muita gente ficava satisfeita. Vinha tudo bem colocado nos "rankings", as notas de exame eram mais que aceitáveis e até fazíamos um figurão nas estatísticas europeias onde costumamos ficar mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, se todas as escolas deste país fossem Colégios Sãos Joões de Britos, também muita gente ficava triste. Quem? Os meninos e meninas deste país que nem passariam a porta da escola, impossibilitados de aprender ou estudar o mínimo que fosse. Porque, se todas as escolas fossem como aquela, isso significaria que milhares de jovens ficariam de fora. Porque nos Colégios Sãos Joões de Britos não entra quem quer - só entra quem pode. E poder é uma questão de dinheiro (pelo menos 700 contos por ano, não era o que diziam os jornais?), mas não só de dinheiro: é uma questão de acessibilidade, de família, de contexto sócio-cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena notícia do PÚBLICO, no dia em que saíram os "rankings", dizia mais do que muitas listagens e análises. Sabendo que o Colégio São João de Brito, em Lisboa, pertence aos jesuítas, a jornalista Bárbara Wong tentou perceber se outros dois colégios ligados à Companhia de Jesus (o Instituto Nuno Álvares, em Santo Tirso, e o Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache) tinham resultados semelhantes. Seria lógico. Se, ao que tantos dizem, o que explica os bons resultados de uma escola é a sua organização, a sua exigência, o seu rigor, o seu modelo, então o "padrão" jesuíta deveria ter sucesso em qualquer sítio do país. Mas... oh!, não era assim... O brilhante 1º lugar da escola de Lisboa estava longíssimo do 164º lugar da de Santo Tirso e do 249º da de Cernache. Então, o que é que mudou? Mudaram os alunos. Aaahhh!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O colégio de Coimbra [Cernache] fica num meio paupérrimo", justifica o director do São João de Brito. "É um meio rural, com fraco nível cultural. Teríamos outra posição no 'ranking' se estivéssemos mais próximos de Coimbra." Pois é, se pudessem escolher o meio e seleccionar os alunos... Assim até eu! Quando o nível de partida é baixo, nem as excelentes escolas e os excelentes professores da Companhia de Jesus conseguem grandes resultados. Em Lisboa é outra coisa, os alunos não têm um "fraco nível cultural" - porque, se têm, não entram... O que não acontece nos colégios de Santo Tirso ou de Cernache, ambos com contrato com o Ministério da Educação, que os obriga a receber todos os alunos da zona, fazendo as vezes da escola pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma amostra de como os "rankings" têm que se lhes diga e podem ser enganadores. Não tenho nada contra o Colégio São João de Brito, que recebe quem quer, e quem paga, e tira boas notas nos exames. Mas também não tenho nada contra a Escola Básica Integrada de Pampilhosa da Serra, que recebe quem quer e quem não quer, se calhar faz um bom trabalho em condições de partida tão desiguais, e tira fracas notas nos exames. O que me custa é vê-las colocadas no mesmo plano, comparadas como se fossem a mesma coisa. E que a uma se "dê" o primeiro lugar e a outra o último deste "campeonato" desigual. Isso não se faz.  &lt;br /&gt;JOAQUIM FIDALGO&lt;br /&gt;Quarta-feira, 01 de Outubro de 2003 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106547179747505603?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106547179747505603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106547179747505603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106547179747505603' title='Não Se Faz...'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106522618011143039</id><published>2003-10-04T01:06:00.000+01:00</published><updated>2003-10-04T01:09:40.120+01:00</updated><title type='text'>Escola da Ponte em Vila das Aves</title><content type='html'>O número de subscritores do Manifesto de apoio à &lt;b&gt;Escola da Ponte&lt;/b&gt; ultrapassou os 4.000.&lt;br /&gt;Não se esqueça de apoiar a Escola da Ponte. &lt;br /&gt;Pode assinar o &lt;a href=http://www.apagina.pt&gt;MANIFESTO&lt;/a&gt; e até deixar o seu &lt;a href=http://www.apagina.pt&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106522618011143039?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522618011143039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522618011143039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106522618011143039' title='Escola da Ponte em Vila das Aves'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106522578821704162</id><published>2003-10-04T01:02:00.000+01:00</published><updated>2003-10-04T01:03:08.310+01:00</updated><title type='text'>Primeiro liceu homossexual abre portas em Nova Iorque</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;O primeiro liceu público destinado unicamente a homossexuais, bissexuais e transexuais abriu as suas portas em Setembro na cidade de Nova Iorque.&lt;/b&gt;&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O liceu acolheu uma centena de alunos e prevê poder vir a receber 170 brevemente.&lt;br /&gt;"Toda a gente considera que é uma boa ideia pois a maior parte dos alunos homossexuais são constantemente incomodados noutras escolas e esta vai permitir-lhes fazer o curso sem inquietações", declarou o Presidente do Município Michel Bloomberg.&lt;br /&gt;Organizações conservadoras denunciaram a criação do liceu, considerando que o dinheiro dos contribuintes não deve ser utilizado para financiar projectos deste tipo.&lt;br /&gt;O director do liceu é um antigo responsável de Wall Street, William Salzman. "Esta escola será um modelo para o país e mesmo para o mundo", afirmou M. Salzman ao «New York Post».&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106522578821704162?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522578821704162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522578821704162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106522578821704162' title='Primeiro liceu homossexual abre portas em Nova Iorque'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106522435924646869</id><published>2003-10-04T00:38:00.000+01:00</published><updated>2003-10-04T00:42:24.560+01:00</updated><title type='text'>Exames levam ao suicídio</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Duas jovens que não entraram em duas universidades públicas da capital mexicana suicidaram-se na primeira semana do último mês de Agosto, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Uma jovem de 18 anos foi encontrada morta pela sua mãe, "após ter ingerido pelo menos 100 comprimidos", segundo a SSP. Ela "não foi aceite na Escola Normal Superior (para docentes),  e parece ter sido esse o motivo do suicídio", constatou a SSP.&lt;br /&gt;Por sua vez, no dia seguinte, uma adolescente suicidou-se, com um tiro no peito, porque não passou no exame de admissão à Universidade Nacional Autónoma do México (Unam).&lt;br /&gt;Em 2002, na Cidade do México, houve 439 suicídios e no primeiro trimestre deste ano já se suicidaram 113 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106522435924646869?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522435924646869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522435924646869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106522435924646869' title='Exames levam ao suicídio'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106522342850969136</id><published>2003-10-04T00:22:00.000+01:00</published><updated>2003-10-04T00:23:48.326+01:00</updated><title type='text'>México-Chiapas: Marcos proclama o autogoverno zapatista</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;O subcomandante Marcos voltou a dar um audacioso golpe de média ao convocar os seus seguidores em Chiapas, para criar juntas de bom governo que são o cumprimento de uma velha promessa que fez às suas bases zapatistas em 1994.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 1 de Janeiro de 1994, quando o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) se levantou em armas provocando a surpresa mundial, Marcos não somente exigiu uma mudança política radical no seu país, nas mãos do Partido Revolucionário Institucional (PRI) durante 70 anos, mas o respeito pela identidade indígena.&lt;br /&gt;O seu movimento armado acelerou essa mudança política, encarnada pelo  actual presidente Vicente Fox, mas as ambições revolucionárias deste ex-professor de filosofia aos 46 anos, filho da classe média e apaixonado pela literatura, não foram satisfeitas.&lt;br /&gt;Desde então Marcos concentrou-se na procura de apoios, através dos seus comunicados, para que os seus seguidores indígenas pudessem sobreviver entre a miséria e a vigilante ameaça do exército e os grupos armados do PRI.&lt;br /&gt;Sempre encapuçado e com um cachimbo na boca, Marcos prometeu aos seus apoiantes em 1994, na sua primeira Declaração da Selva Lacandona, que lutaria para tornar realidade o velho sonho de Emiliano Zapata, o guerrilheiro que lutou no início do século XX para obter terra e liberdade.&lt;br /&gt;Em Chiapas, no início dos anos 80, quando Marcos chegou para fazer a revolução, a terra já estava repartida há décadas, e a liberdade era um sonho distante, num Estado profundamente violento e com terríveis indicadores sociais.&lt;br /&gt; "Que acontece neste país onde é necessário matar e morrer para dizer algumas verdadeiras e pequenas palavras sem que se percam no esquecimento?", perguntava Marcos pouco depois do levantamento de 1994, que em 12 dias provocou mais de 150 mortos.&lt;br /&gt;Armado com uma pena mordaz, que seduziu muitos intelectuais no mundo inteiro, Marcos tem sabido ganhar ao mesmo tempo a simpatia de toda uma geração de jovens antiglobalização, especialmente no Ocidente, atraídos pelo audacioso uso da Internet para difundir suas ideias.&lt;br /&gt;"Somos a única guerrilha que tem dado mais importância às palavras do que às balas", assinalou Marcos noutra ocasião.&lt;br /&gt;Ele conseguiu pôr Chiapas perante os olhos do mundo inteiro, reconheceram inclusivamente os seus detractores.&lt;br /&gt;A 9 de Fevereiro de 1995, o ex-presidente Ernesto Zedillo tirou simbolicamente a máscara que escondia o seu rosto para deixar descoberta a identidade desse homem de 1,75 m de altura, pele branca, cabelo castanho escuro, olhos castanhos claros e nariz aquilino: "Rafael Sebastiãn Guillén Vicente, alias Marco".&lt;br /&gt;Esse golpe de efeito teve um alcance limitado. Com os anos, Chiapas foi-se convertendo num laboratório de autogoverno municipal, visitado regularmente por militantes e ONGs, mas com um peso decrescente no panorama político mexicano.&lt;br /&gt;Os partidários de Marcos são dezenas de milhares num estado de 4 milhões de habitantes. E também há simpatizantes em todo o país.&lt;br /&gt; No entanto, ele foi capaz de mobilizar mais de 200 mil pessoas em pleno coração da Cidade do México, no final do seu histórico giro pelo sul do país, em Fevereiro e Março de 2001.&lt;br /&gt;Foi talvez o seu momento máximo, mas o congresso decidiu exercer a sua soberania e modificou as propostas de reforma constitucional a favor dos  indígenas.&lt;br /&gt;Em seguida, o comando do EZLN encerrou-se num prolongado silêncio na  Selva Lacandona, que só rompeu o seu porta-voz em Setembro de 2002.&lt;br /&gt;Nessa ocasião, Marcos optou por avisar que o EZLN não estava morto, e para dar o seu apoio ao grupo armado basco ETA, o que provocou mal-estar em parte da intelectualidade que o apoiava.&lt;br /&gt;Esta última iniciativa que acaba de adoptar é arriscada: proclamar a criação de cinco "juntas de bom governo" para governar os 30 municípios que tem nas suas mãos.&lt;br /&gt;"Desde o início do nosso levantamento, e ainda muito antes, os indígenas zapatistas insistem em afirmar que são mexicanos... mas também indígenas", resumiu Marcos no seu último comunicado, antes de convocar mais uma vez os seus simpatizantes para que o desafio tenha êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:Jordi Zamora&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106522342850969136?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522342850969136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106522342850969136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106522342850969136' title='México-Chiapas: Marcos proclama o autogoverno zapatista'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106521681301180107</id><published>2003-10-03T22:32:00.000+01:00</published><updated>2003-10-03T22:33:32.706+01:00</updated><title type='text'>Aulas no Iraque</title><content type='html'>As escolas iraquianas abriram as portas esta semana com livros velhos onde predomina a imagem de Saddam Hussein. Os professores estão a trabalhar para enfrentarem o que pensam ser o ano mais difícil das suas carreiras.&lt;br /&gt;"Não sei muito bem o que vou dizer às minhas alunas no sábado, quando começarem as aulas. Não recebi nenhuma instrução em todos estes meses, assim, a minha prioridade será para que a bandeira do Iraque tremule alto nesta escola", explicou Shukria Jalil, directora de uma escola feminina no centro de Bagdá. Na arrecadação da escola amontoam-se, cheios de pó, os velhos livros do regime deposto com as fotografias do ex-presidente Saddam Hussein e mensagens de glória ao ex-presidente. "Não arrancámos as páginas porque não sabíamos se devíamos fazê-lo ou não. Esperávamos livros novos e alguma indicação do Ministério, o que nunca chegou", explicou.&lt;br /&gt;Nalgumas escolas visitadas, a situação é a mesma. Algumas escolas, muitas delas saqueadas e incendiadas após a guerra, foram restauradas graças à ajuda americana, mas os professores sentem-se perdidos no momento de enfrentar o novo ano escolar e sem respostas para muitas das perguntas que os seus alunos farão.&lt;br /&gt;"Vamos reuni-los e diremos aos alunos que estamos aqui unicamente para estudar, que tudo mudou e que é preciso começar do zero", explicou, sem mostrar muita certeza, Nahed Kelif Saaleh.&lt;br /&gt;Segundo um funcionário, que substitui um director que era líder do partido Baath no bairro, será preciso ver a história, a saúde e até mesmo o inglês e a matemática com outros olhos. "Em todas as matérias havia menções a Saddam Hussein, será difícil eliminá-las. Por agora, suprimimos a disciplina de Educação Nacional, que falava unicamente do presidente e do partido", explicou.&lt;br /&gt;Os directores deram aos seus professores uma única indicação para o início do ano escolar: evitar qualquer referência ao ex-chefe de Estado e ao antigo governo. Mas, segundo as professoras da escola primária do bairro Al Manathra, a maioria das crianças está confusa, assustada e não conseguem assimilar tantas mudanças em tão pouco tempo. "Vamos ter que reeducá-las pouco a pouco, fazê-las compreender o que está a  acontecer. As crianças são como a massa de pão, é fácil dar-lhes forma, mas é preciso fazê-lo com cuidado", explicou Kalada Noory, a professora mais antiga, com 24 anos de experiência na escola.&lt;br /&gt;Responsáveis em educação na Autoridade Provisória da coligação no Iraque explicaram que tem havido vários cursos para professores de todo o país nas semanas passadas, em Bagdá.&lt;br /&gt;No entanto, estes professores garantem que não receberam nenhuma instrução dos americanos.&lt;br /&gt;Shukria Jalil, sunita e membro de alto escalão no partido Baath, só teme que os americanos, que nunca visitaram a escola até hoje, venham obrigá-la a deixar o seu posto de trabalho nas próximas semanas.&lt;br /&gt; "Quando as minhas alunas me perguntarem se os americanos devem ficar, dir-lhes-ei que sim, mas eu rezo todas as noites para que Saddam volte", confessou.&lt;br /&gt;A escola, que se salvou milagrosamente dos saques nos dias posteriores à guerra, não tem electricidade ou água corrente. "Com Saddam, isto não aconteceria", disseram os professores.&lt;br /&gt;Segundo porta-vozes militares americanos, em toda a cidade de Bagdá estão a ser recuperados 2.000 centros educacionais para que os alunos possam começar o seu ano lectivo em Outubro, sem problemas.&lt;br /&gt;"Antes dizíamos "Longa vida a Saddam" e agora temos que dizer "Longa vida ao Iraque". Isso está claro. O resto vamos ter que improvisar", concluíram os professores da escola de Al Shaab, no  sudeste de Bagdá.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106521681301180107?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106521681301180107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106521681301180107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106521681301180107' title='Aulas no Iraque'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106521479852694078</id><published>2003-10-03T21:59:00.000+01:00</published><updated>2003-10-03T21:59:57.860+01:00</updated><title type='text'>Novo Nobel da Literatura</title><content type='html'>A atribuição do prémio Nobel da Literatura ao romancista sul-africano John Maxwell Coetzee, de 63 anos, considerado por alguns  especialistas como "um sucessor de Kafka", causou muita alegria nos meios intelectuais da África, Europa e Austrália. &lt;br /&gt;O prémio a Coetzee, que vive na Austrália, causou "orgulho" na Universidade de Adelaide, onde o escritor sul-africano lecciona e representa "uma imensa fonte de inspiração", declarou James McWha, vice-presidente da Universidade.&lt;br /&gt;"Não acho que a maioria dos sul-africanos saiba quem ele é", disse nesta quinta-feira David Atwell, da Universidade de Witwatersrand, de Johannesburgo, especialista na obra de Coetzee, com quem escreveu em co-autoria um livro de contos.&lt;br /&gt;Coetzee é relativamente pouco conhecido no seu país, apesar da sua fama ser internacional e as suas obras terem sido traduzidas para 25 línguas.&lt;br /&gt;Para Stephen Watson, chefe do departamento de Língua Inglesa da &lt;br /&gt;Universidade do Cabo, Coetzee é "o grande sucessor de Kafka", fazendo alusão ao escritor checo autor de "A Metamorfose".&lt;br /&gt;S. Fischer Verlag, porta-voz de um dos seus principais editores alemães, disse que JM Coetzee é "um autor excepcional".&lt;br /&gt;"Existem poucos autores no mundo que tenham conseguido como ele alcançar uma perfeição estética juntando o rigor com o compromisso. Apreciamos John Maxwell enquanto observador crítico e lúcido da política, moralista implacável e audaz narrador", afirmou a sua editora num comunicado.&lt;br /&gt;O escritor português José Saramago disse, por sua vez, que a atribuição do prémio Nobel de Literatura 2003 a Coetzee era "justificada e merecida". "É um grande escritor", disse Saramago em declarações à agência de notícias Lusa.&lt;br /&gt;Nobel da Literatura em 1998, Saramago disse que tem por Coetzee "grande estima, tanto a nível pessoal como no campo literário". José Saramago, que conheceu o escritor sul-africano no México durante um encontro literário, disse que a leitura de dois livros de Coetzee, "A Idade do Ferro" e "Desonra", o tinham impressionado muito. "São dois livros difíceis, já que a realidade da África do Sul também é dura e terrível", acrescentou.&lt;br /&gt;A Associação de Escritores Dinamarqueses destacou a atribuição do Nobel a Coetzee, afirmando que ler os seus livros permite "compreender o apartheid por dentro".&lt;br /&gt;No Senegal, o Comité de Intelectuais de Dacar manifestou a sua satisfação pela atribuição do prémio a Coetzee. "Este prémio demonstra que a cultura transcende as fronteiras, as cores, as línguas e as etnias", destacou num comunicado.&lt;br /&gt;Para o escritor libanês Elias Jury, que lamentou que o poeta Árabe Adonis não tivesse sido premiado, "Coetzee é, sem dúvida, um grande romancista da África do Sul, com uma visão e estilo elegantes. Este prémio é um reconhecimento e uma homenagem à cultura do terceiro mundo e ao combate contra a discriminação racial", disse.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106521479852694078?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106521479852694078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106521479852694078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106521479852694078' title='Novo Nobel da Literatura'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106487686119999263</id><published>2003-09-30T00:03:00.000+01:00</published><updated>2003-09-30T00:07:41.226+01:00</updated><title type='text'>Pais retiram crianças de uma escola comprada por católicos-ultra</title><content type='html'>Cerca de três dezenas de pais decidiram retirar os seus filhos de uma escola dos arredores de Madrid ao saberem que a mesma tinha sido comprada por uma congregação católica ultra-conservadora.&lt;br /&gt;A escola privada "Villa del Bosque" dirigida por uma cooperativa de professores será propriedade, a partir de Novembro, dos "Legionários de Cristo" para surpresa dos pais que não foram consultados.&lt;br /&gt;Até agora, o estabelecimento tinha cerca de mil estudantes, encontrava-se numa zona da alta burguesia, em "Villaviciosa de Odon" e mantinha uma educação laica.&lt;br /&gt;O ensino separado de rapazes e raparigas, a construção de uma capela, a comunhão voluntária são algumas das novidades que serão progressivamente introduzidas, segundo o novo director.&lt;br /&gt;"Não é apenas necessário transmitir conhecimentos, isto é, ensinar, mas é necessário que esses conhecimentos formem homens e mulheres bons", é a filosofia do grupo ultra-conservador. &lt;br /&gt;Como a Opus Dei, os Legionários de Cristo têm grande influência nas altas esferas políticas e económicas espanholas e têm na educação a base da sua expansão.&lt;br /&gt;O jornalista José Martinez de Velasco, autor de um livro sobre esta congregação, associa os Legionários de Cristo a personalidades como Ana Botella, mulher do 1º ministro José Maria Aznar ou os ministros do interior Angel Acebes e da justiça José Maria Michavila.&lt;br /&gt;Criada em 1941 pelo mexicano Marcial Maciel Degollado, a congregação possui em Espanha uma Universidade, dois seminários, seis escolas e vários jardins de infância, segundo informa o El Pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106487686119999263?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106487686119999263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106487686119999263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106487686119999263' title='Pais retiram crianças de uma escola comprada por católicos-ultra'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106487526306872523</id><published>2003-09-29T23:40:00.000+01:00</published><updated>2003-09-29T23:41:02.636+01:00</updated><title type='text'> Especialistas discutiram cláusula de consciência para os cientistas</title><content type='html'>Representantes de várias organizações  internacionais, entre elas a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) discutiram nos dias 25 e 26, em Genebra, um projecto de convenção internacional destinado a proteger os cientistas que denunciarem práticas ilegais dos seus chefes.&lt;br /&gt;A concorrência económica mundial é de tal ordem que aumentam "as probabilidades de que eventuais riscos sejam ocultados", explicaram as duas organizações não-governamentais promotoras do projecto de cláusula de consciência para os cientistas: a Fundação Ciência e Consciência e a Associação por uma Atitude Científica Responsável.&lt;br /&gt;"Os poucos cientistas que tiveram a coragem de denunciar as mentiras ou o silêncio dos seus patrões em relação à nocividade de produtos relacionados com a  alimentação, a saúde pública ou o meio ambiente tiveram as suas vidas estragadas", destacaram as duas ONGs.&lt;br /&gt;O cláusula articula-se em torno de vários eixos: anonimato do denunciante, imunidade em caso de processos penais ou civis após uma denúncia não abusiva, indemnização por perdas sofridas em caso de represálias e direito de acção judicial para as ONGs especializadas.&lt;br /&gt;Segundo as duas ONGs, trata-se de "proteger a consciência dos cientistas e engenheiros assalariados ao permitir-lhes revelar, mediante um procedimento equilibrado, a natureza exacta das suas reservas ou desacordos em relação às práticas ou comportamentos deliberados susceptíveis de pôr em risco a saúde, o meio ambiente ou o bem público no sentido mais amplo".&lt;br /&gt;A conferência de Genebra abordou a protecção jurídica individual dos cientistas e tentou determinar que cientistas podem ter direito a tal protecção, em que domínios e mediante que procedimentos.&lt;br /&gt;Na Conferência, vários cientistas, como o químico francês André Cicolella, falaram sobre o modo como as suas carreiras foram prejudicadas por terem denunciado os seus patrões.&lt;br /&gt;Cicolella investigava os efeitos nocivos do éter de glicol (solvente) para a  saúde e foi demitido pela empresa onde trabalhava por "falta grave" em 1994, uma semana antes da realização de um simpósio internacional sobre o tema.&lt;br /&gt;Além dos já citados, estiveram também presentes na Conferência  representantes da União Internacional de Associações de Cientistas (ICSU, sigla em inglês) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106487526306872523?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106487526306872523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106487526306872523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106487526306872523' title=' Especialistas discutiram cláusula de consciência para os cientistas'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106487364141354430</id><published>2003-09-29T23:13:00.000+01:00</published><updated>2003-09-29T23:14:01.363+01:00</updated><title type='text'>O regresso dos EUA marca a Conferência da UNESCO.</title><content type='html'>O regresso dos Estados Unidos depois de quase 20 anos de afastamento é um dos destaques da 32ª Conferência da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), que teve início hoje dia 29 de Setembro, em Paris, e se prolongará até ao próximo dia 17.&lt;br /&gt;A bandeira americana voltará a ser hasteada em Paris ao lado das dos outros 189 países membros da organização. O presidente George W. Bush tinha anunciado em Setembro de 2002 a decisão do seu país em regressar à Unesco.&lt;br /&gt;A conferência internacional da organização, que acontece de dois em dois anos, terá a participação de mais de 3 mil pessoas, entre elas cinco presidentes e mais de 300 ministros. &lt;br /&gt;Os principais temas da conferência serão a salvaguarda do património não material, a diversidade cultural, o plurilinguismo na Internet e as informações genéticas humanas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106487364141354430?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106487364141354430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106487364141354430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106487364141354430' title='O regresso dos EUA marca a Conferência da UNESCO.'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106478825442601227</id><published>2003-09-28T23:29:00.000+01:00</published><updated>2003-09-28T23:30:54.160+01:00</updated><title type='text'>Escola da Ponte em Vila das Aves</title><content type='html'>Não se esqueça de apoiar a &lt;b&gt;Escola da Ponte&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;Pode assinar o &lt;a href=http://www.apagina.pt&gt;MANIFESTO&lt;/a&gt; e até deixar o seu &lt;a href= http://www.apagina.pt&gt;COMENTÁRIO.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;O número de assinaturas já ultrapassou as 3.500.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106478825442601227?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106478825442601227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106478825442601227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106478825442601227' title='Escola da Ponte em Vila das Aves'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106478737445801424</id><published>2003-09-28T23:13:00.000+01:00</published><updated>2003-09-28T23:21:13.590+01:00</updated><title type='text'>E depois?</title><content type='html'>&lt;i&gt;Aportuguesado o texto fica aqui mais um enviado pelo Paulo Sgarbi&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um negociante americano estava no porto de uma pequena aldeia da costa mexicana quando um pequeno barco com apenas um pescador aportou. &lt;br /&gt;Dentro do barquinho estava uma quantidade incrível de atum tamanho grande. &lt;br /&gt;O americano deu os parabéns ao mexicano pela qualidade do peixe e perguntou-lhe quanto tempo tinha levado a pescá-lo. O mexicano respondeu que foi rápido. &lt;br /&gt;O americano então perguntou-lhe: &lt;br /&gt;- Por que é que você não fica mais tempo fora e pesca mais peixe? &lt;br /&gt;O mexicano repondeu que aquilo era mais do que suficiente para a  sua família e necessidades imediatas. &lt;br /&gt;O americano perguntou então ao mexicano o que é que ele fazia no resto do tempo. &lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Eu durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com as crianças, faço a «siesta» com a minha esposa Maria, dou um giro pela aldeia todas as tardes para beber um copo de vinho e tocar violão com meus amigos&lt;/b&gt;. Eu tenho uma vida muito ocupada, senhor - disse o mexicano. &lt;br /&gt;O americano zombou: &lt;br /&gt;- Eu sou MBA por Harvard e poderia ajudá-lo. Você poderia gastar mais tempo pescando e com o rendimento comprar um barco maior. Com o rendimento do barco maior você poderia comprar vários barcos e até montar uma frota de barcos de pesca. &lt;br /&gt;Em vez de você vender a sua pesca para um intermediário você poderia vender diretamente para a fábrica ou até abrir a sua própria enlatadora. Você iria controlar a produção, processamento e distribuição.Você iria mudar desta aldeola de pescadores mudar-se para a Cidade do México, depois para Los Angeles e quem sabe até para Nova Iorque, de onde poderia administrar e expandir o seu empreendimento. &lt;br /&gt;O mexicano perguntou: &lt;br /&gt;- Mas senhor, quanto tempo isso vai levar? &lt;br /&gt;- 15 ou 20 anos - respondeu o americano. &lt;br /&gt;- E depois, senhor? - argumentou o mexicano. &lt;br /&gt;O americano riu e disse: &lt;br /&gt;- Quando chegar a hora você poderá colocar a sua empresa na bolsa e vender as acções. Você ficará rico, vai fazer milhões! &lt;br /&gt;- Milhões, senhor!? - E depois? &lt;br /&gt;- Essa é a melhor parte! Depois você poderá reformar-se. &lt;b&gt;Mudar-se para uma aldeola costeira onde poderá dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com as crianças, tirar a «siesta» com a sua esposa e dar um giro pela aldeia todas as tardes para beber um copo de vinho e tocar violão com os seus amigos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106478737445801424?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106478737445801424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106478737445801424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106478737445801424' title='E depois?'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106452682487778008</id><published>2003-09-25T22:53:00.000+01:00</published><updated>2003-09-30T21:43:56.910+01:00</updated><title type='text'>Sessão de apoio à Escola da Ponte</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/blogrioacima/Ponte.jpg" ALIGN="right" width="120"&gt;Hoje às 18 horas, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, decorreu uma sessão pública de apoio à Escola da Ponte. O anfiteatro grande encheu.&lt;br /&gt;Na sessão deu-se conta do movimento de apoio, nacional e internacional à escola. Foi unânime a ideia de que este apoio é dirigido não só à Escola da Ponte mas a todas as escolas e comunidades educativas que promovem a inovação e o desenvolvimento global dos alunos. Apoio também à escola pública que, como mostra a Escola da Ponte, é capaz de proporcionar educação e ensino de enorme valor.&lt;br /&gt;Apoio e condenação. Condenação do Ministro da Educação pela sua incapacidade em reconhecer a qualidade desta e doutras escolas. Condenação pelas vistas curtas de que o Ministro dá mostras. Condenação pelo facto de o Ministro ter rasgado o contrato que o Ministério tinha com a escola. Condenação pelo desprezo que o Ministro demonstra pelos pais, alunos, funcionários e professores da escola. Condenação pela orientação que o Ministro pretende dar à educação  nas escolas públicas. Condenação pelas práticas centralistas, autoritárias e repressivas que o Ministro adopta.&lt;br /&gt;Na sessão não se falou na possível demissão do Ministro. Mas a porta está aberta. Seria um alívio e um benefício para o país se o Ministro aproveitasse e saísse.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106452682487778008?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106452682487778008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106452682487778008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106452682487778008' title='Sessão de apoio à Escola da Ponte'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5615685.post-106444451880097246</id><published>2003-09-24T23:55:00.000+01:00</published><updated>2003-09-30T21:40:34.286+01:00</updated><title type='text'>O Iraque a caminho do bolso estrangeiro</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.apagina.pt/oficina/ficheiros/blogrioacima/criancice.jpg" ALIGN="right" width="170"&gt;No Iraque, tudo com excepção dos recursos naturais passará a poder ser possuído por capitais estrangeiros. O anúncio foi feito pelo "ministro das finanças" Mubdir al-Gailani no Dubai, onde esta semana decorrem as conferências anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.&lt;br /&gt;As companhias estrangeiras poderão então possuir a totalidade das empresas iraquianas, com excepção das que se ocupam do petróleo, gás e outros minérios [supõe-se que estas já estão por conta dos governos americano e inglês]. Não haverá restrições aos lucros repatriados ou utilizados nos produtos locais.&lt;br /&gt;A taxa máxima de impostos para indivíduos ou empresas descerá de 45 para 15% a partir de 1 de Janeiro.&lt;br /&gt;Seis bancos estrangeiros vão comprar a totalidade dos bancos iraquianos, enquanto outros poderão comprar até 50% das acções dos bancos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E digam lá se este "governo iraquiano", designado pelos EUA, não é uma potente arma de destruição maciça.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5615685-106444451880097246?l=rioacima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106444451880097246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5615685/posts/default/106444451880097246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rioacima.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106444451880097246' title='O Iraque a caminho do bolso estrangeiro'/><author><name>Paulo Serralheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13670459435062330155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
